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22 de agosto de 2022

TEMPO DE VILÕES (Coletânea organizada por Valter Cardoso, Ale Dossena e Rafael Duarte)

Oi gente! 

É com alegria que divulgamos mais um volume da coleção TEMPO: a coletânea "Tempo de Vilões", organizada por mim, junto com Valter Cardoso e Rafael Duarte. Ela faz parte de um projeto que idealizamos e que começou com a temática "Tempo de Dragões", seguido de "Tempo de Exploradores" e "Tempo de Robôs". Todos tem postagem aqui no blog, só clicar nos títulos.

A seleção foi feita como nas anteriores, garantindo uma obra diferenciada não só no aspecto literário, mas em revisão, apresentação e projeto gráfico. Seguindo os padrões do NLCAC, além da revisão gramatical, todos os contos foram analisados com profundidade, quanto a criatividade, narrativa, desenvolvimento dos personagens e demais detalhes que os tornem obras literárias de grande apreço. 

A parceria com a artista plástica Ales de Lara continua e ela foi responsável pela capa. 

Contamos com a Raquel Ferreira como autora convidada. 


Nós, organizadores, também contribuímos com histórias sobre vilões. 




E agora vamos conhecer os autores selecionados, com seus respectivos contos? 












Acompanhem as notícias em nossas redes sociais e não percam as postagens de lançamento. Teremos o lançamento do e-book pela Amazon e na sequência o lançamento da versão física.

Até mais!

10 de janeiro de 2022

Como andam os planejamentos para 2022 ?

Oi gente!

Ando meio sumida das redes, mas é proposital. Como comentei, estou cuidando da minha saúde que deu uma balançada por conta dos intensos últimos anos e também tentando priorizar algumas coisas, deixar de lado outras, entender que não sou mais a mesma menina de quinze anos atrás que dava conta de meia dúzia de coisas ao mesmo tempo.

Por outros motivos também, mas basicamente por este, não fiz muitos planos para 2022. Estou aprendendo enfim a ser menos aquariana, pensar menos no futuro e viver o presente. O dia mais importante da nossa vida: o hoje. É um treinamento e tanto para a mente, um dia por vez. Mas já tive algum progresso.

Não são promessas porque há alguns anos não me cobro mais, talvez sejam metas se elas também não trouxerem cobranças . Acho que perspectivas também pesa um pouco, visto dinamismo cada vez maior em nossos dias, diante de tantas mudanças no mundo. Então escolhi esperanças, naquele sentido tão moderno de "esperançar", um bonito e poético sinônimo para "animar".

No início de 2021, logo após a partida da mãezinha, por sugestão do meu psicólogo, fiz um balanço dos meus trabalhos de escritora nos últimos dez anos. Em dez postagens, descrevendo ano a ano, desde 2011, contei sobre minhas conquistas e frustrações. Para quem quiser conferir, a série de postagem está nesse link. Foi muito proveitoso esse exercício, porque consegui visualizar muito mais conquistas do que frustrações. Porém, o ano passado me trouxe um bloqueio criativo tremendo, que está demorando para ir embora. A alegria do ano é que, embora não tenha produzido quase nada, as produções anteriores me trouxeram um convite e tanto: fui admitida na Academia de Letras José de Alencar, aqui em Curitiba. Foi o que bastou para eu tirar a coragem lá de dentro, combater o bloqueio e ao menos parar de pensar em desistir. 

Neste ano pretendo buscar algumas paixões que andavam esquecidas. Uma delas são as minhas amadas fadas, que juntando com temas de natureza e botânica que me acalmaram nos últimos tempos, farão uma combinação e tanto! Para alimentar esse resgate, fiz uma coisa boba, simples, mas que ajudou. Comprei um calendário importante com ilustrações da sueca Elsa Bescow. Se você não conhece tem uma postagem aqui no blog sobre ela e suas maravilhosas histórias e ilustrações.



Essa ilustração abaixo é uma das minhas preferidas e está lá na postagem. A história trata de uma fada que encontrou uma laranja e achou que era um ovo do Sol. As coisas simples que me encantavam há alguns anos quando minha inspiração brotava do nada e que deixei de lado, sejam pelas tribulações da vida, pelas decepções com pessoas e métodos no mundo literário, ou porque sou mesmo assim, inconstante. Preciso me perder para me encontrar novamente? Vai saber!



Não curto muito essa ideia das estações nos hemisférios. Tipo esse janeiro de inverno sueco aí. Mas faz parte. O fato é que esse calendário lúdico e maravilhoso já está aqui, encantando meu escritório e espero que ele me traga boas inspirações para escrever em 2022. Também devo continuar alimentando o blog e o canal, com menos frequência. Fundei um Clube de Leitura que promete momentos agradáveis e continuo organizando as coletâneas da coleção Tempo. Ah! E seu tudo der certo e o ânimo voltar, há possibilidades de eu lançar esse ano meu livro de contos solo. Se essas rápidas pretensões se realizarem, já ficarei bem feliz! Torçam por mim!

Obrigada pela companhia e um maravilhoso 2022 para todos!

2 de dezembro de 2021

TEMPO DE ROBÔS (Coletânea organizada por Valter Cardoso, Ale Dossena e Rafael Duarte)

Oi gente!

E chegou a hora de divulgar mais uma produção em meio à pandemia: a coletânea "Tempo de Robôs", organizada por mim, junto com Valter Cardoso e Rafael Duarte. Ela faz parte de um projeto que idealizamos, a coleção "Tempos", que começou com a temática "Tempo de Dragões" e depois trouxe "Tempo de Exploradores".

A seleção foi feita como nas anteriores, garantindo uma obra diferenciada não só no aspecto literário, mas em revisão, apresentação e projeto gráfico. Seguindo os padrões do NLCAC, além da revisão gramatical, todos os contos foram analisados com profundidade, quanto a criatividade, narrativa, desenvolvimento dos personagens e demais detalhes que os tornem obras literárias de grande apreço. 

A parceria com a artista plástica Ales de Lara continua e ela foi responsável pela capa. 


Convidamos para prefaciar o livro Edson Pedro Ferlin, renomado professor atuante em Curitiba e que foi meu professor na faculdade de Sistemas de Informação. O currículo do Ferlin é tão extenso que tivemos dificuldades de incluir tudo no banner, então aqui vai o complemento:

Ferlin também é escritor e empresário, autor e co-autor de mais de uma centena de trabalhos técnicos-científicos, publicados em congressos e periódicos nacionais e internacionais.  Tem livros, capítulos de livros publicados e diversas produções técnicas-científicas. Publicou trabalhos em anais de eventos nacionais e internacionais e recebeu diversos prêmios e/ou homenagens. Membro e Conselheiro da ABENGE (Associação Brasileira de Ensino de Engenharia) e do IEP (Instituto de Engenharia do Paraná). Coordenador da Câmara Técnica de Smart Cities do IEP (Instituto de Engenharia do Paraná). Revisor de periódicos internacionais (IEEE Transactions on Very Large Scale Integration (VLSI) Systems, The Journal of Supercomputing e outros) e também de congressos nacionais e internacionais. Avaliador de projetos para Agências de Fomento. Avaliador para Reconhecimento de Cursos de Engenharia e de Computação do INEP/MEC. Palestrante nas áreas de Educação, Tecnologia e Engenharia. 


Nós, organizadores, também contribuímos com histórias sobre robôs. Para mim, especialmente, foi um grande desafio escrever sobre um tema que não domino, em um ano de bloqueio criativo. Mas saiu. Abaixo uma breve sinopse dos nossos contos.

Sinopse: Um casal foge de animais que os perseguem e se refugiam numa construção ancestral que guarda segredos com os quais eles jamais sonhariam.

Sinopse: Um robô questionador desenvolve habilidades de pesquisa e escrita e, enquanto lê aventuras descobre que sua busca vai muito além do que o mundo tecnológico proporciona.

Sinopses:
TECMAG: Um androide parte numa missão de resgate e descobre um mundo paralelo onde a tecnologia é uma rara exceção.
PRIMEIRO ENCONTRO: Quando se conhece alguém pela Internet, nunca é possível saber se quem está do outro lado do monitor é realmente quem diz ser. Haitta era exatamente quem dizia ser. Ou será que não?

E agora vamos conhecer os autores selecionados, com seus respectivos contos? Percorram os banners individuais com as informações do autor e uma breve sinopse na descrição da imagem. 

Sinopse: Serena Dama é uma senhora de quase 90 anos que tem Rebeca como cuidadora, uma robô fabricada especialmente para a função. As duas moram sozinhas e tem uma rotina regrada e calma. Até que problemas funcionais começam a aparecer...


Sinopse: O que garante a “humanidade” de alguém? O fato de ser de carne e osso? As atitudes? Sentimentos? Storge era um androide criado para se auto desenvolver e criar sentimentos. Seria isso bom ou mau? E a falta de humanidade de alguns humanos?

Sinopse: Uma cidade habitada por robôs é invadido por militares humanos armados. Depois de um conflito inicial, os humanos são detidos e as duas partes tentam negociar: queriam levar de volta para a sociedade humana a cientista responsável pela tecnologia da cidade e sua filha. Os robôs, por outro lado, têm seus próprios planos e, mais importante, a filha da cientista também.

Sinopse: Benjen é o melhor funcionário de uma empresa que caça androides através de simulações virtuais de encontros românticos. É sua função descobrir quem são os verdadeiros humanos, e quem são os robôs que fingem ser humanos, com um experimento simples, que detecta se a pessoa sabe que está em uma simulação ou não. Porém, tudo muda quando uma funcionária nova, Lara, tenta alertá-lo sobre seu verdadeiro papel ali. Afinal, será que ele mesmo consegue reconhecer o que é simulação e o que é real?


Sinopse: Aurora não teve amigos, pelo menos não amigos humanos, o metal frio que lhe dava colo tinha nome, mas também tinha sonhos. Ela cresceu cercado por máquinas, em um mundo que aprendeu a temê-las, robôs seriam permitidos apenas se não imitassem humanos, se não fossem capazes de pensar sozinhos... mas Aurora não via o mundo sob o mesmo véu do medo que cobria os olhos da multidão.


Sinopse: Em um futuro próximo, a irmã do protagonista aposta que ele não vai conseguir cuidar de um bebê, e deixa sob seus cuidados um bebê robótico que simula um real.


Sinopse: Depois que os humanos foram extintos por conta de um vírus, os últimos robôs começaram a parar de funcionar e a natureza se apossou da Terra novamente. O último remanescente, é Mark, um autômato que vaga pelo mundo buscando entender a si mesmo e sobreviver um dia após o outro para cumprir seu ritual anual, uma simples ação que pode ser a mais importante de sua existência.


Sinopse: Com o advento das viagens e comunicação intergalácticas, a humanidade passa a enviar naves inteligentes com robôs colonizadores para todos os cantos do universo afim de encontrar um novo e compatível lar. A mais bem sucedida destas empreitadas entra em um estado de estagnação por vários ciclos. Um robô é escolhido e enviado em uma pequena nave para entender e corrigir o problema.


Sinopse: Um robô de uma classe especial de soldado faz um relatório de uma luta contra um inimigo dos humanos ocorrida num campo de batalha assombroso, com um resultado surpreendente.


Sinopse: Apenas um trabalho extra: recuperar três robôs que deixaram de se comunicar com a base na Terra, enquanto procuravam por sinais de vida alienígena na superfície do planeta Luminus V. O que poderia dar errado?

O processo de diagramação já está em andamento e logo poderemos viajar nessas histórias tecnológicas e futuristas. Acompanhem as notícias em nossas redes sociais e não percam as postagens de lançamento. Teremos o lançamento do e-book pela Amazon e na sequência o lançamento da versão física. 

Até mais!

25 de março de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #10 - Minha trajetória (2020 - Reflexão)

Oi gente!

Eis que chegamos ao final das postagens #TBT da minha trajetória na escrita e essa será a mais difícil de escrever. Gostaria de terminar contando muitas coisas felizes, mas o ano de 2020 ficará marcado como um dos mais tristes em minha vida. Por tudo que aconteceu, os trabalhos com a escrita também quase pararam e foi o ano que eu menos produzi.


Até comecei o ano bem animada, produzindo meus vídeos do Divã de Escrita e dando continuidade com as vendas do Donatelo e as produções das coletâneas que organizei com a Lu Evans. Também aceitei o convite dos colegas Valter Cardoso e Rafael Bertozzo Duarte do NLCAC e iniciamos nossa série de coletâneas da coleção "Tempo", a primeira entitulada "Tempo de Dragões".

Mas aí veio a pandemia e bem no meio dela minha mãezinha adoeceu. No feriado de 1º de maio ela foi internada às pressas com muita falta de ar e baixa saturação. Como os sintomas eram de COVID não me deixaram ficar com ela na emergência e quando recebi a notícia ela já estava sedada e entubada. Após dois dias o diagnóstico: não era COVID, mas houve um acúmulo de água no pulmão devido à insuficiência cardíaca e hipertensão. De qualquer forma, não nos foi permitido visitá-la na UTI e depois de sete dias ela saiu da sedação e conseguimos vê-la em vídeo. Depois de dez dias ela foi para o quarto e aí devido a sua idade me permitiram ficar com ela.

"Agora preciso de tua mão, não para que eu não tenha medo, mas para que tu não tenhas medo." (Clarice Lispector)

Ela teve alta do hospital no dia 17 de maio, mas não conseguia mais andar, ficou muito fraquinha. Fazia fisioterapia três vezes por semana mas o corpo não ajudava. Cuidei dela revezando com minha sobrinha e depois com uma cuidadora de maio até julho, porém estava muito complicado conciliar com minha rotina, então decidimos nos mudar de emergência para o condomínio dela. Alugamos um apartamento no bloco ao lado, assim eu poderia ficar mais perto e contratamos outra cuidadora.


Devido a esse arranjo consegui conciliar tudo e até me animei a fazer alguns vídeos na nova casa. Dava conta do meu trabalho oficial e acompanhava de perto as cuidadoras, que tivemos sorte de serem muito amorosas e queridas com a mãezinha. Mas as correrias eram muitas, a mãe não conseguiu mais comer nada sólido depois que saiu da UTI e toda semana precisava comprar legumes para sopa, fraldas (ela não saiu mais da cama) e remédios necessários a cada complicação que vinha pelo caminho. Em meio à pandemia, tudo ficou mais difícil. 


Assim foi o segundo semestre do ano, até que em novembro mamãe piorou. O pulmão voltou a acumular água, mas como a pandemia estava novamente no auge, com a ajuda dos médicos e plano de saúde conseguimos conter a infecção em casa. Porém, no final de novembro, no final de semana do seu aniversário de 83 anos, ela sentiu dores abdominais e precisou ser internada novamente. Não vou conseguir detalhar como foi esse processo, pois ainda é muito doloroso para mim. Com tudo lotado, ela ficou um dia inteiro no pronto atendimento, com o diagnóstico de infecção urinária e intestinal, para ser liberada com medicação oral. Passou mais um dia em casa, não melhorou e levamos novamente. Mais um dia inteiro com dor no pronto atendimento, quase sendo enviada para casa novamente, implorei para que fosse internada. Uma médica anjo que chegou no novo plantão conseguiu uma vaga para ela. Depois de dois dias internadas, no dia 5 de dezembro, ela partiu.

As últimas 24 horas que passei com ela no hospital, nunca esquecerei. Ela estava morrendo e eu estava no limite das minhas forças. Me senti perdida e atrapalhada. Mas agradecida por ela ter descansado, estava sofrendo demais. 

Nem preciso dizer que durante esses últimos meses não produzi nada na escrita, não tive vontade, nem inspiração. Ainda estou em processo de cura emocional, mas já conseguindo planejar e seguir adiante com meus trabalhos na escrita. Afinal, ela tinha tanto orgulho!

Sei que esse post foi mais um desabafo, mas tudo fez parte da minha trajetória também, e com certeza o aprendizado ajudará a lapidar meus próximos trabalhos e me trará força para novos planejamentos.

Obrigada a você que acompanhou as postagens. Até breve!

18 de março de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #9 - Minha trajetória (2019 - Transformação)

Oi gente!

Bora prosseguir com o #TBT da minha trajetória na escrita, contando sobre 2019, um ano de transformações. Depois dos "tropeços" do ano anterior, que me fizeram enxergar o ambiente cultural e literário com olhos da profissional que sou, responsável, empreendedora, criativa e ética, decidi encarar as coisas do meu jeito e não ser "maria vai com as outras". Pois deu super certo! Consegui me inserir em grupos que realmente me agregavam e me aproximar de pessoas que me ajudavam a produzir meu trabalho e não o trabalho alheio.


E foi assim que, em abril de 2019, eu lancei meu quinto livro: "Donatelo, O Dragão Amarelo". Embora já quase decidida a não continuar na literatura infantil, como comentei em postagens anteriores, eu tinha um sonho de ver um livro meu ilustrado profissionalmente, nas prateleiras das livras e distribuído para todo o Brasil. Na prática não foi bem assim, mas deixa para lá.


Depois do lançamento tratei de divulgar meu dragãozinho e fiquei surpresa em como ele conquistou os leitores! Em 2019 meu tempo já estava ficando limitado pois minha mãezinha nos deu alguns sustos, estava a cada dia mais debilitada. Mesmo assim, consegui participar de vários eventos com o Donatelo, como: Feira do SESC, Casa da Bruxa no Bosque Alemão, SESC do Paço (com a Lilian contadora de histórias), FARESC, Grupo Escoteiro Colégio Medianeira (com a Mayara contadora de histórias), SESC da Esquina (com o escritor Márcio Garcia), na Lapa com escolas. E outros que não registrei em foto! Foi lindo!


Mas eu confesso que estava cansada dessa história de "eventos". Nunca tive muita paciência e ficar muitas vezes em pé o dia todo para vender dois ou três livros, desculpa. Não é minha praia. Ou não tenho mais idade para isso né? (rs). Na verdade nunca me importei muito com fotos e notícias, meu maior intuito sempre foi levar minhas histórias ao máximo possível de leitores. E para mim ficou mais que provado que não é participando de um evento local que consigo isso, se não for uma escritora já conhecida. 

Então tive uma ideia que mudou tudo: se eu trabalhei tantos anos no ambiente corporativo, porque não oferecer meus livros para meus colegas empresários, ex-colegas de empresa, ex-chefes, amigos da faculdade, e etc, para que eles promovam ação social indireta? A proposta era a compra de lotes de livros (5, 10, 15, 20) e eu doaria esses livros patrocinados para ONGs, projetos comunitários, escolas públicas. 

E não é que deu certo? Foram centenas de livros espalhados por Curitiba e Região Metropolitana. E o melhor de tudo, para um público que não é dos eventos, meus livros foram direcionados para os leitores que eu mais queria atingir, crianças que não tem recursos financeiros para adquirir livros. Porque a história do Donatelo ressalta o poder da amizade e a importância da autoceitação. Através da jornada dos personagens, o pequeno leitor poderá perceber a possibilidade de transformar sentimentos e superar traumas.



A partir daí, consegui enfim me dar por cumprida minha história com a literatura infantil. Por outros motivos complementares aos que já comentei, mas que também é melhor deixar como está, decidi então que não publicaria mais nenhum livro infantil com qualquer percentual de recursos próprios, exceto se uma editora algum dia quiser me bancar. Continuei vendendo meus livros dessa forma indireta e segui meu ano atribulado, pois minha mãezinha ficava cada vez mais dependente. Ainda assim, mesmo com meu trabalho oficial consegui manter os vídeos no canal e retornar para a escrita de contos, que foi como tudo começou em 2012, conto tudo lá na postagem.



Durante o ano, eu e a escritora Lu Evans nos aproximamos pela internet. Uma acompanhava o canal da outra no YouTube, começamos a trocar experiências e ela me convidou para fazer parte da organização de coletâneas de conto pelo seu selo editorial Nebula. Iniciamos com a coletânea Féericas (que também teve participação como organizadora da Graci Rocha) e foram várias outras entre 2019 e 2020. 


Eu também estava empolgada com os contos, porque trabalhamos neles nas oficinas do NLCAC e escrevi vários ao longo do ano. Também fui convidada para ser jurada na categoria literatura geek do Prêmio Cubo de Ouro, a primeira premiação brasileira a celebrar diversas vertentes do universo geek. Foi uma experiência muita bacana e gratificante, me senti reconhecida no meio literário não só como escritora, mas como leitora crítica também.

Evento do Prêmio Cubo de Ouro 2019

E é isso gente! Minha trajetória de dez anos está acabando, o próximo post vai ser bem difícil de escrever pois foi o ano em que menos produzi. Na próxima semana venho contar para vocês.

Beijos!

11 de março de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #8 - Minha trajetória (2018 - Decepção)

Oi gente!

Continuando o #TBT da minha trajetória na escrita, vamos falar do ano de 2018, um dos piores (ou não), dependendo do ponto de vista. Em matéria de trabalho as coisas não foram ruins, estavam fluindo bem. Mas considero o ano da decepção e do cair das fichas com o ambiente cultural e literário. Mas os babados eu conto lá para o final do post tá? (rs)

Vale registrar que depois de um ano longe do ambiente corporativo, senti saudades do que foi meu principal ofício ao longo da vida e também da estabilidade financeira, então entrei o ano trabalhando! A diferença é que agora eu fazia home office, em horário reduzido e flexível. Um ex-colega da empresa em que trabalhei me contratou, como produtora de conteúdo e gestora de mídias sociais. Sua empresa também é de auditoria e consultoria, com matriz em São Paulo e escritórios em várias capitais. Esse trabalho tem me realizado, juntou minhas duas áreas de conhecimento, as primeiras formações mais a formação de Letras, pois estou diariamente produzindo conteúdo escrito. Além disso, tenho flexibilidade para manter minhas rotinas de escritora (curiosamente esse ex-colega de trabalho, agora meu líder, foi uma das raras pessoas que me apoiava na escrita enquanto estive na multinacional). 


Eu também conseguia fazer outros trabalhos em paralelo, como revisões de trabalhos acadêmicos, por exemplo. Trabalhei alguns meses organizando a Biblioteca do Instituto Serendipe, um local maravilhoso (foto acima), cujos proprietários são minha ex-professora de linguística e seu esposo. Tive contato com várias obras raras e um aprendizado incrível. Também atuei um tempo como gestora das redes sociais da Editora Máquina de Escrever, que publicaria o meu livro "Donatelo, O Dragão Amarelo" em 2019.

Colônia de Férias na Casa Cultural Belaboni

E já que falamos em Donatelo, depois do depoimento da postagem anterior, vocês podem me perguntar: "- Mas não estava pensando em desistir da literatura infantil"? Pois é, lembrem que eu estava "confusa", mas com a possibilidade de publicar um livro com uma editora maior, ter seu livro diagramado, revisado e ilustrado por profissionais, distribuído para o Brasil, era algo que sempre sonhei. E eu tinha a história do Donatelo, que é uma das minhas queridinhas. Então sim, eu não sabia se teria continuidade, mas eu queria o Donatelo publicado. Por isso também continuei fazendo alguns eventos infantis.


Em 2018 eu estava muito empolgada com meu canal no You Tube, mas fiz algumas mudanças significativas. Lembram das decepções? Uma delas foi o quanto me dediquei em 2016/2017 para divulgar livros de outros escritores, sem ganhar um tostão, a ponto de minhas redes sociais se transformarem em outdoor alheio e eu perder meu próprio espaço de divulgação. Parece absurdo, mas teve gente que sequer compartilhou meu vídeo em suas redes, ao menos para me ajudar com a divulgação do canal. Descaso total. Comecei a perceber o interesse de certas pessoas ao me procurarem, passei a tentar discernir e filtrar o que chegava até mim. Foi um aprendizado incrível e senti que comecei a valorizar mais o meu tempo, prestigiando e me aproximando de quem também valorizava meu trabalho e me enxergava como a profissional experiente que sou, independente da entrada tardia no mundo literário.

    Foto1: Lançamento do livro "Lagartas e Borboletas", da Ana Rapha Nunes.
    Foto 2: Lançamento da coletânea "Passageiros do Desconhecido", do  NLCAC.
    Foto 3: Evento do Pegaí Leitura Grátis (do qual fui voluntária por 5 anos), com Idomar Cerutti
    e a escritora Marina Colasanti.
    Foto 4: Lançamento de "O Papiro de Wadjet", da escritora Nicole Sigaud.

As participações nas reuniões do Núcleo de Literatura me fizeram ver o quanto eu ainda tinha a aprender, mas que deveria escolher bem onde e com quem aprender. Depois de cursos decepcionantes, de presenciar egos inflados e até competições entre colegas (acreditem no bafo: eu vi uma escritora escondendo o livro da coleguinha na prateleira de uma feira!!), escolhi estar entre poucos e valorizar "meu" tempo divulgando "meu" trabalho. Parece egoísta né? Mas depois de tantas coisas que vi nesse meio, estou bem tranquila.

No painel "Divulgadores Literários" da Literatiba 2018, com os colegas Patrícia Dias do blog Casinha de Livro, Juliana Poggi do canal JotaPluft e Henrique Duarte, escritor e colunista do Crônicas Fantásticas.

A minha participação na Literatiba 2018 foi um dos momentos especiais do ano. Fui convidada para coordenar os painéis literários e isso me proporcionou, além de rever pessoas queridas, fazer novos contatos.

Foto 1: Com a escritora Jaqueline Conte.
Foto 2: Com a escritora Ana Lúcia Merege.
Foto 3: Com Leo e Rosana (escritora e colega do NLCAC).
Foto 4: Com Rubens Faria Gonçalves e Francisco Souto Neto (NLCAC).

E assim terminamos 2018, já recolocada profissionalmente, sem deixar os trabalhos literários e principalmente, mais pé no chão para discernir entre a ilusão e a realidade, entre apoiadores e interesseiros, usando meu valioso tempo a meu favor.

E no próximo #TBT Divã de Escrita, falaremos como foi a publicação do meu quinto livro e meu último percurso na literatura infantil.

Até lá!