10 de agosto de 2018

EU LI: Três Viajantes (Thiago Tizzot)

Oi gente!


No primeiro semestre desse ano eu fiz um curso de escrita aqui em Curitiba e juntamente com a Gabriela Ribeiro, o Thiago Tizzot foi meu professor. Muitas vezes você lê o livro e depois quer conhecer o escritor. Nesse caso o sentido foi inverso, eu conheci o escritor e quis ler seus livros. 

Então visitei a Arte & Letra e adquiri meu exemplar de "Três Viajantes". Para quem não conhece a Arte & Letra, é uma livraria-editora-café curitibana, sempre inclusa nas minhas indicações como ponto turístico literário em Curitiba. Os motivos? Entra no site e morra de vontade de visitar, porque agora vamos falar do livro. ;-)


“Três Viajantes” foi publicado em 2014 e descobri que seu personagem principal, o Estus, já faz parte de outras histórias do autor, que envolvem Breasal, seu mundo fictício. 

Na história Estus segue acompanhado de Rusc e Lisael, todos prisioneiros nas masmorras da Fortaleza de Perfain, quando a história dá início. Depois eles partem para uma aventura e precisam buscar respostas que envolvem registros antigos. Sim! Um dos destinos dos aventureiros é a Biblioteca de Krassen, o que nos leva a descobrir que o autor inseriu na história aspectos da literatura e amor aos livros, e que obviamente, já ganharia a leitora aqui só por isso. Mas não fica nisso! A história tem conflitos, reflexões e encontros, como a inserção de uma personagem feminina bem importante na aventura, a Aetla, uma andarilha que ajuda os três viajantes a buscarem respostas para um antigo segredo. Personagens cativantes e cenários bem bacanas!


Também preciso destacar que o livro tem notas de rodapés que indicam publicações do autor em outras obras, onde se é possível conhecer mais sobre um lugar ou personagem citado, como é o caso do “mosteiro de Nafgun”, cuja nota na página 18 aponta para o conto “Qenari” no livro “A Ira dos Dragões e outros contos”. É a primeira vez que vejo isso em um livro de fantasia e gostei bastante! 


É um livro curto, com 139 páginas, uma leitura rápida mas que justamente por isso, além de deixar no leitor aquele gostinho de quero mais, ganha minha recomendação para uso nas escolas. Assim como quando indiquei “Anna e a Trilha Secreta” da autora Ana Lúcia Merege. É de livros assim que os alunos precisam para adquirir o hábito da leitura. Objetividade, clareza, fantasia, mistério, histórias fictícias embutidas de reflexões válidas como essa de “Três Viajantes”: - É possível saber de todo o seu futuro?

Thiago Tizzot também é autor de "A Ira dos Dragões", lançado em 2009 e "Segredo da Guerra", lançado em 2005. E para quem sentiu curiosidade em conhecer o universo de Breasal, tenho uma novidade. Soube há poucos dias que no próximo ano a Arte & Letra publica “A Queda do Abutre”, a primeira HQ passada em Breasal, com textos do próprio Thiago e ilustrações de Ibraim Roberson

Eu já estou esperando!

Boa leitura a todos! 

31 de julho de 2018

EU LI: "Um Apólogo" (Machado de Assis)

Oi gente!

Sou adepta do "tudo tem seu tempo" e acho que isso se aplica inclusive às leituras machadianas. Tive a oportunidade de conhecer uma obra de Machado de Assis na escola, mas diferente de poucos que conseguiram captar a essência da obra desde muito cedo e seguir acompanhando as leituras, eu não me interessei muito na época e só li mesmo por obrigação.

Há alguns anos, na faculdade de Letras precisei reler Dom Casmurro, e qual foi minha surpresa, me encantei com Machado! Passei a ler outros trabalhos do autor e continuo seguindo a conhecer seu legado de obras maravilhosas. Tardiamente, mas com maior bagagem literária e por isso aproveitando muito mais.

Devido a essa experiência pessoal, em meus trabalhos de divulgação literária apoio muito as adaptações de clássicos, para o público infantojuvenil, ilustradas, em quadrinhos e etc. A cada dia o mercado editorial vem trazendo tantas novidades bacanas e eu acho super válido! Certamente se eu tivesse lido uma adaptação na escola, não teria ficado afastada de Machado por tantos anos.

Por isso hoje quero mostrar essa edição, que não é bem um adaptação, mas uma versão ilustrada de "Um Apólogo", de Machado de Assis! Para quem não sabe o que é um apólogo, o dicionário define como um ensinamento moral em forma de fábula. Nesse apólogo de Machado, a linha e a agulha travam uma intrigante discussão para decidir qual das duas tem mais importância na costura de um vestido.

O que me chamou a atenção foram as possibilidades de interpretação, li por duas vezes e a segunda leitura me trouxe complementos de interpretação que não obtive na primeira. Essa é uma das mágicas da obra machadiana! O texto é curto, não dá para falar da história, se você não leu, recomendo!






Pelas fotos dá para ver que a edição é bem atrativa né? As ilustrações de Ana Raquel são belas e originais. Também faço menção à escritora Susam Blum Moura, que foi quem me indicou essa leitura valiosa. E caso você se interesse pela história mas não queira adquirir em edição impressa, com certeza encontrará versões gratuitas na internet. =)

Boa leitura!

25 de julho de 2018

EU LI: Dom Quixote de La Mancha

2018 será um ano literário marcado por essa leitura. O ano em que li Dom Quixote de La Mancha! \o/

Deixo aqui na postagem os dois vídeos sobre a obra. No vídeo 2 para deixar além das minhas impressões, outras leituras que agregaram (e muito!) minha experiência com esse clássico!

Só clicar nas fotos para assistir:

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19 de julho de 2018

EU LI: O Anel do Nibelungo (Gabriel Lacerda)

Oi gente!

O livro escolhido para a postagem de hoje, além de conter uma temática que gosto muito, é de uma atratividade visual sem tamanho, por isso decidi fotografar algumas páginas para mostrar a vocês. Apresento a versão romanceada da ópera "Der Ring des Nibelungen"! 


"O Anel do Nibelungo" é na verdade a tradução do título original alemão "Der Ring des Nibelungen", que na verdade é uma ópera famosa do compositor Richard Wagner. Considerada uma das obras mais importantes na música erudita, é baseada na mitologia nórdica e foi escrita entre 1853 e 1874. A primeira apresentação da ópera data de 1876 na Alemanha e o enredo é baseado em um drama que gira em torno de um anel roubado.


Dá até para dizer que o anel é o protagonista, porque todas as situações da história giram em torno de sua influência sobre os deuses e humanos. Isso te lembra alguma coisa? Sim! Existem indícios de que Tolkien teria se inspirado na história para criar "O Senhor dos Anéis".


De fato percebemos algumas referências à obra de Tolkien, como as temáticas de corrupção de almas, sede de poder e escolhas. Na história em questão, o anel dá poderes ilimitados a quem renuncie ao amor, por exemplo. Tem também um romance entre um guerreiro e uma personagem imortal. Mas aqui a escrita é objetiva, sem longas descrições e bem focada no caráter mitológico.


São apenas 96 páginas, divididas entre a escrita e uma linda diagramação, com ilustrações de encher os olhos, criadas por Arthur Rackham. 


Claro que adorei a história, principalmente por conhecer um pouco mais sobre os mitos nórdicos, mas a leitura foi mais rápida do que a apreciação. É uma linda publicação para se ter na estante!

Beijos!

13 de julho de 2018

EU LI: O mundo se despedaça, A paz dura pouco, A flecha de Deus (Chinua Achebe)

Oi gente!

Chinua Achebe é um dos autores africanos mais conhecidos do século XX. Sua literatura inspira muitos autores nigerianos contemporâneos e a trilogia comentada no vídeo de hoje trata dos conflitos entre o governo colonial britânico e os povos Igbo. Confira!
https://www.youtube.com/watch?v=IrNIS0iUXLo

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Um ótimo final de semana a todos!