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11 de março de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #8 - Minha trajetória (2018 - Decepção)

Oi gente!

Continuando o #TBT da minha trajetória na escrita, vamos falar do ano de 2018, um dos piores (ou não), dependendo do ponto de vista. Em matéria de trabalho as coisas não foram ruins, estavam fluindo bem. Mas considero o ano da decepção e do cair das fichas com o ambiente cultural e literário. Mas os babados eu conto lá para o final do post tá? (rs)

Vale registrar que depois de um ano longe do ambiente corporativo, senti saudades do que foi meu principal ofício ao longo da vida e também da estabilidade financeira, então entrei o ano trabalhando! A diferença é que agora eu fazia home office, em horário reduzido e flexível. Um ex-colega da empresa em que trabalhei me contratou, como produtora de conteúdo e gestora de mídias sociais. Sua empresa também é de auditoria e consultoria, com matriz em São Paulo e escritórios em várias capitais. Esse trabalho tem me realizado, juntou minhas duas áreas de conhecimento, as primeiras formações mais a formação de Letras, pois estou diariamente produzindo conteúdo escrito. Além disso, tenho flexibilidade para manter minhas rotinas de escritora (curiosamente esse ex-colega de trabalho, agora meu líder, foi uma das raras pessoas que me apoiava na escrita enquanto estive na multinacional). 


Eu também conseguia fazer outros trabalhos em paralelo, como revisões de trabalhos acadêmicos, por exemplo. Trabalhei alguns meses organizando a Biblioteca do Instituto Serendipe, um local maravilhoso (foto acima), cujos proprietários são minha ex-professora de linguística e seu esposo. Tive contato com várias obras raras e um aprendizado incrível. Também atuei um tempo como gestora das redes sociais da Editora Máquina de Escrever, que publicaria o meu livro "Donatelo, O Dragão Amarelo" em 2019.

Colônia de Férias na Casa Cultural Belaboni

E já que falamos em Donatelo, depois do depoimento da postagem anterior, vocês podem me perguntar: "- Mas não estava pensando em desistir da literatura infantil"? Pois é, lembrem que eu estava "confusa", mas com a possibilidade de publicar um livro com uma editora maior, ter seu livro diagramado, revisado e ilustrado por profissionais, distribuído para o Brasil, era algo que sempre sonhei. E eu tinha a história do Donatelo, que é uma das minhas queridinhas. Então sim, eu não sabia se teria continuidade, mas eu queria o Donatelo publicado. Por isso também continuei fazendo alguns eventos infantis.


Em 2018 eu estava muito empolgada com meu canal no You Tube, mas fiz algumas mudanças significativas. Lembram das decepções? Uma delas foi o quanto me dediquei em 2016/2017 para divulgar livros de outros escritores, sem ganhar um tostão, a ponto de minhas redes sociais se transformarem em outdoor alheio e eu perder meu próprio espaço de divulgação. Parece absurdo, mas teve gente que sequer compartilhou meu vídeo em suas redes, ao menos para me ajudar com a divulgação do canal. Descaso total. Comecei a perceber o interesse de certas pessoas ao me procurarem, passei a tentar discernir e filtrar o que chegava até mim. Foi um aprendizado incrível e senti que comecei a valorizar mais o meu tempo, prestigiando e me aproximando de quem também valorizava meu trabalho e me enxergava como a profissional experiente que sou, independente da entrada tardia no mundo literário.

    Foto1: Lançamento do livro "Lagartas e Borboletas", da Ana Rapha Nunes.
    Foto 2: Lançamento da coletânea "Passageiros do Desconhecido", do  NLCAC.
    Foto 3: Evento do Pegaí Leitura Grátis (do qual fui voluntária por 5 anos), com Idomar Cerutti
    e a escritora Marina Colasanti.
    Foto 4: Lançamento de "O Papiro de Wadjet", da escritora Nicole Sigaud.

As participações nas reuniões do Núcleo de Literatura me fizeram ver o quanto eu ainda tinha a aprender, mas que deveria escolher bem onde e com quem aprender. Depois de cursos decepcionantes, de presenciar egos inflados e até competições entre colegas (acreditem no bafo: eu vi uma escritora escondendo o livro da coleguinha na prateleira de uma feira!!), escolhi estar entre poucos e valorizar "meu" tempo divulgando "meu" trabalho. Parece egoísta né? Mas depois de tantas coisas que vi nesse meio, estou bem tranquila.

No painel "Divulgadores Literários" da Literatiba 2018, com os colegas Patrícia Dias do blog Casinha de Livro, Juliana Poggi do canal JotaPluft e Henrique Duarte, escritor e colunista do Crônicas Fantásticas.

A minha participação na Literatiba 2018 foi um dos momentos especiais do ano. Fui convidada para coordenar os painéis literários e isso me proporcionou, além de rever pessoas queridas, fazer novos contatos.

Foto 1: Com a escritora Jaqueline Conte.
Foto 2: Com a escritora Ana Lúcia Merege.
Foto 3: Com Leo e Rosana (escritora e colega do NLCAC).
Foto 4: Com Rubens Faria Gonçalves e Francisco Souto Neto (NLCAC).

E assim terminamos 2018, já recolocada profissionalmente, sem deixar os trabalhos literários e principalmente, mais pé no chão para discernir entre a ilusão e a realidade, entre apoiadores e interesseiros, usando meu valioso tempo a meu favor.

E no próximo #TBT Divã de Escrita, falaremos como foi a publicação do meu quinto livro e meu último percurso na literatura infantil.

Até lá!

4 de março de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #7 - Minha trajetória (2017 - Confusão)

Oi gente!

E nosso #TBT do Divã segue firme e forte. No final de 2016 vocês acompanharam o momento em que saí da empresa e isso fez com que eu iniciasse 2017 cheia de planos! Agora meu tempo seria mais flexível e eu poderia inclusive me dedicar a funções profissionais mais próximas ao mundo das letras e da escrita. E foi um ano bem diferente. Um ano de readaptação, descobertas e planejamento. 

Plaquinha maravilhosa da Casa Cultural Belaboni!

Mas todas essas mudanças também fizeram de 2017 um ano muito confuso para mim. O primeiro semestre foi bem complicado, não pela mudança financeira (eu sempre fui bem pé no chão e mantive planejamentos para isso), mas pela mudança de rotina. Eu estava acostumada desde meus 15 anos a acordar cedo, ir para o trabalho, depois para faculdade, horário de almoço, horário de entrada, horário de saída, horário para tudo. Com meus 43 anos completos, foi bem difícil me adaptar à rotina de gerenciar meus horários sozinha!

O ano foi confuso mas bem produtivo. Em maio fui selecionada para lecionar no CIEE para menores aprendizes, tarefa que cumpri até o final do ano. Também participei de eventos com o livro "O sapo Tonico e sua descoberta", na Casa Cultural Belaboni e na Biblioteca Pública do Paraná. Meu livro também foi lido em escolas e instituições de aulas de contraturno.


Todo esse contato com o público infantil e adolescente durante o ano foi proveitoso, pois comecei a questionar os trabalhos com as crianças. Percebi que adorava interagir com os maiorzinhos, mas não tinha muita paciência com os pequenos. Bom, eu não sou professora, acho que falta didática, até hoje não sei qual a carência, pois na família sou uma titia muito amada e sou louca pelas crianças. Além do mais, acreditem: eu cheguei a sofrer bullying do tipo: "Ela nem tem filhos, porque tá se metendo a escrever para crianças?". Como se uma coisa tivesse a ver com a outra né? E não foi uma vez só, isso me deixava muito desapontada. Lembrando que não tive filhos por opção, agora imagina uma mulher que não pode engravidar nessa situação, ouvindo esse tipo de absurdo! Aí comecei a me decepcionar com ambientes e trabalhos voltados para o público infantil. Meus contatos anteriores sempre foram nas ações sociais e desculpe a sinceridade, existe uma grande diferença entre pais de famílias carentes e pais de famílias abastadas. 



Mesmo assim, insisti. Publiquei a terceira edição de "O Diário de Lirityl"! Uma edição especial, com baixa tiragem, capa dura e encadernação artesanal. Especialmente para participar da 1ª Literatiba, uma feira literária em Curitiba, organizada pelo Valter Cardoso, que me convidou e que conheci pessoalmente no dia da feira. Valter também me levou ao Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro e hoje é um dos meus maiores incentivadores. Pessoa do bem, experiente nas Letras e um ótimo conselheiro e amigo.


As vendas da edição especial da Lirityl foram muito rápidas e então me empolguei a publicar meu quarto livro: A montanha dos brinquedos perdidos. Um dos contos de "O Diário de Lirityl" que ensina as crianças a doarem seus brinquedos quando não tem mais utilidade. Fiz uma parceria com a ilustradora Stella Rocker e essa foi a proposta: um livro de colorir! Também fez muito sucesso, vendi rapidamente os exemplares em um kit com caixa de lápis de cor.


O lançamento do meu quarto livro foi no final de 2017 e para finalizar esse ano tumultuado estava em final do curso de Letras. Encerrei o ano entregando meu TCC e feliz com mais uma conquista. Como eu já comentei, a faculdade de Letras não me ajudou quase nada com os trabalhos de escrita, mas abriu muitas portas para divulgar meu nome como escritora. 



Por isso considero 2017 como o ano da confusão. Tudo junto e misturado, eu tentava consolidar meus trabalhos na área de Letras, já fazia revisões e divulgações de livros pelo Portão Literário. Estava empolgada com os eventos, mas por outro lado questionando minha falta de afinidade (e experiência) com o público infantil. Terminei o ano ainda me adaptando às mudanças de rotina e pagando para ver o que seria de 2018. 

Mas o que foi de verdade vou contar no próximo "#TBT do Divã". Até lá!

18 de fevereiro de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #5 - Minha trajetória (2015 - Absorção)

Oi gente!

Continuando nosso #TBT do Divã, hoje vou contar sobre o ano de 2015. Ano maravilhoso, em todos os sentidos. Em 2015 ganhei um parceiro de vida que me apoiou em tudo, sem cobranças, ciúmes ou competições. Sabe aquela pessoa que soma na sua vida? Esse é o André, meu marido há seis anos. Eu estava naquela fase das realizações e reconhecimento e foi muito bom ter ele ao meu lado, aproveitando cada momento e me dando forças para sonhar mais além. Muitas coisas boas aconteceram em 2015!

Uma novidade logo no início do ano é que iniciei o curso de Licenciatura em Letras, também motivada pelo André, que já tinha cursado o primeiro ano. Eu já tinha duas faculdades e uma pós-graduação (na área em que trabalhava), pensei muito mas decidi que ajudaria nos meus trabalhos de escritora, e lá fui eu (não que tenha ajudado muito, mas isso seria assunto para outra postagem). 

Mas a grande conquista do ano foi nossa viagem à Buenos Aires (Argentina)! Através da Literarte (editora do meu segundo livro) fui convidada a receber uma homenagem do Núcleo de Artes e Letras de Buenos Aires. E aí, como eu e André já estávamos casadinhos, aproveitamos o embalo para uma breve lua-de-mel. Nos divertimos muito, conhecemos lugares maravilhosos, como a Livraria El Ateneo, a Galeria do Rock, o Cemitério La Recoleta, a Casa Rosada, o Estádio La Bombonera e até fizemos pose de tango  no Caminito. Se você gosta de Diários de Viagens, pode conferir os detalhes aqui:

Diário de viagem - Buenos Aires #1



Foram três dias incríveis e a noite da cerimônia foi inesquecível. O evento foi no Teatro Piazzola, com direito a jantar e show de tango. O melhor foi ver meus livros sendo citados e folheados, dar autógrafos durante a cerimônia e receber o Trofeo Casa de Jorge Amado das mãos da Carla Britto, presidente do Núcleo na ocasião. Tem mais fotos aqui:

Diário de viagem - Buenos Aires #2


A viagem foi no início de maio (ou de abril, sabe que agora não lembro!?), mas o restante do ano foi recheado de coisas boas, como as trilhas que percorremos na natureza (primeira foto da postagem), o evento em comemoração aos 150 anos de Alice que organizei com a amiga Pati Dias, o final de semana na Escola do Escritor em SP, além da minha primeira tatuagem e do registro do próximo livro que lançaria em 2016. Eu estava no pique total!!

Encontro Fãs de Alice em Curitiba!

Serendipity



O ano de 2015 também foi marcado pelas primeiras filmagens que em 2016 inauguraram o Portão Literário, canal no YouTube que tenho até hoje. A foto abaixo é para mim o registro desse momento tão importante na minha vida. Eu era extremamente tímida e sem jeito com câmeras (só ver os primeiros vídeos do canal para comprovar!! rs), não fosse a insistência e apoio do André, que inclusive é o responsável pelo nome do canal, ele não existiria.


Pois bem. Foi um ano produtivo, alegre e leve. Eu estava empolgada com a ideia de publicar "O sapo Tonico e sua descoberta", uma história que fez parte daquele projeto em Alagoas que eu mostrei na postagem passada. Eu também ainda não fazia ideia de que dar continuidade na literatura infantil seria futuramente um obstáculo para meus outros trabalhos como escritora. O importante é que estava feliz e pronta para mais uma publicação!


Mas, como nem tudo são flores, lembram que comentei no post passado sobre o lado profissional? Aqui nesse momento, as coisas começaram a ficar tensas no meu trabalho oficial. E não era por mim, eu dava conta! Trabalhava em período integral, fazia faculdade à noite e escrevia nas horas vagas. Todos os eventos que participei eram usados com dias de férias acumuladas ou em feriados. Porém, quando você trabalha muito tempo no ambiente corporativo, se dá conta de que nem todas as pessoas são "mente aberta" e enxergam a amplitude que existe além da mesa de trabalho. A empresa em que eu trabalhava começou a centralizar serviços na matriz de SP e coincidentemente, eu já era vista por alguns como a profissional que "resolveu ser escritora e não quer mais trabalhar". Como se as duas coisas não fossem compatíveis né? 

Mas isso é história para a próxima postagem. Espero você para contar sobre 2016 no próximo TBT do Divã de Escrita!

4 de fevereiro de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #4 - Minha trajetória (2014 - Realização)

Oi gente!

Continuando nosso #TBT do Divã, hoje vou contar sobre o ano de 2014, que para mim foi um ano de muitas realizações mas também de grandes mudanças na vida pessoal. Foi um ano de autoconhecimento, percepção de talentos que eu não acreditava em mim, além de um ano em que me libertei de sentimentos do passado, terminando por descobrir que eles me sufocavam ao invés de me fazerem bem.


Comecei o ano completando 40 aninhos de vida. Sim! Os "enta" foram um divisor de águas na minha vida. Nasci em fevereiro e naquele ano, fiz três comemorações (uma com minha família, uma com a família do "relacionamento complicado" e uma com meus amigos, essa última em um restaurante mexicano. Então lá vai meu registro oficial da virada para os "enta".


Nessa época eu ainda estava naquele relacionamento que comentei em algumas postagens, foram em média de 5 a 6 anos de relacionamento, era um resgate de um relacionamento do passado (um retorno após quatorze anos de afastamento) e eu continuava achando que daria certo. Mas infelizmente até nosso coração se engana, descobrimos que os sentimentos se confundem e na ânsia de agradar a outra pessoa, esquecemos de quem somos. Foi basicamente o que aconteceu. Pela segunda vez na minha vida, com a mesma pessoa. Ainda assim comecei o ano lutando para fazer dar certo, mas parece que minha "recente libertação" começou a incomodar. Eu passei a fazer coisas sozinha, como por exemplo, viajar à Floripa para visitar minha grande amiga Déa e levar um exemplar de "O Diário de Lirityl" para o Henrique, seu filho. De quebra também conheci a Cecília, filha da amiga Gisele. Foi demais! Tem uma postagem aqui no blog sobre a viagem:

Diário de viagem Floripa - [Visitando Henrique e Cecília]



O ano foi passando, eu vendia meus exemplares pela internet e logo a primeira edição (pela CBJE) esgotou. Eu já estava em contato com a presidente da Literarte (que conheci no evento Melhores Contistas, mencionado no post anterior) e decidi fazer minha segunda edição com eles, decisão acertada que me abriu muitas portas e me trouxe mais premiações. O primeiro reconhecimento foi conseguir uma vaga para autografar o livro na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que aconteceu entre 22 a 31 de agosto de 2014.

No início de agosto meu relacionamento chegou ao fim. Um episódio recorrente, mas que na ocasião foi a gota d'água, me trouxe a decisão de colocar em definitivo um ponto final. Términos de relacionamento são tristes, decepcionantes. Mas eu acho que qualquer rompimento tem responsabilidade nas duas partes. Sempre admiti minhas fraquezas e defeitos, não sou perfeita. Infelizmente, se a outra parte acha que detém a perfeição e que a culpa está de um lado só, não tem como haver continuidade, na minha opinião. Só que o fato do ponto final ter sido colocado semanas antes da viagem à Bienal, fui julgada por ter feito propositalmente. E isso rendeu meses de críticas e julgamentos, que graças ao apoio dos amigos e minha consciência tranquilíssima, não afetou minhas conquistas. Sim gente! Eu vivi assédio moral em um relacionamento, percebi isso depois de muito tempo, mas garanto a vocês que é uma violência tão destrutiva quanto a violência física. Importante finalizar esse assunto (porque ninguém veio aqui para ouvir meus desabafos pessoais né?) registrando que não guardo nenhuma mágoa da pessoa e dos que me julgaram. Foi um baita aprendizado para minha vida em vários aspectos. Eu não seria a Ale que sou hoje sem superar esse processo.

Mas vamos falar de coisas boas! Eis que embarquei no avião rumo à minha primeira Bienal do Livro e... foi um momento maravilhoso! Não só conhecer uma feira gigante de livros, mas como uma autora publicada com horário para autografar. Sensação indescritível ver minha foto nos cartazes, meu livro na prateleira e dar até entrevista para a TV! Tem várias postagens aqui no blog sobre a Bienal de 2014:

Lirityl na Bienal de SP 2014!





Voltando da Bienal eu já tinha outra viagem marcada para setembro. Através da professora Simone, que atua em uma escola em Luziápolis, no interior do Alagoas e que me descobriu pela internet, fui convidada pela Prefeitura e Secretaria da Educação de lá, para visitar as escolas e levar meu livro às crianças alagoanas. E lá fui eu, acompanhada da minha fiel escudeira amiga Vera, conhecer a linda Maceió e depois o interior de Alagoas.

Os primeiros dois dias foram programados para turistar. Nos divertimos conhecendo os pontos turísticos e históricos, praias e artesanato local. E que povo acolhedor!!!! Tem duas postagens no blog sobre os primeiros dias da viagem:



Depois, enquanto a Vera ficava em Maceió aproveitando o resto do feriadão (foi no feriado de 7 de setembro), o Secretário da Educação de Luziápolis me apanhou em Maceió e lá fomos nós levar a Lirityl para o interior do estado. Foram momentos inesquecíveis, abraços que sinto até hoje e palavras de carinho que vez em quando sussurram como lembranças em meus ouvidos. Visitei escolas, a turma da Simone fez um teatro com o conto da Lirityl no evento da escola, fotografei muito, ganhei presentes, fui convidada a falar ao lado da prefeita da cidade, que inclusive me acolheu generosamente também. Almocei na casa da Simone, conheci sua família e recebi um carinho imenso do "painho" e da "mainha", que até hoje enche meu coração de gratidão. Sem palavras para expressar tudo em um parágrafo, está tudo detalhado nas postagens abaixo:



Bom, acho que nem precisava de mais eventos para definir o ano de 2014 como um dos mais especiais nos meus trabalhos como escritora. E digo mais, a viagem à Luziápolis foi um marco inesquecível na minha vida em vários aspectos. Conviver alguns dias com a simplicidade e alegria daquele povo que vive feliz com tão pouco material, e que preenche essa escassez com fé e disposição em abundância, me trouxe ainda mais mudanças e diferentes perspectivas. As novidades na escrita em 2014 param por aí, mas quando retornei de Maceió houve a consolidação de uma grande mudança na vida pessoal. 

Lá pela metade do ano, eu tinha participado de um encontro que reuniu duas turmas da oitava série do ensino fundamental (25 anos depois da formatura!!) e revi muitos amigos e amigas da adolescência. A chave para esse encontro foi uma professora de português, inesquecível para a maioria dos alunos: a professora Josiana (à direita na foto).


Acontece que duas semanas depois que voltei de Maceió (e agora oficialmente solteira novamente), fui a um churrasco com essa turminha e a professora Josiana levou seu filho, o André, que também estava separado do último relacionamento e morando com ela na época. E o André me foi apresentado naquele churrasco, conversamos muito e ele me contou que estava cursando Letras, e começamos a falar de livros, descobrimos uma paixão em comum pela literatura de Tolkien, trocamos contatos e telefones e... hoje o André é meu marido e a professora Josiana inesquecível, minha sogra! 

Parece história de ficção né? Principalmente vindo de uma escritora. Mas afirmo e "dou fé" que não é invenção, tudo aconteceu exatamente desse jeito. E tem mais, naquele dia do churrasco eu deixei de ir ao casamento da minha prima (que hoje já me perdoou...rs), porque confesso, não tenho muito saco para eventos formais demais. Então, 2014 foi ou não foi um ano de decisões felizes e acertadas? 

Hoje posso afirmar sem que isso pareça discurso de autoajuda, porque vivi essa experiência: "Quando você se reconhece como ser único e especial, valorizando suas qualidades e perdoando seus defeitos embora buscando sempre se melhorar, o Universo conspira a seu favor".  

Comecei 2015 me sentindo amada, reconhecida e amadurecida. Mais momentos felizes porém outra mudança começava a acontecer: no lado profissional. Espero você para contar sobre 2015 no próximo TBT do Divã de Escrita!

28 de janeiro de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #3 - Minha trajetória (2013 - Empolgação)

Oi gente!

Continuando a série de 10 postagens que contam minhas conquistas e meus tropeços desde que fui inspirada e motivada a publicar meu primeiro livro, hoje entramos no ano de 2013, que eu considero um dos anos em que mais produzi. Continuei escrevendo para as coletâneas da CBJE e em algumas publicações ganhei, junto com meu exemplar impresso, um certificado de Menção Honrosa ou Qualidade Literária. Era motivador!

Registro de um dos Certificados de Qualidade Literária que ganhei durante o ano.

Foi um ano dedicado integralmente ao meu trabalho oficial (empresa onde trabalhei por 22 anos) e meus trabalhos de escritora. O Pedro Orofino, filho da Lulu que visitei no RJ (postagem anterior), precisava fazer seu trabalho de final de curso, que era a diagramação e encadernação de um livro (artesanal). Ele me fez o convite para escrever 10 contos infantojuvenis de fantasia que seriam o conteúdo do livro. Claro que eu aceitei, mas tive poucos meses para concluir os contos, foi um apuro!

Mas valeu, porque 2013 foi um ano de muito reconhecimento. Além das seleções em coletâneas recebi duas premiações inesquecíveis. A primeira foi o Prêmio Melhores Contistas 2013, promovido pela editora portuguesa Mágico de Oz, em comemoração ao ano Brasil-Portugal. O evento foi realizado no 1º Festival de Contos do Rio de Janeiro, promovido pela Literarte e aconteceu no Teatro Municipal de Cabo Frio. Contou com o apadrinhamento do ator Maurício Mattar e os contos premiados foram transformados em uma coletânea e fazem parte do acervo de bibliotecas e escolas públicas da Ilha da Madeira, em Portugal.

Foto oficial da entrega do certificado, cedida pela Literarte (fotografia de Gabriel Bossini).
Eu recebendo o prêmio das mãos do ator Maurício Mattar e da escritora e presidente da Literarte, Izabelle Valladares.

A viagem para receber o prêmio foi uma aventura. Viajamos de avião até o Rio e depois de ônibus até Cabo Frio. Acompanhada da minha amiga de longos anos, eu e Vera aproveitamos para conhecer um pouco o litoral do Rio de Janeiro. Tem uma postagem aqui no blog só com detalhes e mais fotos do evento de premiação, lá também tem links para as postagens da viagem, só clicar aqui.


O outro prêmio que recebi foi pela Academia Brasileira de Letras e Artes de Fortaleza: Destaque Poético 2013. Este evento foi em São Paulo e também me ajudou a estreitar laços com outros escritores e passear mais um pouquinho. Naquele momento me dei conta do quanto fui feliz em clicar naquele link da CBJE e começar minhas publicações por lá. A CBJE publica autores de todo o Brasil e por isso o alcance de nossos textos também percorre o país. Foi com um dos meus contos e uma das poesias publicadas que ganhei os dois prêmios. Sobre o Destaque Poético 2013, também tenho uma postagem aqui.

Foto oficial, com a escritora E. Campel e o escritor José Donizetti Nicolini.


Naquela época eu já colecionava Alice.
Garantindo a edição da L&PM Pocket em uma banca da Av. Paulista.

As aventuras de 2013 não terminam aí. Meus tataravós maternos, Luigi Verona e Ana Maria Signore, que chegaram da Itália em meados de 1877, formaram uma família gigantesca aqui no Brasil, concentrada principalmente no sul do país. Vários integrantes da família organizam a cada dois anos o Encontro dos Verona, geralmente em cidades onde tem maior concentração de parentes. Em 2013, a festa foi em Dionísio Cerqueira, cidade fronteira com a Argentina, onde meus pais se conheceram e casaram. Além de confirmar minha participação na festa, eu fui convidada para escrever o Hino dos Verona, letra que foi musicalizada e tem sido cantada nas festas que se seguiram. 

Foi uma das viagens que deixou muitas lembranças boas com minha mãezinha. Abaixo um dos cliques da festança, mas se você ficou curioso, tem quatro postagens no blog sobre a viagem:

Diário de viagem Dionísio Cerqueira - Parte 1 [A chegada]



Vocês devem estar se perguntando como eu viajei tanto e me mantive trabalhando oficialmente na empresa. Bom, a viagem ao Encontro dos Verona foi em um feriado prolongado, já as duas da premiação eu utilizei dias de férias que tinha acumulado. Sim, lembrem que eu era uma workaholic e isso significa que passei muitos feriados trabalhando e tirava férias picadinhas e etc. Não vou entrar nos detalhes porque aí teríamos assunto para mais uma série de 10 postagens...hehehe.

Mas o ano não acabou e "a cereja do bolo vem agora". Lembram dos contos que escrevi para o trabalho do Pedro Orofino? Eles foram ilustrados por ele e resultaram na minha segunda publicação solo, "O Diário de Lirityl". Taí o registro do lançamento oficial, no final de novembro de 2013. 


E foi assim que o ano terminou para mim: uma realização só! Continuei super empolgada, porém foi com essa publicação que fui me desviando para a literatura infantil, que também me trouxe muitas alegrias e aprendizados, porém a descoberta anos depois que "não era bem isso que eu queria". Mas eu conto quando chegar o ano certo dessa descoberta, porque ainda tem muito chão para percorrer.

Espero você para contar sobre 2014 no próximo TBT do Divã de Escrita!

21 de janeiro de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #2 - Minha trajetória (2012 - Descobertas)

Oi gente!

Continuando a série de postagens sobre minha trajetória como escritora nos últimos 10 anos, hoje vou contar sobre o ano de 2012, que foi bem marcante e especial. Na postagem anterior eu contei que terminei o ano de 2011 já incrementando meu blog, que era só de artes, com minhas poesias que estavam engavetadas há anos. 

Eu vivia um momento de muitos conflitos sentimentais, questionando demais um relacionamento que estava vivendo e mudanças que ocorreram na minha rotina devido a esse relacionamento. Sentia que não conseguia ser eu mesma e a primeira atitude do ano começou com um corte de cabelo! Cheguei a fazer um book de fotos para registrar meus cabelos longos e passei a tesoura, sem dó.

Foto de fevereiro de 2020, registrando a mudança radical.

Às vezes um simples ato como mudar os cabelos, é libertador e nos proporciona descobertas internas maravilhosas. Além disso, eu tinha o apoio de muitas pessoas ao meu redor e várias delas me incentivaram a continuar escrevendo no blog, ou enviando poesias para concursos. E foi assim que eu ganhei Menção Honrosa no primeiro concurso que participei: 3º Concurso Literário Pague Menos (sim, da farmácia!), com o tema "Amor. Viva esse espetáculo". Minha poesia "Palco do Amor" foi publicado na versão impressa do concurso e distribuída para todo o Brasil.


Essa conquista me animou, comecei a pesquisar sites de concursos e aí os amigos me incentivaram a publicar minhas poesias em um livro. Eu não fazia ideia de como era, minha vida inteira trabalhei na área corporativa, e exceto por amar ir ao cinema e bibliotecas, nunca fui uma grande frequentadora de movimentos culturais. Então pesquisando na internet, eu encontrei o site da CBJE - Câmara Brasileira de Jovens Escritores. A CBJE foi fundada em 1986 com uma proposta editorial de incentivar a produção literária de autores iniciantes. E todos os meses eles escolhem poesias e contos para fazer parte das suas coletâneas. Enviei meu primeiro conto ("Torta de Maçã do Amor") em maio de 2012, fui selecionada e me empolguei. Foram quase 2 anos publicando nas coletâneas da CBJE.

Bom, na época eu não tinha muita ideia de como eram feitos esses processos de seleção de escritores. Nem me importei com isso. Se era motivação gratuita, estava valendo (no caso da CBJE era opcional comprar exemplares e o preço era bem acessível, eu só comprava um de cada para meu acervo pessoal). 

Minhas publicações nas coletâneas da CBJE e a publicação em outro concurso que ganhei
Menção Honrosa, 8º Prêmio Escriba de Contos, da Prefeitura da cidade de Piracicaba - SP.

E agora vocês me perguntam. E as artinhas? E o scrapbook? Ainda estava rolando. No feriado de setembro eu viajei ao RJ pela primeira vez, e fui acolhida por várias amigas que fiz nos blogs. Foi maravilhoso! As amizades foram um fator fundamental para meu despertar na publicação da escrita. Não acreditava que tinha potencial e os amigos e amigas sempre foram fervorosos em me motivar. Com várias pessoas eu nem tenho mais contato, mas o carinho e gratidão permanecem no meu coração.

A foto com fundo preto é do evento de 2011, com a Aline Fonseca e Déa Café, duas amigas que
sempre me apoiaram muito. As demais são três flashes da viagem ao Rio, fazendo scrapbook com
as Alines, visitando a Sônia Cirino com as amigas Anna e Lulu e lanchando com o Pedro Orofino,
filho da Lulu e que em 2013 se tornaria o ilustrador do meu livro "O Diário de Lirityl".

Não é o foco desta série de postagens, mas se você é curioso (a) e gosta de diários e viagens, tenho postagens aqui no blog com muitas fotos e detalhes da viagem ao Rio:

Voltando à escrita, continuei publicando durante o ano e depois que retornei do RJ tomei a decisão de publicar meu primeiro livro. Nunca me considerei poeta, mas eu tinha poesias engavetadas desde meus 12 anos de idade, foi como tudo começou. Por isso escolhi compilar tudo em um livro, que simbolizaria minha entrada no mercado editorial. Publiquei com a CBJE meu livro de poesias "Sonhando e Poetizando", no dia 08/12/2012. Tenho uma postagem exclusiva aqui no blog, com mais fotos e detalhes sobre esse dia inesquecível:


Lançamento oficial de "Sonhando e Poetizando", em 08/12/2012

Então terminei meu 2012 um pouco mais tranquila no meu relacionamento. Sentia que enfim resgatava minha identidade, mas as coisas não ficariam bem nos próximos anos (isso é assunto para outro dia). Encerrei 2012 viajando com minha mãe e minha irmã para Dionísio Cerqueira, cidade fronteira com a Argentina, onde meus pais casaram e tenho muitos parentes. Eu me via renovada, voltava a clarear meus cabelos e sentia novamente a escrita fazendo parte da minha vida.


Iniciei 2013 com os dois pés no chão e certa do que queria para mim. Ainda no relacionamento, ainda workaholic (na verdade só deixei de ser quando saí da empresa em 2016...rs), mas muito motivada e animada para produzir. Recebi um convite irrecusável que  resultou no meu segundo livro publicado. 

Espero você para contar sobre 2013 no próximo TBT do Divã de Escrita!

14 de janeiro de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #1 - Minha trajetória (2011 - Despertar)

Oi gente!

Nesse ano de 2021, completam-se 10 anos do meu despertar oficial para a escrita. Denomino assim porque não é novidade que sempre gostei de escrever, desde a adolescência. Mas só criei coragem para publicar meus escritos em 2012. E considero o ano de 2011 como um despertar. Em 2011, meus cabelos estavam bem diferentes do que estão hoje! Mas não só os cabelos. Eu mudei interiormente, e que bom que nós mudamos (melhoramos) com o passar do tempo né? Senão de que valeria a nossa existência? 

Então, para relembrar essa trajetória, inauguro hoje uma série de 10 postagens, contando sobre minhas conquistas e meus tropeços, os responsáveis pelos maiores aprendizados nos últimos dez anos.

No Parque Ibirapuera em SP (quando fui para o 9º Scrapbooking Show)

Em fevereiro de 2011 eu completava 37 anos e terminava minha pós-graduação em Administração, depois de duas faculdades na área de exatas, trabalhava em uma multinacional e era vista como uma workaholic, além de começar a questionar um relacionamento complicado. Naquela época era inimaginável para mim tudo que sou agora. Eu nem sonhava que hoje, em 2021, teria 5 livros publicados e participação em quase 50 coletâneas. Também nem imaginava que me formaria em Letras, que teria um canal literário, isso sem contar da vida pessoal: como estar casada e perder minha mãe em meio a uma pandemia, por exemplo. Bem, vou focar na parte escritora pois como tudo é muito recente, decidi que não vou inserir nessa série de postagens fotos com minha mãe, para não interferir no meu processo de cura emocional. Importa apenas deixar registrado que minha mãe sempre me apoiou em tudo, mesmo insegura quando disse a ela que publicaria meu primeiro livro, pois morria de medo de que eu largasse meu emprego (rs), até inflada de tão orgulhosa quando nos últimos anos assistia comigo alguns vídeos do canal.

Antes de uma reunião corporativa na multinacional onde trabalhei por 22 anos

Iniciei 2011 estabilizada emocionalmente, super bem no meu emprego e achando que meu relacionamento seria para a vida toda, mas foi justamente os questionamentos em relação a ele que me fizeram tomar alguns rumos e resgatar hábitos que estavam esquecidos. Nas horinhas de folga, para apaziguar as dúvidas e questionamentos, eu me enfiava no scrapbook, arte que me interessou depois que aprendi a fazer caixas decoradas. Na época, foi uma moda o tal do scrapbook e a internet pipocou de blogs, grupos e aulas sobre a arte composta de técnicas de recorte e colagem para guardar suas recordações mais preciosas em álbuns, mas que se ramificou em cartões, caixas, quadros decorativos, entre outros. Eu tinha um blog antigo (Blog da Ale), criado em 2004, por incrível que pareça, para escrever. Na época era uma espécie de diário, mas os textos eram tão "toscos" que eu tinha deletado tudo. Mas aproveitei o endereço válido e iniciei um blog novo para postar as minhas "artinhas", como eu chamava. 

Algumas das minhas "artinhas"

O scrapbook me ajudou muito na época. Fiz amizades, cursos e até viajei para o 9º Scrapbooking Show em São Paulo, o maior evento anual de scrapbook no Brasil (acho que não existe mais). O fato é que naqueles momentos em que eu escolhia uma foto, uma gravura, um papel decorado, para combinar com fitas, botões, tintas e adesivos, eu esquecia das angústias e entrava em um mundo colorido que era só meu e me fazia tão bem (aliás, era criticada por isso, por “fugir” da realidade). E para falar a verdade, essa sensação eu só lembrava de ter em minha vida com as leituras e com a escrita. Era assim que na adolescência eu esquecia os conflitos internos e a baixa autoestima e me sentia melhor: escrevendo.

Sempre questionadora e buscando respostas...

Foi assim que terminei o ano de 2011. Ainda empolgada com a arte do scrapbook, mas sentindo uma vontade imensa de retomar algo que por tantos anos ficou perdido. Foi então que comecei a resgatar meus escritos engavetados e guardados no computador. Iniciei 2012 publicando no meu blog, junto com as minhas artes, as poesias que escrevi dos doze aos trinta anos de idade. E foi em 2012 que eu decidi compilar essas poesias e transformá-las em um livro. Mas isso é assunto para o próximo capítulo.

Espero você no próximo TBT Especial do Divã de Escrita!

3 de outubro de 2020

FANTASMAGÓRICAS (Coletânea organizada por Ale Dossena e Lu Evans)

Oi gente!

Assim como fiz com a coletânea "A Volta dos Deuses Astronautas", também divulgo hoje as participações de uma nova coletânea que acabamos de fechar: a Fantasmagóricas! Mais uma parceria com a Lu Evans, prontinha para lançamento em e-book pelo selo Nebula. A ideia nos foi presenteada pela escritora Ana Lúcia Merege, uma grande apoiadora de nossos trabalhos. Então decidimos colocá-la em prática na comemoração de um ano da coletânea "Féericas", que foi um sucesso e continua atraindo leitores. A Lu teve a ideia de fazer uma nova capa comemorativa para "Féericas" e decidimos lançar "Fantasmagóricas".


A repercussão foi maravilhosa, afinal qual escritor de contos não se sente tentado a escrever sobre fantasmas, aparições, sobrenatural, ou até mesmo uma fantasia gótica? 


O resultado foi melhor que o esperado! Mesmo com a temática tendendo a clichês, os contos recebidos foram muito bons, depois de uma boa revisão e algumas sugestões, ficaram ainda melhores! Vamos então conhecer todo esse povo talentoso do mundo contista?


Rafael Bertozzo Duarte é Engenheiro Aeronáutico, Administrador, Professor e Empresário. É membro do Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro,  pela qual co-organizou a coletânea Tempo de Dragões, e está em processo de preparação de Tempo de Exploradores. É proprietário da empresa Oficina de Escritores, que oferece cursos e serviços literários. Pelo selo Nebula, participa como contista das coletâneas Feéricas; A Volta dos Deuses Astronautas; Simplesmente Más; Coleção Mundos Fantásticos (vol. Folclore, Gótico, Scifi), e Prefaciador do vol. Distopia; além de autor da introdução de Fantasmagóricas; e Autor de Destaque em Sob as Luzes de Yule. Algumas das suas obras: Sensações, A Explosão de Luz e outros contos, Madame Zuleika e o Aprendiz de Feiticeiro e Sombrio.


Ana Lúcia Merege é mestra em Ciência da Informação e curadora de Manuscritos na Biblioteca Nacional. Pesquisa Mitologia, Contos de Fadas e Literatura Fantástica e escreve ficção para crianças e jovens. Entre seus livros estão os da série de fantasia épica Athelgard, iniciada com O Castelo das Águias e publicada pela Editora Draco. Na mesma editora, organizou as coletâneas  “Excalibur”, “Medieval” (Prêmio Argos 2017), “Magos” (Prêmio Argos 2018) e “Duendes” (Prêmio Le Blanc 2020). É ainda autora do ensaio “Os Contos de Fadas: origens, história e permanência no mundo moderno”, além de vários contos e artigos. Pelo selo Nebula, participa das coletâneas “Feéricas” como autora convidada e “Simplesmente Más” como contista. Lista dos seus livros publicados de forma independente ou tradicional – só livros completos: O Caçador (Franco Editora, 2009), Os Contos de Fadas (Editora Claridade, 2010), O Castelo das Águias (Editora Draco, 2011), O Jogo do Equilíbrio (Editora Draco, 2011 – e-book), Pão e Arte (Editora Escrita Fina, 2012), A Ilha dos Ossos (Editora Draco, 2014), O Tesouro dos Mares Gelados (Editora Draco/Projeto Pegaí, 2014), Anna e a Trilha Secreta (Editora Draco, 2015), A Fonte Âmbar (Editora Draco, 2016), Orlando e o Escudo da Coragem (Editora Draco, 2018), Contos Fantásticos de Avós Extraordinários (Editora Draco/Projeto Pegaí, 2018).


João Carlos Catalão é Professor universitário aposentado. Graduado em Letras, tem Mestrado e Doutorado em Educação. É escritor, poeta e jornalista. Dirige há 25 anos um jornal na cidade de Sud Mennucci-SP, onde reside. Ganhou vários concursos de poesias e participa de três antologias de poesias. Em 2013, foi selecionado no Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus, Concurso Internacional de Poesias, promovido pela UBESC – União Baiana de Escritores, fazendo parte de uma antologia com os melhores poemas do Brasil e do exterior. Participa da Antologia  “Laços de Amizade”, da Editora Perse, ano de 2020, com o conto premiado – “Meu Cão, Meu Amigo”. Seu livro de poemas “João Sem Nada” está incluído  na  Enciclopédia Nacional de Literatura Brasileira, editada pela Editora do Ministério da Educação e Cultural (MEC) e organizada pelos renomados professores e escritores Afrânio Coutinho e J. Galante de Souza. Livros solo: “João Sem Nada” (poesias),  “Almas Perdidas” (contos) e “Linhas do Tempo” (poesias).

Gisele Wommer é formada em Letras, atualmente diretora escolar, tem a literatura por rotina, seja lendo ou se dedicando a contos e romances, a maioria na temática dark. Tem contos publicados em mais de 30 antologias, boa parte de suspense e terror, mas às vezes se aventura em outros gêneros. Faz palestras em escolas visando formar leitores. Já foi patronesse de uma feira do livro. Obras: Ao Cair da Neblina – Romance dramático com toques de suspense. Professores que Contam, volumes I, II e III – Organizadora e idealizadora do projeto para o qual professores escrevem contos em temas variados apropriados para leitura de adolescentes, publicam e também os trabalham em sala de aula.

Matheus Moledo está no último ano do curso de História da PUCPR, é formado em artes dramáticas, participa do clube de escrita criativa Teia de Atena e atualmente estagia na Biblioteca Pública do Paraná. Recentemente participou da coletânea Tempos de Dragões com o conto “O Cavaleiro e o Dragão”. Obras: As Crônicas do Vento - O Entregador; Marinheiro.


Cecília Torres é contista e poeta, professora de português e inglês. É pós-graduada em Literatura e Língua Portuguesa pela Unip;  pós em Docência do ensino superior pela Dom Bosco e Gestão escolar pela Faveni. Possui vários contos e poesias publicados pela editora Andross e pela editora Illuminare, revista Conexão literatura, entre outras.


G. C. Dantas é Formada em biologia e atualmente trabalha como professora de inglês para crianças. Iniciou em 2020 sua empreitada literária ao participar da antologia Sociedade dos Contos Fantásticos pelo selo Voe da editora Flyve. Atualmente, está empenhada em continuar criando seus diversos mundos para em breve mostrar ao público.


Jonas Furtado é formado em Letras pela UFPA com extensão em Linguística. Professor especialista de Língua Portuguesa e Literatura das redes Estadual e Municipal de educação em Ponta de Pedras, PA. Já conquistou prêmios em concursos literários. É acadêmico presidente da recém-fundada Academia Ponta-Pedrense de Letras e membro da Associação de Professores para Estudos e Eventos Literários de Ponta de Pedras – Dalcídio Jurandir. Publicações: Um poeta de Ponta (Cejup, 2007); Um poeta de Ponta (Cultural Brasil, 2015); O poeta (Cpoema, 2010); Pedações inteiros de poesia (Giostri, 2015); Memórias de mim (Giostri, 2016); As maravilhas do mundo da Álice (Folheando, 2020).



Julia de Sousa Dias é estudante de psicologia. Na literatura, seus gêneros preferidos são terror, fantasia e ficção científica. É poetisa e contista com trabalhos publicados em diversas antologias. É organizadora de Paranóia, sua primeira coletânea através do Selo Literário Sânge. É revisora de Dramas Robóticos & Outros Contos Futuristas (contos de scifi) da autora Lu Evans. Pelo selo Nebula, é Autora de Destaque da coletânea Sob as Luzes de Yule com dois contos; e contista em A Volta dos Deuses Astronautas e Simplesmente Más.


Liana Zilber Vivekananda é formada em Arte, Arquitetura e Filosofia com Especialização em Filosofia Clínica. É integrante do Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro, Curitiba. Um Dia sem Calendário é seu primeiro livro solo de contos. Além dele, participa de várias coletâneas e tem especial interesse na literatura fantástica. Pelo selo Nebula, participou das seguintes coletâneas: Feéricas; Sob as Luzes de Yule; Simplesmente Más; Coleção Mundos Fantásticos (volumes Fantasia, Gótico, Scifi e Distopia), e é Autora de Destaque em A Volta dos Deuses Astronautas.


Lorena Madlun é advogada e revisora de livros acadêmicos, romances, ficções, bem como artigos científicos, teses e revistas. Em 1989 teve suas poesias publicadas nas antologias Poetas Brasileiros de Hoje 1989 e Nova Poesia Brasileira 89, ambos pela Shogun Arte. Em 2020 participou da coletânea Contos de Mistério e Suspense, do Projeto Apparere, Editora Perse e da Antologia Cartas aos 4 Cantos, pela SF Editorial.


Nancy Scarlett-Hayalla  é contista, principalmente do gênero fantástico e contadora de histórias. Teve seus primeiros contos publicados nas antologias Tardes Quentes de Um Inverno a Dois, Atmosfera Fantasma, Signo da Morte, Tesouros Perdidos, Colmeia de Sangue, Lendas Mexicanas, Odisseia dos Dragões e entre outros.



Ronilson Lopes é formado em Filosofia e cursa Mestrado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR. Obras: Contos do meu sertão, Filosofia e vida: diálogos entre amigos (em parceria com o escritor João Uilson). 



Rozz Messias é professora, pedagoga, contista, poeta e antologista. Participou dos Planos de Aula da Revista Nova Escola e foi premiada duas vezes no Concurso Literário de Colombo. Seu projeto Cordel Extraordinário faz parte do ebook Banco de Boas Práticas do Conectando Saberes/Fundação Leman. Ocupa a cadeira 524 da ACILBRAS Academia de Artes, Ciências e Letras do Brasil; e ocupa a cadeira 99 na AIL-Academia Independente de Letras. É autora dos livros solos: Filha da tempestade, Entrelaçados, Ao seu encontro,  Encontro com a morte, Papai tem monstro, Contos de Suspense e de Morte, Lamentos Noctivagos. É contista/poeta em mais de 40 antologias, além de organizar coletâneas pela Dark Books. Pelo Selo Nebula, participa como contista em Feéricas; Fantasmagóricas;  e coleção Mundos Fantásticos - vols. Fantasia, Gótico, Scifi e Distopia, além de ser Autora de Destaque do vol. Folclore.



Sandro C. Rocha estudou música na universidade Villa Lobos. Graduou-se em Sistemas para Internet pela FATEC na cidade de Carapicuíba e atua na área de tecnologia da informação. Como autor, tem várias participações em antologias. Seu poema "A bailarina do Sertão" ficou entre os 20 melhores do Brasil com menção honrosa pelo CNNE (Concurso nacional de Novos Escritores). Recentemente lançou um livro infantil intitulado "O ursinho de Papelão”. Pelo selo Nebula, participa da Coleção Mundos Fantásticos: Fantasia, Folclore, Gótico, Distopia, e é Autor de Destaque do volume Scifi.



Roberto Schima é escritor e ilustrador. Participa de várias antologias em diferentes gêneros como contista. Foi agraciado com o "Prêmio Jerônymo Monteiro", promovido pela "Isaac Asimov Magazine" (Ed. Record), e vencedor do concurso “Os Viajantes do Tempo” (Conexão Literatura). Dentre suas obras solo: "Limbographia" (contos), "O Olhar de Hirosaki" (romance), "Os Fantasmas de Vênus" (noveleta), "Sob as Folhas do Ocaso" (contos). 



Maria Talita Bonini é médica dermatologista, trabalha na saúde pública. Teve, recentemente, dois contos publicados, “Amor de pai”, na antologia Crimes em Agatha, e “Festa de Lázaro”, na coletânea Contos de Mistério e Suspense - Projeto Apparere. 


Thalya Maura está prestes a concluir seu curso de Direito pelo Centro Universitário Tiradentes e cursou psicologia na mesma instituição. Iniciou-se como escritora com a publicação de Bom dia, Molly! Seu conto Anjo do bem e Anjo do Mal foi publicado na Revista Retro Mysterio . Também participa do livro Os melhores contos de terror de 2019 pela Editora Inovar, além de ter a poesia Limbo em uma coletânea da Editora Inovar.


Gabriel H. Silva é estudante de Enfermagem Técnica. Na literatura, dedica-se ao gênero de terror. Já escreveu roteiros para peças teatrais escolares, como também já atuou.

 

Natasha Roxane é formada em Ciências Biológicas com especialização em Biociências Forenses. Estuda e realiza trabalhos como atriz e artista de voz, trabalhando ainda como designer gráfica e revisora freelance. Gosta de escrever prosa desde criança, e explora também outras formas de escrita, como poema e roteiro. Um Refúgio Inalcançável é sua primeira publicação literária.



Pablo Barbosa de Oliveira é formado em Museologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Além de atuar como museólogo, é colunista e escritor. Recentemente, lançou seu primeiro livro solo: Gaúchas Negras, ficção fantástica tendo como pano de fundo a Guerra dos Farrapos.



Ale Dossena tem pós-graduação em Administração de Empresas e possui Licenciatura em Letras. Além de escritora, é leitora crítica, revisora, antologista, produtora de conteúdo e apresentadora do canal e do blog Portão Literário. Dentre os livros que revisou, está Dragão Noel, escrito e ilustrado por Lu Evans e sua filha Dandara Evans. Publicou uma coletânea de poesias em 2012, Sonhando e Poetizando. E quatro livros infantis entre 2013 e 2019: O Sapo Tonico e Sua Descoberta; O Diário de Lirityl; A Montanha dos Brinquedos Perdidos; Donatelo, o Dragão Amarelo. É membro do Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro, Curitiba pelo qual co-organizou a coletânea Tempo de Dragões e atualmente está em processo de co-organização de Tempo de Exploradores. Pelo selo Nebula, atuou como organizadora das coletâneas Feéricas, Sob as Luzes de Yule, A Volta dos Deuses Astronautas e Fantasmagóricas; contista em Simplesmente Más e prefaciadora do vol. 2 Folclore da Coleção Mundos Fantásticos. Desde 2012 participa como contista em várias antologias, acumulando prêmios, citações e honras, como a Medalha Luiz Vaz de Camões pela Editora Mágico de Oz em 2016 e Troféu da Casa de Jorge Amado pelo Núcleo de Artes e Letras de Buenos Aires em 2015.

Lu Evans é formada em Jornalismo. Começou sua carreira artística na dança e no teatro. Na literatura, dedica-se ao gênero fantástico. Tem contos em revistas e antologias diversas. É membro do Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro (Curitiba) e gerencia o selo literário Nebula, que publica livros clássicos mundiais. Pelo mesmo selo, lança antologias contemporâneas de literatura fantástica nacional nas quais atua como organizadora, revisora e contista. São elas: Feéricas; Sob as Luzes de Yule; A Volta dos Deuses Astronautas; Simplesmente Más; Fantasmagóricas; Coleção Mundos Fantásticos (vols. Fantasia, Folclore, Gótico, Scifi, Distopia). Obras solo e em coautoria: Somniis (distopia em coautoria com Graci Rocha); Hili (sci-fi romântica), Teatro (com 20 peças para crianças); Dragão Noel (aventura natalina infanto-juvenil em coautoria com sua filha Dandara Evans); e série juvenil Zylgor: A Princesa das Águas, O Príncipe Flamejante, A Princesa dos Ventos, O Senhor dos Abismos. Ainda esse ano, lançará seu primeiro livro solo de contos de scifi: Dramas Robóticos & Outros Contos Futuristas.

E é isso gente!

Não é só sobre escrever, sobre publicar, sobre conquistar leitores. Organizar uma coletânea é, além de todas essas coisas, praticar, motivar, pesquisar, conversar, conhecer, unir pessoas pela literatura! 

Eu e Lu Evans aproveitamos a postagem para agradecer aos autores participantes e desejar a todos muito sucesso em suas conquistas literárias.

Beijos!