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8 de abril de 2024

EU LI: Correndo Atrás dos Sonhos (e outros livros de Onacir Bueno)

Oi gente!

Estou decidida a deixar as redes sociais e voltar para o blog, um lugar que foi meu refúgio por anos e que está muito abandonado. Sinto-me bem aqui porque é um espaço meu e que chega quem quer. Diferente das redes sociais que espalha aos quatro ventos nossas opiniões e quereres, e só o que percebemos são críticas, comunicação violenta e comentários sem noção.

Por isso, pretendo retornar aqui ao menos com uma postagem semanal, por enquanto. Se você gosta desse espaço, se me segue há anos ou está chegando agora por aqui, sinta-se à vontade para maratonar e entrar em contato se quiser. Tem muito conteúdo bacana no histórico, para todos os gostos.

Hoje, por exemplo, vou falar de uma pessoa que conheci em 2019, o Onacir! Foi apresentado a mim pela amiga Margareth e na época ele precisava de assessoria para publicar seu primeiro livro. Não é um trabalho oficial que ofereço no mercado, vocês sabem. Minha profissão oficial é outra, mas literatura é uma paixão em paralelo e achei o trabalho do Onacir inspirador e necessário nas estantes.


Então posso dizer que tive o prazer de participar da produção, fazendo a revisão e leitura crítica. "Correndo atrás dos Sonhos" é baseado na palestra homônima que o autor apresenta em várias oportunidades, contando sua história de superação. Onacir é Economista, Licenciado em Letras, possui especialização em Gestão de Pessoas e Gestão Empresarial. Já foi Educador Corporativo, Mentor e Consultor Financeiro. Diagnosticado precocemente com uma doença neurodegenerativa, decidiu viver a vida intensamente e correr, literalmente, atrás dos seus sonhos, participando de maratonas e ultramaratonas pelo mundo. 

E mais recentemente, no início desse ano de 2024, eu recebi um exemplares de cada livro do Onacir publicado desde então, cuja edição não acompanhei e isso prova que o ajudei no "caminho das pedras" né? \o/
Aliás, produção esta que vem crescendo a cada ano, dá uma olhada aí!! "A estrada continua" é uma extensão do seu primeiro livro. Eu adorei a leitura e saber mais um pouco da trajetória do Onacir.


Ele também publicou o livro de contos "Crianças Imaginárias", o livro de poemas "Encontros e Desencontros" e um livro de contos com teor erótico "Fetiches e Fatoches". Uma produção de qualidade, com capas bem feitas, edição impecável e bem revisada da Editora Becalete.



Importante destacar que a renda líquida da venda dos livros do Onacir Bueno são doadas para a Associação Parkinson Paraná. Interessados em colaborar, contato direto com o autor via facebook ou pelo site da Editora.

Obrigada Onacir, por me permitir fazer parte do início do seu sonho. Desejo muito sucesso sempre!

3 de maio de 2022

LANÇAMENTO: NEON COLETÂNEA DE CONTOS - 20 ANOS DO NLCAC

Oi gente!

Vamos tirar o pó do blog? Eu trouxe uma notícia fresquinha e especial para hoje!


NLCAC está lançando mais uma coletânea e dessa vez, eu faço parte! Muito feliz e honrada por participar com meu conto "Sobre os Mármores Frios", da coletânea NEON - 20 anos do NLCAC.

Celebramos os 100 anos de nascimento de André Carneiro e os 20 Anos do NLCAC com contos de 20 escritores do Núcleo, incluindo contos inéditos de André Carneiro, Mustafá Ali Kanso e Gustavo Norris. O evento será na Gibiteca de Curitiba, dia 06/05/2022 das 19 às 20 horas. 

André Carneiro não foi somente um escritor, sua carreira artística e literária vai muito além. Além de ser considerado um importante escritor brasileiro de ficção científica, ele foi poeta, fotógrafo, cineasta, artista plástico, publicitário, crítico, hipnotizador clínico, entre outras atividades. Eu não tive a oportunidade de conhecer André Carneiro, mas também fui convidada para escrever um texto na coletânea sobre sua arte, já que foto de capa é o resultado de uma de suas técnicas como artista plástico: a "Pintura Dinâmica".

A escolha do título do livro também foi explicada na obra, pelo Rafael Bertozzo Duarte, que além de participar com um conto, também foi responsável pela diagramação e confecção da capa.

Conheça abaixo os autores participantes e vem com a gente celebrar mais um trabalho desse grupo maravilhoso, coordenado por Valter Cardoso, unido pelo amor à literatura e pela vontade de escrever!





















Beijos!

10 de janeiro de 2022

Como andam os planejamentos para 2022 ?

Oi gente!

Ando meio sumida das redes, mas é proposital. Como comentei, estou cuidando da minha saúde que deu uma balançada por conta dos intensos últimos anos e também tentando priorizar algumas coisas, deixar de lado outras, entender que não sou mais a mesma menina de quinze anos atrás que dava conta de meia dúzia de coisas ao mesmo tempo.

Por outros motivos também, mas basicamente por este, não fiz muitos planos para 2022. Estou aprendendo enfim a ser menos aquariana, pensar menos no futuro e viver o presente. O dia mais importante da nossa vida: o hoje. É um treinamento e tanto para a mente, um dia por vez. Mas já tive algum progresso.

Não são promessas porque há alguns anos não me cobro mais, talvez sejam metas se elas também não trouxerem cobranças . Acho que perspectivas também pesa um pouco, visto dinamismo cada vez maior em nossos dias, diante de tantas mudanças no mundo. Então escolhi esperanças, naquele sentido tão moderno de "esperançar", um bonito e poético sinônimo para "animar".

No início de 2021, logo após a partida da mãezinha, por sugestão do meu psicólogo, fiz um balanço dos meus trabalhos de escritora nos últimos dez anos. Em dez postagens, descrevendo ano a ano, desde 2011, contei sobre minhas conquistas e frustrações. Para quem quiser conferir, a série de postagem está nesse link. Foi muito proveitoso esse exercício, porque consegui visualizar muito mais conquistas do que frustrações. Porém, o ano passado me trouxe um bloqueio criativo tremendo, que está demorando para ir embora. A alegria do ano é que, embora não tenha produzido quase nada, as produções anteriores me trouxeram um convite e tanto: fui admitida na Academia de Letras José de Alencar, aqui em Curitiba. Foi o que bastou para eu tirar a coragem lá de dentro, combater o bloqueio e ao menos parar de pensar em desistir. 

Neste ano pretendo buscar algumas paixões que andavam esquecidas. Uma delas são as minhas amadas fadas, que juntando com temas de natureza e botânica que me acalmaram nos últimos tempos, farão uma combinação e tanto! Para alimentar esse resgate, fiz uma coisa boba, simples, mas que ajudou. Comprei um calendário importante com ilustrações da sueca Elsa Bescow. Se você não conhece tem uma postagem aqui no blog sobre ela e suas maravilhosas histórias e ilustrações.



Essa ilustração abaixo é uma das minhas preferidas e está lá na postagem. A história trata de uma fada que encontrou uma laranja e achou que era um ovo do Sol. As coisas simples que me encantavam há alguns anos quando minha inspiração brotava do nada e que deixei de lado, sejam pelas tribulações da vida, pelas decepções com pessoas e métodos no mundo literário, ou porque sou mesmo assim, inconstante. Preciso me perder para me encontrar novamente? Vai saber!



Não curto muito essa ideia das estações nos hemisférios. Tipo esse janeiro de inverno sueco aí. Mas faz parte. O fato é que esse calendário lúdico e maravilhoso já está aqui, encantando meu escritório e espero que ele me traga boas inspirações para escrever em 2022. Também devo continuar alimentando o blog e o canal, com menos frequência. Fundei um Clube de Leitura que promete momentos agradáveis e continuo organizando as coletâneas da coleção Tempo. Ah! E seu tudo der certo e o ânimo voltar, há possibilidades de eu lançar esse ano meu livro de contos solo. Se essas rápidas pretensões se realizarem, já ficarei bem feliz! Torçam por mim!

Obrigada pela companhia e um maravilhoso 2022 para todos!

28 de fevereiro de 2021

Ficção, por Catherine Gallagher (do Livro A Cultura do Romance, organizado por Franco Moretti)

Oi gente!

Prosseguindo com o conteúdo da matéria de mestrado que fiz em 2017 (Teoria da Ficção), hoje vou falar um pouco sobre a aula em que estudamos o ensaio de Catherine Gallagher para o livro "A cultura do romance", organizado por Franco Moretti e publicado pela Cosac Naisy (esgotadíssimo!!).


O livro apresenta ensaios sobre história e teoria literária e narra sobre esse gênero tão transgressor e único que é o romance. Franco Moretti é um grande conhecedor da literatura mundial e fez um belo trabalho. "A cultura do romance" basicamente narra sobre a ascensão, o apogeu e a crise do romance, com sua trajetória de conflitos e contradições. 

O ensaio que estudamos chama-se "Ficção" e foi escrito por Catherine Gallaguer, uma historicista americana, crítica literária e professora de inglês na Universidade da Califórnia. Diferente de Frye (que vimos na postagem passada) que buscou as diferenças a partir do romantismo, Gallagher analisa o movimento histórico da ficção. Começa seu ensaio afirmando que "nada no romance é tão óbvio e ao mesmo tempo tão invisível quanto o fato de ser ficção". Para ela, o primeiro passo onde a ficção não tem o compromisso com a veracidade é um exemplo de um personagem que não existe carnalmente mas que existe como espécie. 

Um ponto que achei bem interessante no ensaio é que ela enfatiza a pouca importância teórica dada ao estudo da ficção como conceito. Ela deixa então a sugestão para repensarmos o funcionamento da ficção, iniciando pelo modo de como a literatura tem se expandido para outras formas de narração, especialmente as combinações com narrações históricas ou etnográficas. Também aponta que uma das principais marcas delimitadoras da ficção enquanto modalidade discursiva é reconhecer a diferença entre a pessoa e a personagem. 

Na aula foi citado o exemplo de Fernando Pessoa. Seu espólio está sendo estudado por Jerônimo Pizarro, cujos escritos de Ricardo Reis, um dos heterônimos de Pessoa, alterado frequentemente pelo autor nos textos originais e publicados pelos críticos antigos em suas primeiras versões, agora vem à tona justamente na intenção de dar ao leitor a opção de analisar as nuances do escritor ao colocar no papel suas mudanças como personagem. Ou seja, sair da edição antiga, da qual o leitor está acostumado, para a nova realidade do autor. Na prática, especificamente no caso de Pessoa, é isso: a realidade é precária, mutável. Esses estudos representam a necessidade de se fazer uma separação, mas Pizarro problematiza essa separação, entre o útil da realidade objetiva (sequência de experiências vividas ao longo da experiência humana) e a subjetividade da ficção. 

Para Gallagher, “Não existiria modo algum de entrarmos em outra pessoa e não poderíamos experimentar aquele sutil alívio que sentimos ao pensarmos em nossa particularidade” se não pudéssemos contar com a certeza de que estamos em um mundo inventado, de que a “realidade criada pela ficção” é palpável por meio do personagem que atua como uma máscara para nos lembrar do quanto somos desconhecidos de nós mesmos. Ela fecha o ensaio sugerindo que esse estudo será atemporal, inclusive cita o jogo ontológico como tendência do século XXI. Jogo ontológico é não deixar que o leitor perceba onde está começando a veracidade factual. Quando as fronteiras entre a ficção e a realidade ficam "borradas", pergunta-se ao leitor: - Quem disse que era para ser só prazer, que não era para se correr riscos? 

Por fim, uma citação que achei interessante: "Se a etimologia da palavra tem algo a nos ensinar, devemos concluir que a ficção foi descoberta como modalidade discursiva com estatuto próprio somente quando os leitores desenvolveram a capacidade de distingui-la tanto da realidade como – sobretudo - da mentira."

É muita reflexão acadêmica né? Mas confesso que esse estudo abriu minha mente para meus trabalhos de escrita também.

Consegui alguns links em que você pode baixar o texto da Gallagher, caso interesse:

https://pt.scribd.com/document/317699461/Ficcao-Catherine-Gallagher

https://www.passeidireto.com/arquivo/78115578/literatura-ficcao-catherine-gallagher

https://vdocuments.site/4-catherine-gallagher-ficcao.html

Boa leitura!

26 de janeiro de 2021

TEMPO DE EXPLORADORES (Coletânea organizada por Valter Cardoso, Ale Dossena e Rafael Duarte)

Oi gente!

Chegou a hora de divulgar a coletânea "Tempo de Exploradores", organizada por mim, junto com Valter Cardoso e Rafael Duarte. Ela faz parte de um projeto que idealizamos, a coleção "Tempos", que começou com a temática "Tempo de Dragões", só clicar aqui para obter mais detalhes.

A seleção também foi feita como na anterior, garantindo uma obra diferenciada não só no aspecto literário, mas em revisão, apresentação e projeto gráfico. Seguindo os padrões do NLCAC, além da revisão gramatical, todos os contos foram analisados profundamente, quanto a criatividade, narrativa, desenvolvimento dos personagens e demais detalhes que os tornem obras literárias de grande apreço. 




A parceria com a artista plástica Ales de Lara continua e ela foi responsável pela capa. 



No meio do caminho, uma surpresa boa! Recebemos o apoio da Anita Zippin, Presidente da Academia de Letras José de Alencar (ALJA), que nos convidou para utilizar o selo da Academia em nossas coletâneas. Felizes com o reconhecimento, a convidamos para escrever o prefácio da coletânea, ao que ela prontamente aceitou. 



Nós, organizadores, também contribuímos com histórias sobre exploradores. Abaixo uma breve sinopse dos nossos contos.

Ser uma exploradora polar era seu sonho, mas quando um grande projeto dá errado, ela já não responde mais por seus atos e em consequência recebe um destino mais terrível que a morte.

O achado de um manuscrito maia leva um arqueólogo e sua esposa a uma aventura em busca de ruínas num local improvável, muito distante dos domínios conhecidos desse povo pré-colombiano: a floresta amazônica. Esperavam encontrar ruínas de uma construção sagrada, mas o que descobrem é muito mais do que imaginavam: é seu próprio destino.



Uma caçadora de meteoritos é envolvida por engano em uma filmagem de reality show. Em meio a um elenco atrapalhado e um diretor desesperado para tirar sua empresa do buraco, ela precisa provar a todos a importância do que está a descobrir.


E agora vamos conhecer os autores selecionados, com seus respectivos contos? Percorram os banners individuais com as informações do autor e uma breve sinopse na descrição da imagem.

Em uma cidadezinha, as lendas urbanas falam do casarão da família Mattos, e o tesouro que ninguém conseguiu resgatar dela. O desafio era simples — bastava descer a escadaria até o porão —, mas de algum modo, ninguém nunca conseguiu. Com a casa prestes a ser demolida, dois jovens decidem se arriscar em uma expedição, mas logo descobrem que nada é tão simples, e que a escadaria, além de aparentemente desafiar as leis da física, logo faz com que questionem a própria sanidade.

A ilha dos carneiros: Ao descobrir estranhos vestígios arqueológicos na Ilha de Boipeba, Bahia, uma firma de exploradores com tecnologia de viagem no tempo contrata um estudante-pesquisador para descobrir o que aconteceu com o navio que desapareceu sem deixar vestígios durante a viagem da esquadra de Pedro A. Cabral, que ‘descobriu’ o Brasil. O estudante embarca, então, numa viagem de exploração e descobertas que o conduzirá a um final inesperado e surpreendente.
Todos esses mundos: Uma tripulação embarca em um pequeno protótipo inovador de nave, capaz de galgar distâncias intergalácticas em poucos meses, para uma missão de estudo e exploração do insondável vazio entre a Via Láctea e a galáxia da Grande Nuvem de Magalhães. Só que uma surpresa os espera no meio do caminho. Uma surpresa que mudará tudo o que os seres humanos pensam sobre serem os primogênitos de nossa galáxia. Algo que poderá mudar para sempre o futuro da humanidade.

Um casal de irmãos adolescentes sai do seu vilarejo isolado tentando encontrar um lago mítico com a ajuda de um mapa de madeira, legado por um viajante há muitos anos. Viajando pelas montanhas, brigam bastante entre eles, encontram um puma, sofrem com a sede e se deparam com um estranho objeto voador. Por fim, chegam ao cume da montanha onde deve estar o lago, mas este não é bem como esperavam. Felizmente, o engenho voador – com seus estranhos tripulantes – volta a surgir em cena no momento mais oportuno. 

Kaluanã é um garoto indígena que vive com sua família na ilha de Cotinga, perto de Paranaguá, na tribo indígena dos Mbyá-Guarani, que liberta um pássaro (Uiraçu) com habilidades mágicas que estava preso em uma pedra. Ambos formam uma amizade, passando a explorar o mundo e adquirir conhecimentos novos. Sua primeira aventura é salvar as habilidades mágicas de Uiraçu. 


Bruno sempre sonhou em explorar a Rússia, mas sua esposa Lúcia, que desconhece o país, prefere ir para a Disney. Porém, a jovem, ao entrar em contato com a com a cultura e a literatura daquele povo, criará uma paixão inesperada pela terra dos czares.

Após ter sido dado como morto, James, um famoso explorador, aparece para sua antiga namorada Nika, uma renomada egiptóloga, e pede sua ajuda para encontrar as lendárias Tábuas de Esmeralda que supostamente foram criadas pelo deus Thoth e contêm todos os segredos do universo. Juntos, eles embarcam para o Egito em busca do tesouro.


Ilídio, um senhor curioso, saiu para dar uma volta pelos campos e encontra um túnel desconhecido. Ao descer pelo túnel, encontra uma caverna e outros mistérios que marcam o passeio inusitado para sempre em sua memória.

O conto é um relato pelos olhos de José, um mulato que se infiltrou na bandeira de Bartolomeu Bueno da Silva, que tinha o objetivo de encontrar novas riquezas pelo sertão do Brasil. Caminharam por terras desconhecidas e inóspitas até que encontraram com os índios goyazes, habitantes do sertão que alguns diziam que comiam gente. Lá, numa noite sem lua, um evento mágico salvou a tropa de um ataque surpresa. Depois disso, e com uma demonstração na própria aldeia dos Goyazes, Bartolomeu Bueno ganhou o apelido de Anhanguera e o acesso ao ouro do estado de Goiás.





Agora, estamos ansiosos aguardando o lançamento. O processo de diagramação já está adiantado e logo poderemos degustar todas estas belas e inusitadas histórias de exploradores. Acompanhem as notícias em nossas redes sociais e não percam as postagens de lançamento. Teremos o lançamento do e-book pela Amazon e na sequência o lançamento da versão física. 

Até mais!

12 de outubro de 2020

Dicas de livros com protagonistas exploradores | Portão Literário

 Aos poucos o canal vai voltando!

E já que é "Tempo de Exploradores", ainda no improviso, encerro a semana com dicas bacanas de leitura com protagonistas exploradores, de vários gêneros diferentes.
A cereja do bolo foi mostrar o livro que acabou de chegar por aqui:
"O Segredo de Jeanne Baret", escrito pela historiadora britânica Glinys Ridley.
E quem foi a francesa Jeanne Baret?
A primeira mulher reconhecida por circum-navegar o planeta!
E se você acha pouco, saiba que no século XVIII, mais precisamente no ano de 1765, mulheres eram proibidas de tripular navios. Então, Jeanne Baret, uma jovem herbolária camponesa que tinha profundo conhecimento de plantas, se disfarça de homem e integra-se ao corpo de cientistas de uma expedição francesa de circum-navegação.
Baseado em pesquisas, a autora traz aos leitores do século XXI mais uma história que ficou escondida sobre mulheres corajosas que ajudaram a construir a história.







3 de outubro de 2020

FANTASMAGÓRICAS (Coletânea organizada por Ale Dossena e Lu Evans)

Oi gente!

Assim como fiz com a coletânea "A Volta dos Deuses Astronautas", também divulgo hoje as participações de uma nova coletânea que acabamos de fechar: a Fantasmagóricas! Mais uma parceria com a Lu Evans, prontinha para lançamento em e-book pelo selo Nebula. A ideia nos foi presenteada pela escritora Ana Lúcia Merege, uma grande apoiadora de nossos trabalhos. Então decidimos colocá-la em prática na comemoração de um ano da coletânea "Féericas", que foi um sucesso e continua atraindo leitores. A Lu teve a ideia de fazer uma nova capa comemorativa para "Féericas" e decidimos lançar "Fantasmagóricas".


A repercussão foi maravilhosa, afinal qual escritor de contos não se sente tentado a escrever sobre fantasmas, aparições, sobrenatural, ou até mesmo uma fantasia gótica? 


O resultado foi melhor que o esperado! Mesmo com a temática tendendo a clichês, os contos recebidos foram muito bons, depois de uma boa revisão e algumas sugestões, ficaram ainda melhores! Vamos então conhecer todo esse povo talentoso do mundo contista?


Rafael Bertozzo Duarte é Engenheiro Aeronáutico, Administrador, Professor e Empresário. É membro do Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro,  pela qual co-organizou a coletânea Tempo de Dragões, e está em processo de preparação de Tempo de Exploradores. É proprietário da empresa Oficina de Escritores, que oferece cursos e serviços literários. Pelo selo Nebula, participa como contista das coletâneas Feéricas; A Volta dos Deuses Astronautas; Simplesmente Más; Coleção Mundos Fantásticos (vol. Folclore, Gótico, Scifi), e Prefaciador do vol. Distopia; além de autor da introdução de Fantasmagóricas; e Autor de Destaque em Sob as Luzes de Yule. Algumas das suas obras: Sensações, A Explosão de Luz e outros contos, Madame Zuleika e o Aprendiz de Feiticeiro e Sombrio.


Ana Lúcia Merege é mestra em Ciência da Informação e curadora de Manuscritos na Biblioteca Nacional. Pesquisa Mitologia, Contos de Fadas e Literatura Fantástica e escreve ficção para crianças e jovens. Entre seus livros estão os da série de fantasia épica Athelgard, iniciada com O Castelo das Águias e publicada pela Editora Draco. Na mesma editora, organizou as coletâneas  “Excalibur”, “Medieval” (Prêmio Argos 2017), “Magos” (Prêmio Argos 2018) e “Duendes” (Prêmio Le Blanc 2020). É ainda autora do ensaio “Os Contos de Fadas: origens, história e permanência no mundo moderno”, além de vários contos e artigos. Pelo selo Nebula, participa das coletâneas “Feéricas” como autora convidada e “Simplesmente Más” como contista. Lista dos seus livros publicados de forma independente ou tradicional – só livros completos: O Caçador (Franco Editora, 2009), Os Contos de Fadas (Editora Claridade, 2010), O Castelo das Águias (Editora Draco, 2011), O Jogo do Equilíbrio (Editora Draco, 2011 – e-book), Pão e Arte (Editora Escrita Fina, 2012), A Ilha dos Ossos (Editora Draco, 2014), O Tesouro dos Mares Gelados (Editora Draco/Projeto Pegaí, 2014), Anna e a Trilha Secreta (Editora Draco, 2015), A Fonte Âmbar (Editora Draco, 2016), Orlando e o Escudo da Coragem (Editora Draco, 2018), Contos Fantásticos de Avós Extraordinários (Editora Draco/Projeto Pegaí, 2018).


João Carlos Catalão é Professor universitário aposentado. Graduado em Letras, tem Mestrado e Doutorado em Educação. É escritor, poeta e jornalista. Dirige há 25 anos um jornal na cidade de Sud Mennucci-SP, onde reside. Ganhou vários concursos de poesias e participa de três antologias de poesias. Em 2013, foi selecionado no Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus, Concurso Internacional de Poesias, promovido pela UBESC – União Baiana de Escritores, fazendo parte de uma antologia com os melhores poemas do Brasil e do exterior. Participa da Antologia  “Laços de Amizade”, da Editora Perse, ano de 2020, com o conto premiado – “Meu Cão, Meu Amigo”. Seu livro de poemas “João Sem Nada” está incluído  na  Enciclopédia Nacional de Literatura Brasileira, editada pela Editora do Ministério da Educação e Cultural (MEC) e organizada pelos renomados professores e escritores Afrânio Coutinho e J. Galante de Souza. Livros solo: “João Sem Nada” (poesias),  “Almas Perdidas” (contos) e “Linhas do Tempo” (poesias).

Gisele Wommer é formada em Letras, atualmente diretora escolar, tem a literatura por rotina, seja lendo ou se dedicando a contos e romances, a maioria na temática dark. Tem contos publicados em mais de 30 antologias, boa parte de suspense e terror, mas às vezes se aventura em outros gêneros. Faz palestras em escolas visando formar leitores. Já foi patronesse de uma feira do livro. Obras: Ao Cair da Neblina – Romance dramático com toques de suspense. Professores que Contam, volumes I, II e III – Organizadora e idealizadora do projeto para o qual professores escrevem contos em temas variados apropriados para leitura de adolescentes, publicam e também os trabalham em sala de aula.

Matheus Moledo está no último ano do curso de História da PUCPR, é formado em artes dramáticas, participa do clube de escrita criativa Teia de Atena e atualmente estagia na Biblioteca Pública do Paraná. Recentemente participou da coletânea Tempos de Dragões com o conto “O Cavaleiro e o Dragão”. Obras: As Crônicas do Vento - O Entregador; Marinheiro.


Cecília Torres é contista e poeta, professora de português e inglês. É pós-graduada em Literatura e Língua Portuguesa pela Unip;  pós em Docência do ensino superior pela Dom Bosco e Gestão escolar pela Faveni. Possui vários contos e poesias publicados pela editora Andross e pela editora Illuminare, revista Conexão literatura, entre outras.


G. C. Dantas é Formada em biologia e atualmente trabalha como professora de inglês para crianças. Iniciou em 2020 sua empreitada literária ao participar da antologia Sociedade dos Contos Fantásticos pelo selo Voe da editora Flyve. Atualmente, está empenhada em continuar criando seus diversos mundos para em breve mostrar ao público.


Jonas Furtado é formado em Letras pela UFPA com extensão em Linguística. Professor especialista de Língua Portuguesa e Literatura das redes Estadual e Municipal de educação em Ponta de Pedras, PA. Já conquistou prêmios em concursos literários. É acadêmico presidente da recém-fundada Academia Ponta-Pedrense de Letras e membro da Associação de Professores para Estudos e Eventos Literários de Ponta de Pedras – Dalcídio Jurandir. Publicações: Um poeta de Ponta (Cejup, 2007); Um poeta de Ponta (Cultural Brasil, 2015); O poeta (Cpoema, 2010); Pedações inteiros de poesia (Giostri, 2015); Memórias de mim (Giostri, 2016); As maravilhas do mundo da Álice (Folheando, 2020).



Julia de Sousa Dias é estudante de psicologia. Na literatura, seus gêneros preferidos são terror, fantasia e ficção científica. É poetisa e contista com trabalhos publicados em diversas antologias. É organizadora de Paranóia, sua primeira coletânea através do Selo Literário Sânge. É revisora de Dramas Robóticos & Outros Contos Futuristas (contos de scifi) da autora Lu Evans. Pelo selo Nebula, é Autora de Destaque da coletânea Sob as Luzes de Yule com dois contos; e contista em A Volta dos Deuses Astronautas e Simplesmente Más.


Liana Zilber Vivekananda é formada em Arte, Arquitetura e Filosofia com Especialização em Filosofia Clínica. É integrante do Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro, Curitiba. Um Dia sem Calendário é seu primeiro livro solo de contos. Além dele, participa de várias coletâneas e tem especial interesse na literatura fantástica. Pelo selo Nebula, participou das seguintes coletâneas: Feéricas; Sob as Luzes de Yule; Simplesmente Más; Coleção Mundos Fantásticos (volumes Fantasia, Gótico, Scifi e Distopia), e é Autora de Destaque em A Volta dos Deuses Astronautas.


Lorena Madlun é advogada e revisora de livros acadêmicos, romances, ficções, bem como artigos científicos, teses e revistas. Em 1989 teve suas poesias publicadas nas antologias Poetas Brasileiros de Hoje 1989 e Nova Poesia Brasileira 89, ambos pela Shogun Arte. Em 2020 participou da coletânea Contos de Mistério e Suspense, do Projeto Apparere, Editora Perse e da Antologia Cartas aos 4 Cantos, pela SF Editorial.


Nancy Scarlett-Hayalla  é contista, principalmente do gênero fantástico e contadora de histórias. Teve seus primeiros contos publicados nas antologias Tardes Quentes de Um Inverno a Dois, Atmosfera Fantasma, Signo da Morte, Tesouros Perdidos, Colmeia de Sangue, Lendas Mexicanas, Odisseia dos Dragões e entre outros.



Ronilson Lopes é formado em Filosofia e cursa Mestrado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR. Obras: Contos do meu sertão, Filosofia e vida: diálogos entre amigos (em parceria com o escritor João Uilson). 



Rozz Messias é professora, pedagoga, contista, poeta e antologista. Participou dos Planos de Aula da Revista Nova Escola e foi premiada duas vezes no Concurso Literário de Colombo. Seu projeto Cordel Extraordinário faz parte do ebook Banco de Boas Práticas do Conectando Saberes/Fundação Leman. Ocupa a cadeira 524 da ACILBRAS Academia de Artes, Ciências e Letras do Brasil; e ocupa a cadeira 99 na AIL-Academia Independente de Letras. É autora dos livros solos: Filha da tempestade, Entrelaçados, Ao seu encontro,  Encontro com a morte, Papai tem monstro, Contos de Suspense e de Morte, Lamentos Noctivagos. É contista/poeta em mais de 40 antologias, além de organizar coletâneas pela Dark Books. Pelo Selo Nebula, participa como contista em Feéricas; Fantasmagóricas;  e coleção Mundos Fantásticos - vols. Fantasia, Gótico, Scifi e Distopia, além de ser Autora de Destaque do vol. Folclore.



Sandro C. Rocha estudou música na universidade Villa Lobos. Graduou-se em Sistemas para Internet pela FATEC na cidade de Carapicuíba e atua na área de tecnologia da informação. Como autor, tem várias participações em antologias. Seu poema "A bailarina do Sertão" ficou entre os 20 melhores do Brasil com menção honrosa pelo CNNE (Concurso nacional de Novos Escritores). Recentemente lançou um livro infantil intitulado "O ursinho de Papelão”. Pelo selo Nebula, participa da Coleção Mundos Fantásticos: Fantasia, Folclore, Gótico, Distopia, e é Autor de Destaque do volume Scifi.



Roberto Schima é escritor e ilustrador. Participa de várias antologias em diferentes gêneros como contista. Foi agraciado com o "Prêmio Jerônymo Monteiro", promovido pela "Isaac Asimov Magazine" (Ed. Record), e vencedor do concurso “Os Viajantes do Tempo” (Conexão Literatura). Dentre suas obras solo: "Limbographia" (contos), "O Olhar de Hirosaki" (romance), "Os Fantasmas de Vênus" (noveleta), "Sob as Folhas do Ocaso" (contos). 



Maria Talita Bonini é médica dermatologista, trabalha na saúde pública. Teve, recentemente, dois contos publicados, “Amor de pai”, na antologia Crimes em Agatha, e “Festa de Lázaro”, na coletânea Contos de Mistério e Suspense - Projeto Apparere. 


Thalya Maura está prestes a concluir seu curso de Direito pelo Centro Universitário Tiradentes e cursou psicologia na mesma instituição. Iniciou-se como escritora com a publicação de Bom dia, Molly! Seu conto Anjo do bem e Anjo do Mal foi publicado na Revista Retro Mysterio . Também participa do livro Os melhores contos de terror de 2019 pela Editora Inovar, além de ter a poesia Limbo em uma coletânea da Editora Inovar.


Gabriel H. Silva é estudante de Enfermagem Técnica. Na literatura, dedica-se ao gênero de terror. Já escreveu roteiros para peças teatrais escolares, como também já atuou.

 

Natasha Roxane é formada em Ciências Biológicas com especialização em Biociências Forenses. Estuda e realiza trabalhos como atriz e artista de voz, trabalhando ainda como designer gráfica e revisora freelance. Gosta de escrever prosa desde criança, e explora também outras formas de escrita, como poema e roteiro. Um Refúgio Inalcançável é sua primeira publicação literária.



Pablo Barbosa de Oliveira é formado em Museologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Além de atuar como museólogo, é colunista e escritor. Recentemente, lançou seu primeiro livro solo: Gaúchas Negras, ficção fantástica tendo como pano de fundo a Guerra dos Farrapos.



Ale Dossena tem pós-graduação em Administração de Empresas e possui Licenciatura em Letras. Além de escritora, é leitora crítica, revisora, antologista, produtora de conteúdo e apresentadora do canal e do blog Portão Literário. Dentre os livros que revisou, está Dragão Noel, escrito e ilustrado por Lu Evans e sua filha Dandara Evans. Publicou uma coletânea de poesias em 2012, Sonhando e Poetizando. E quatro livros infantis entre 2013 e 2019: O Sapo Tonico e Sua Descoberta; O Diário de Lirityl; A Montanha dos Brinquedos Perdidos; Donatelo, o Dragão Amarelo. É membro do Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro, Curitiba pelo qual co-organizou a coletânea Tempo de Dragões e atualmente está em processo de co-organização de Tempo de Exploradores. Pelo selo Nebula, atuou como organizadora das coletâneas Feéricas, Sob as Luzes de Yule, A Volta dos Deuses Astronautas e Fantasmagóricas; contista em Simplesmente Más e prefaciadora do vol. 2 Folclore da Coleção Mundos Fantásticos. Desde 2012 participa como contista em várias antologias, acumulando prêmios, citações e honras, como a Medalha Luiz Vaz de Camões pela Editora Mágico de Oz em 2016 e Troféu da Casa de Jorge Amado pelo Núcleo de Artes e Letras de Buenos Aires em 2015.

Lu Evans é formada em Jornalismo. Começou sua carreira artística na dança e no teatro. Na literatura, dedica-se ao gênero fantástico. Tem contos em revistas e antologias diversas. É membro do Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro (Curitiba) e gerencia o selo literário Nebula, que publica livros clássicos mundiais. Pelo mesmo selo, lança antologias contemporâneas de literatura fantástica nacional nas quais atua como organizadora, revisora e contista. São elas: Feéricas; Sob as Luzes de Yule; A Volta dos Deuses Astronautas; Simplesmente Más; Fantasmagóricas; Coleção Mundos Fantásticos (vols. Fantasia, Folclore, Gótico, Scifi, Distopia). Obras solo e em coautoria: Somniis (distopia em coautoria com Graci Rocha); Hili (sci-fi romântica), Teatro (com 20 peças para crianças); Dragão Noel (aventura natalina infanto-juvenil em coautoria com sua filha Dandara Evans); e série juvenil Zylgor: A Princesa das Águas, O Príncipe Flamejante, A Princesa dos Ventos, O Senhor dos Abismos. Ainda esse ano, lançará seu primeiro livro solo de contos de scifi: Dramas Robóticos & Outros Contos Futuristas.

E é isso gente!

Não é só sobre escrever, sobre publicar, sobre conquistar leitores. Organizar uma coletânea é, além de todas essas coisas, praticar, motivar, pesquisar, conversar, conhecer, unir pessoas pela literatura! 

Eu e Lu Evans aproveitamos a postagem para agradecer aos autores participantes e desejar a todos muito sucesso em suas conquistas literárias.

Beijos!