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29 de agosto de 2019

EU LI: Sra. Poe (Lynn Cullen)

Oi gente!

Eis que aos quarenta e cinco do segundo tempo, venho deixar uma postagem para o mês de agosto. Um mês sufoco por aqui, mas aos poucos retomando os rumos. E vamos falar do que? Desencalha! Surpreendentemente, uma das leituras com menos expectativas criadas, foi uma das melhores do mês: Sra. Poe, da autora Lynn Cullen (até então desconhecida para mim).


Tudo bem que é um livro que tratava de Edgar Allan Poe, motivo este que me fez comprar na livraria. Mas não esperava que me surpreendesse tanto. Descobri que gosto de biografias romanceadas, daquelas que você não sabe direito qual parte é fato ou não. É o caso de "Sra. Poe", uma mistura fr realidade com ficção, que durante a leitura nos transporta para a vida dos personagens e após a leitura nos deixa com gostinho de quero mais. Com vontade de fuçar, pesquisar, ler sobre o tema, tudo e mais um pouco.

Vamos aos fatos! É fato que Edgar Allan Poe casou-se com uma prima em primeiro grau, Virginia Clemm, que tinha treze anos na ocasião do casamento (Poe tinha 27!). Anos após o casamento, ela contraiu tuberculose e morreu com apenas 24 anos. Durante esse período, uma poeta chamada Frances Osgood conviveu com pessoas do meio artístico e literário, juntamente com Poe. Separada do marido, Frances aproximou-se de Poe, que a motivava a escrever. 

O que me parece que a história não comprova é se os dois tiveram realmente um relacionamento amoroso. Porém, a autora de "Sra. Poe" acredita nisso e romanceou suas pesquisas realizadas através de cartas e documentos, na história do livro: um triângulo amoroso com a mesma atmosfera gótica dos escritos de Edgar Allan Poe!

A história é narrada em primeira pessoa, pela própria Frances Osgood, apaixonada perdidamente por Poe, que a acolhe e transmite um grande interesse em ascender a poeta no mundo literário. Ao mesmo tempo em conflito por Poe ser um homem casado e que não o bastante, ainda tenta a aproximar da esposa. Aliás, a esposa de Poe foi a personagem que mais me surpreendeu!! Aff!!

Gostei do livro por vários motivos, não só por conhecer um pouco mais dos detalhes da vida e personalidade de Edgar Allan Poe, mas também porque a autora me transportou para o universo da época, quando descreve os saraus literários da sociedade de 1845, seus costumes e "bafos" (rs). Também me agradou muito a autora conseguir inserir em uma história de amor, ainda que na maior parte inventada, o suspense e (sim!) o terror que Poe inseria em suas histórias. Isso para mim foi o melhor do livro. Me prendeu e me surpreendeu. Foram 400 lidas com vontade! Destaque para as cartas de amor trocadas, também presentes na história. Por fim, arrisco dizer que este livro daria um filme maravilhoso!

Edgar Allan Poe já foi tema da série Personalidades. Só clicar aqui para ler a postagem.

Boa leitura!

25 de julho de 2019

EU LI: O primeiro telefonema do céu (Mitch Albom)

Oi gente!

Vamos então falar sobre o desencalha do mês de julho, lembrando que escolhi o título deste mês, buscando leituras mais "leves". E, apesar da capa do livro me trazer reflexões ("Como você se sentiria se um dia recebesse uma ligação de alguém que ama muito - e que já se foi?"), e a história algumas emoções, para mim foi sim uma leitura leve e agradável. "O primeiro telefonema do céu" é divulgado e catalogado como leitura de autoajuda, mas eu digo que não é. Apesar da forte conotação espiritual, tem uma trama muito bem bolada e personagens bem construídos.

"É preciso começar de novo. É o que todos dizem. A vida, no entanto, não é um jogo de tabuleiro,

e a perda de uma pessoa querida nunca é como 'recomeçar um jogo'. É, acima de tudo, 'continuar sem'. (trecho do livro)
Mitch Albom é americano e iniciou sua carreira na escrita esportiva, porque também é jornalista e locutor de rádio e televisão (além de dramaturgo e músico!). Porém, ele é mais conhecido pelo livro "As cinco pessoas que você encontra no céu", publicado em 2003 e que virou filme em 2004. Eu adoro e sempre cito ele nas histórias que marcaram minha vida. E isso me levou a escolher esta próxima leitura do autor.

A história, que é narrada em terceira pessoa, se passa em uma pequena cidade chamada Coldwater, localizada em Michigan. Já de início conhecemos a história de Sully, que perdeu sua esposa em circunstâncias trágicas e tenta cuidar sozinho do seu filho pequeno. Devido aos últimos acontecimentos da sua vida Sully perdeu totalmente a fé. Em paralelo com a história de Sully, a Katherine, outra moradora da cidade, recebe uma ligação estranha. Do outro lado da linha sua irmã Diane, morta há dois anos. Aí começam as ligações. Tess também recebe uma ligação da sua mãe, o delegado Jack do seu filho e por aí vai.

A notícia se espalha rapidamente e Coldwater torna-se uma cidade turística, invadida por fiéis e curiosos do mundo inteiro. Alguns estão lá para serem abençoados com telefonemas de pessoas queridas, outros por mera curiosidade, especulação e oportunismo. O leitor começa então a perceber muitos pontos de vista diferentes com relação aos acontecidos, inclusive pelas religiões, já que os telefonemas escolhem devotos de diferentes religiões. Aliás, reações do governo, imprensa e igrejas são inseridas na história com precisão pelo autor, mostrando-nos a realidade por trás de muitas manobras cotidianas. No final das contas, diante de tantas perspectivas, ações e reações a pergunta que fica durante toda a leitura é: "o que você faria se recebesse um telefonema de alguém que ama muito, e que já morreu?"

Em meio aos alvoroços, temos então o Sully, totalmente descrente de tudo pela perda da esposa, tentando tirar do filho pequeno a ilusão de que vai receber um telefonema da mãe, já que fica segurando durante todo o dia um telefone de brinquedo na mão. Ele começa então uma investigação pessoal, com o objetivo de descobrir o que há por trás desse inédito fenômeno. Então sim, o livro tem uma mensagem espiritualista. Mas também tem uma trama baseada em uma investigação e na minha opinião, com um final surpreendente!

Vale também destacar que durante a história, o autor insere trechos sobre a vida de Alexander Graham Bell, o inventor oficial do telefone. Como por exemplo o fato de ele nunca ter escutado a voz da sua amada no telefone, porque ela era surda. Este e outros fatos curiosos da sua vida foram colocados na história, de maneira leve e fluída.

Esperava por um livro normal, meio autoajuda, com bonitas mensagens. Encontrei um livro com ótimas reflexões e principalmente sobre a importância de estar vivo. E sobre ter fé. Ainda assim, indico também aos leitores céticos, porque a história no final das contas, atende o "tem que ver para crer". Ao menos eu achei, será que porque sou uma pessoa de muita fé? 

"O medo que nos faz perder a vida... um pouco de cada vez. O que damos ao medo, retiramos da fé".

Boa leitura!

25 de junho de 2019

EU LI: Incidente em Antares (Érico Veríssimo)

Oi gente!

Quando "Incidente em Antares" foi sorteado para o meu desencalha do mês, eu fiquei tão feliz! Há tempos queria fazer essa leitura, mas acabava deixando de lado. Tenho uma edição antiga da Editora Globo e a única leitura que tinha feito do Érico Veríssimo foi "Olhai os lírios do campo", que confesso, não lembro de nada! Só lembro que foi uma leitura que me marcou muito na época.


Já de início lembrei muito de Macondo, a cidade fictícia de Gabriel García Márquez em seu clássico "Cem anos de solidão". Assim como Macondo, a cidade gaúcha de Antares, situada na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina, é palco de estranhos acontecimentos, misturados com fatos históricos que o autor insere magistralmente na história. O ano é 1963, meses antes do Golpe Militar e a primeira parte do livro traz todo esse resgate histórico de questões políticas nacionais que influenciaram a cidade, além de abordar questões atemporais como racismo, por exemplo. Também apresenta a origem da cidade, marcada pela disputa de terras entre duas famílias rivais, os Campolargos e os Vacarianos.

Já a segunda parte vai contar sobre o incidente que dá nome ao livro, um fato estranho que acontece em uma sexta 13, em meio a uma greve geral dos trabalhadores. Sete pessoas da cidade falecem por motivos variados, mas nos cortejos descobrem que os coveiros também aderiram à greve. Os defuntos são abandonados na porta do cemitério, para aguardarem o final da greve, o que não acontece, pois resolvem levantar e "tocar o horror" pela cidade, em todos os sentidos. Os mortos não só assustam as pessoas como resolvem "lavar roupa suja", expondo a intimidade de vários cidadãos.

Cena da minissérie "Incidente em Antares", transmitida pela Rede Globo em 1994.

Gostei muito da segunda parte, pela mistura que autor desenvolve entre o realismo fantástico, porém inserido em nossa própria realidade. Me chamou a atenção a reflexão sobre o "cair das máscaras", sinalizando que depois da morte nada mais temos a esconder. Sobre a temática política, certamente eu teria gostado muito mais se fosse uma pessoa mais atuante nesse âmbito, mesmo assim recomendo muito a leitura, dado o nosso momento político no país. Utilizando-se da ficção, o autor denuncia extremismos e absurdos que são feitos em nome de um ideal, seja ele de qualquer lado.

Achei a primeira parte um pouco cansativa, mas admito que é necessária para o entendimento da história. Faz toda a diferença, enquanto leitura da segunda parte, sabermos qual é o contexto em que o sociedade estava inserida e quais os motivos levaram à greve. Os personagens são bem construídos e fiquei me perguntando como o autor conseguiu publicar esse livro em épocas de regime militar. Bom, ainda bem que conseguiu! Certamente um clássico da literatura brasileira!

Boa leitura!

25 de abril de 2019

EU LI: Contos de amor, de loucura e de morte (Horacio Quiroga)

Oi gente!

Demorei um bocadinho para contar sobre minha leitura de abril do #projetodesencalha, por um motivo: não sabia como falar o melhor possível sobre um livro que não me fez tão bem. Difícil né? Como contar a descoberta de um autor maravilhoso, porém que escreve sobre temas que não me atraem tanto assim? Bem, me encorajei, então vamos lá!


Horacio Quiroga foi um escritor uruguaio e é considerado o precursor do conto realista na América Latina. Não é para menos! Seus contos são sensacionais! Porém, pesados ao limite. Trágicos, repleto de fantasmas interiores e obsessão pela morte violenta. Na verdade a própria trajetória de vida do autor foi uma sucessão de tragédias: seu pai se matou quando ele tinha dois anos, seu padrasto se matou na sua frente, acidentalmente ele matou um amigo com um tiro, sua primeira mulher se matou e ele, após descobrir um câncer, escolheu adiantar seu fim com cianureto, em fevereiro de 1937. Talvez seja por isso que, nessa que é considerada sua principal obra, alguns contos falam de amor, outros de loucura, mas a maioria fala sobre morte. 

Os quinze contos de "Contos de amor, de loucura e de morte" (1917) obviamente são permeados por esses reflexos mórbidos e nem por isso são rebuscados. Quiroga conta de forma precisa, sem nada supérfluo em seus textos. Vários contos são ambientados no Uruguai, país de seu nascimento, outros na Argentina, onde escolheu morar e vemos até histórias passadas nas fronteiras com o Brasil, provavelmente devido a sua experiência de morada em algumas regiões selvagens.

"O travesseiro de plumas" e "A galinha degolada" foram para mim, de longe, os que causaram maior impacto. O primeiro conta a história de uma moça infeliz no casamento, por sofrer com os maus tratos do marido. Tudo começa com uma gripe, até que ela se vê impossibilidade de sair da cama, caminhando para a morte. Porém, a real causa de sua morte, revelada no final, me deixou horrorizada. Já o segundo é sobre um jovem casal que tem quatro filhos doentes e uma quinta menina com perfeita saúde mental. Ao deixar os quatro filhos de lado para preferir a menina saudável, culminam em um final cruel e repulsivo. É só um resuminho viu? Imagine-se lendo as quinze histórias, densas e nebulosas, nesse nível.

E todas as demais "desgraças" presentes nos contos me causaram um mal estar sim, mas não posso negar a genialidade e a qualidade literária da obra. Uma grande lástima o autor não ser tão mencionado no Brasil! Para quem interessar, encontrei um vídeo da Academia Brasileira de Letras, do Ciclo de Conferências "Literatura e loucura" de 2018, em que o tradutor e jornalista Eric Neponucemo palestra divinamente sobre o autor e sua obra, inclusive lendo o conto "O travesseiro de plumas". Só clicar:


Boa leitura!

21 de março de 2019

O Guardião de Livros (Cristina Norton) | Portão Literário

Projeto Desencalha de março não foi sorteado, escolhi um escrito por uma mulher. Foi "O Guardião de Livros", da autora Cristina Norton. Amor aos livros e história do Brasil!

Clique para assistir

9 de janeiro de 2019

EU LI: O Rei de Amarelo (Robert W. Chambers)

Oi gente!

Vamos então comentar sobre o título sorteado para a leitura de janeiro do #projetodesencalha. Se você está chegando agora e não sabe o que é isso, dá uma olhada nesse vídeo aqui.

O livro da vez é "O Rei de Amarelo", que fez muito sucesso e foi republicado anos atrás devido a um seriado (True Detective) que o citava, ou fazia referência ao livro, não tenho certeza pois não assisti. No vídeo e no sorteio eu comentei que sempre tive um certo "medinho" de ler esse livro, por alguns comentários antigos que ouvi. Gosto de literatura de terror, então não sei explicar o motivo do medo. Que aliás, posso contar agora para vocês, era infundado.


Já começa que aprendi algo novo. Vocês sabem que não faço muito o tipo de segmentar gêneros de literatura (aquelas subdivisões que dão para cada gênero), por isso acabo sempre mencionando o gênero principal e ponto. Mas com "O Rei de Amarelo" aprendi o que é terror cósmico, olha só!

Então para quem não sabe, cosmicismo ou terror cósmico é uma filosofia literária utilizada pelo escritor H. P. Lovecraft, que inclusive é um dos escritores citados em inspirar-se na obra "O Rei de Amarelo" (e que posteriormente influenciou Stephen King e Neil Gaiman -  e também descobri que os termos Hastur e Carcosa, citados na série Darkover de Marion Zimmer Bradley vieram daí! \o/). Basicamente, o terror cósmico parte do fato de que estamos completamente sozinhos no mundo, sem Deus ou o Universo para nos dar um sentido de existir. O que acarreta em uma existência totalmente nula e insignificante, onde apenas se faz presente a efemeridade. Em linhas gerais, somos apenas uma "espécie" que será extinta, dando lugar à outra. Tudo o mais é fantasia da nossa cabeça. 


Embora os contos (sim, é um livro de contos), principalmente os quatro primeiros, sejam ligados pela menção a um livro ficcional chamado "O Rei de Amarelo" e que basicamente destrói quem o lê, são histórias independentes. Porém, não encontrei uma leitura que me assustasse, e sim histórias que no final deixam aquele ar de suspense e uma rebeldia de pensamento do tipo: - Humm, quem é louco nessa história afinal? Por isso, o livro pode até ser considerado como terror cósmico, mas para mim funcionou mais como terror psicológico (rs). Alerto a quem procura a presença de terror cósmico, porque ou entendi errado o significado, ou não vai encontrar no livro.

Achei a leitura pouco fluída, por ser escrita no final do século XIX (1895) e isso dificultou um pouco. Além do mais, os demais contos do livro, depois de transmitirem uma leve transição entre a ambientação tensa dos primeiros para algo mais realista, terminam em contos românticos, que apresentam a sociedade e costumes da época. Oi? Fui pesquisar e pelo que descobri, o motivo foi tornar o livro mais vendável, já que na época literatura de terror não era comercial (se alguém duvida só pesquisar a vida de Edgar Allan Poe...hehehe).

Não posso dizer que amei a obra, talvez até pelo fato de que literatura de terror não é um gênero que mais leio ou porque talvez não tenha compreendido sua essência. Mas se Chambers influenciou toda uma geração de escritores de terror, tá valendo e muito! E além de gostar da leitura dos quatro primeiros contos e a caprichada diagramação feita pela Editora Intrínseca. O livro traz capa texturizada, divisões dos contos com folhas em preto e muitas notas de rodapé ao final dos contos.

Mas se você gostou e tem interesse em mais detalhes, dá uma lida nessa entrevista que a editora fez com o Carlos Orsi, escritor e jornalista que fez a revisão comentada da edição:
http://www.intrinseca.com.br/blog/2014/05/carlos-orsi-comenta-o-rei-de-amarelo/

Boa leitura!

16 de dezembro de 2018

15 de dezembro de 2018

EU LI: Elias Poe e os Manuscritos de Qunram (R. D. Bertozzi)

Oi gente!

Hoje temos um post inédito! Primeira vez impressões de uma leitura do Desencalha em versão escrita e não em vídeo (quem quiser saber mais sobre o projeto desencalha acessa a playlist no canal). Minha escolha em fazer post no blog originou-se de dois motivos: 1) o vídeo com os livros para o Desencalha 2019 ficaria muito extenso para incluir minhas impressões da leitura e não cogitei fazer um vídeo exclusivo porque 2) não curti a leitura (rs). Pois é. Vamos ao livro!


A proposta do livro é interessantíssima. Antes de iniciar a leitura eu fui pesquisar o que afinal eram esses "manuscritos de Qunram" e pasmem! Descobri que os também chamados "manuscritos do Mar Morto" foram descobertos ao acaso, por um grupo de beduínos (pastores) no ano de 1947, em cavernas localizadas nas cavernas de Qunram, na Cijordânia. 

A coleção completa foi descoberta em 11 cavernas, a noroeste do Mar Morto, em Israel. Foto: Google

A autenticidade dos documentos foi atestada em 1948 e esses achados são considerados um dos maiores acontecimentos arqueológicos do século XX. Segundo estudiosos, contém literatura judaica e detalhes da época em que Jesus viveu, inclusive mencionando os misteriosos essênios. Entretanto, pesquisando encontrei inúmeros debates e controvérsias sobre o assunto, por isso prefiro não me aprofundar. Mas se interessou, dá um google aí e manda ver nas pesquisas!
O assentamento de Qumran - via www.chamada.com.br/mensagens/manuscritos_de_qumran.html
Fiz questão de inserir essa introdução histórica, justamente para justificar porque não curti o livro. Embora seja uma história que pode até ser considerada para o público juvenil, pela fluência da leitura e fácil vocabulário, me pareceu que se ninguém souber antes do que se trata, não entenderá nada!

Apesar da ambientação histórica, a narrativa se passa em Roma, no ano de 2006. Elias Poe é um jovem de dezesseis anos, estudante da cidade de Sophia e pertencente a um grupo designado para proteger os Manuscritos de Quram. Após receber uma visita mística e maléfica, também descobre que tem certos poderes e precisa conter uma seita antiga, que planeja vingar-se da humanidade e apoderar-se dos segredos contidos nos documentos.

Temos aventuras, mistérios, magia, muitas menções históricas que inclusive, não me deixam tirar o mérito do autor que mostrou um conhecedor profundo de história e literatura (no livro ele cita Dom Quixote, Dante Alighieri, Dali, Picasso, Alexei Romanov e por aí vai, embora achei muita informação para um livro só). Ou seja, a narrativa não fica cansativa em momento algum, ao contrário, é rápida demais pelo conteúdo abordado e é aí que eu achei que não "casou". Não combinou a profundeza da abordagem história com a narrativa infanto/jovem-adulto, dependendo do leitor. O autor dá detalhes aprofundados da ambientação histórica por exemplo, em uma conversa de Elias Poe com seu professor, e do nada, eles começam a conversar sobre a paquera do menino. 

Talvez eu esteja em uma fase "chata" para leituras, mas não curti. No final do livro menciona-se que é uma trilogia (aí piorou para mim!) e faz sentido pelo final que o autor colocou. Porém, procurei os demais livros e não encontrei. Será que o primeiro livro não agradou mesmo? 

Beijos!

29 de novembro de 2018

Projeto Desencalha 2018 - O último trem de Hiroshima (Charles Pellegrino) | Portão Literário

"De partir o coração, revirar o estômago e perder os parafusos da cabeça." 😔😭💔🖤
Com essas palavras eu inicio o vídeo mais difícil de fazer até hoje no canal, sobre "O último trem de Hiroshima", de Charles Pellegrino. Foi a leitura do #projetodesencalha de outubro.

Clique para assistir

6 de outubro de 2018

EU LI: O leitor fingido (Flávio Carneiro) | Portão Literário

Oi gente!
A leitura do desencalha de outubro foi bem interessante. Aquele livro que conversa com o estudioso da literatura, com o escritor e com o leitor comum, em uma linguagem leve e empática.
Confirma no vídeo de hoje minhas impressões sobre "O leitor fingido", de Flávio Carneiro.

Clique para assistir

3 de setembro de 2018

EU LI: O homem que amava muito os livros (Allison Hoove Bartlett)

Oi gente!

Tentando me programar para mais vídeos em setembro, espero! Hoje o Desencalha do mês, que não pode faltar nesse canal. Conheçam um pouco da obra "O homem que amava muito os livros", minha leitura de agosto. E também qual será a leitura de setembro.

Clique aqui para assistir.

1 de julho de 2018

EU LI: Os Crimes do Mosaico (Giulio Leoni)

Oi gente!
Uma história com Dante Alighieri como investigador de um crime? Isso mesmo! E não fosse por isso, eu teria abandonado mais um "desencalha". No vídeo de hoje, porque acho que alguns leitores podem gostar e outros não, de "Os Crimes do Mosaico", do autor italiano Giulio Leoni.


Um ótimo domingo a todos!