24 de setembro de 2016

Eu li #87 - A Ilha Perdida

Oi gente!

Ontem eu soltei um vídeo especial lá no Portão! A abertura de um projeto em conjunto com amigas booktubers chamado "Pescando Histórias". E, além de explicar como vai funcionar, para abrir o projeto eu mostrei o livro "A Ilha Perdida". Mas pasmem! Não é aquele que todos conhecem da Maria José Dupré que fazia parte da Série Vagalume não. É uma pequena história, escrita pela nada mais nada menos que Margaret Mitchell, a autora de "E o vento levou...". Sim! Embora o fato conhecido seja de que é a única obra da autora, esse romance escrito aos seus 16 anos foi publicado junto com a biografia da autora, em um livro de encher os olhos. Vamos conferir?

Clique para assistir o vídeo
Beijos

22 de setembro de 2016

Eu li #86 - São Bernardo

Oi gente!

Depois de ler "Vidas Secas" no ano passado, coloquei outra famosa obra de Graciliano Ramos nas metas desse ano: São Bernardo. Graciliano fez parte da geração que marcou a segunda fase do Modernismo no Brasil, onde o regionalismo tomou o lugar do parnasianismo, que priorizava a formalidade. Então, com o mesmo estilo seco e direto, assim como em Vidas Secas, essa história também é marcada por sofrimentos e a necessidade de vencer obstáculos pela sobrevivência. A grande diferença é que Vidas Secas tem sua ambientação no sertão e São Bernardo se passa na vida urbana. Uma história breve e bem objetiva, de um homem humilde que acaba se tornando fazendeiro e busca uma esposa. Porém, seu objetivo com o casamento era acumular riquezas e não amar.


O protagonista da obra, Paulo Honório, que também é o narrador, é um homem fechado e hostil, que apenas se aproxima das pessoas por interesse próprio. O típico empreendedor obstinado, que deseja fazer fortuna sem importar-se com suas ações e a quem elas influenciam. O cara é espertão, manipulador e egoísta. Ah, e não aceita perder. Deu para perceber que não gostei nem um pouco dele né? Mas ainda esqueci de uma característica. Ele é ingrato. 

Bom, um certo dia ele arruma uma esposa, a Madalena. Que era totalmente o aposto, encantando todos com quem convivia e esbanjando carisma e boa vontade. O contraste era tanto que Paulo Honório "pirou". Foi um total choque de realidade que o levou a ações absurdas e impiedosas. E aí é que entra a maestria de Graciliano. Em descrever tudo isso e trazer à tona tantas reflexões, fazendo-me gostar do livro, ao contrário de muitos leitores. Porque no final das contas, percebi que Paulo Honório percebeu na esposa tudo que ele não era. E o autor, ao explorar esse conflito, foi perfeito! A leitura em si, de modo geral, é um pouco arrastada, mas o livro é breve e as reflexões que ele traz com relação ao amor e dinheiro, compensam muito.


Algumas pessoas comparam "São Bernardo" com "Dom Casmurro", de Machado de Assis. Acho que a rudeza do personagem até lembra (o ciúme doentio também!). Mas eu confesso que não consegui ler "Dom Casmurro" com a mesma boa vontade que li esse. Acho que a escrita de Graciliano é enxuta, não enrola o leitor, é eficaz e por isso me agrada mais. Recomendo!

Beijos!

21 de setembro de 2016

Eu li #85 - O Dragão de Gelo

Oi gente!

Existe sempre uma polêmica entre os fãs de "Guerra dos Tronos" e os "alienados" né? Tipo eu...hahaha! Falei sobre isso no vídeo das leituras do mês de agosto, só clicar aqui para assistir. Aí que quando eu falo que não assisto Guerra dos Tronos, o povo fica abismado. Como assim? Justo você? E eu replico: Como assim digo eu! Como assim justo eu? E o debate se inicia. 

Acontece que, se alguém que me conhece muito se admira, eu entendo. Porque a pessoa sabe meus gostos literários e cinematográficos e sim, é inacreditável que eu, fã assumida de literatura épica e fantástica, não tenho lido George Martin nem assistido ao seriado. Então expliquei no vídeo que antes de assistir, quero ler os livros. E não me encorajo em ler aquele "mundaréu" de continuações simplesmente porque amo o tema, e vou largar tudo em paralelo para acompanhar. Estou em uma fase de muito estudo e aprendizado, com a faculdade de Letras e contato com a Literatura como cultura e componente das transformações da humanidade ao longo da história. E isso não é pouco gente, tem assunto "prá mais de metro", como dizia meu pai. Tenho sido muito eclética nas leituras, experimentado, vivenciado, inclusive com as leituras da faculdade. Então, sinto muito, agora não dá.

Mas eis que o Ítalo, meu colega de sala, sugeriu então que eu apenas conhecesse a escrita do autor, lendo a sua obra infantil, "O Dragão de Gelo". Sugestão que acatei e concluí em menos de dois dias, porque como disse, amo a temática esse sim, sendo livro infantil, me tomou pouco tempo. Aliás, a edição é tão linda que levei mais tempo admirando-a do que lendo a história, que é bem curta. =)


Em "O Dragão de Gelo", vamos conhecer a história de Adara, uma menina muito quieta que nasceu em um rigoroso inverno que levou sua mãe durante o parto, deixando em sua filha marcas visíveis do acontecimento. Adara era pálida e fria. Não chorava nem demonstrava seus sentimentos. Ela vivia no Norte com seus pais e dois irmãos.


Adara, ao contrário do povoado, sentia uma grande intimidade com o Dragão de Gelo, temido por todos por trazer o frio e fome. Ela, no entanto, aguardava ansiosa o inverno e sua chegada. Ainda pequena já conseguia montá-lo e quando o reino se tornou ameaçado por um exército de Dragões inimigos, essa amizade foi colocada à prova e muitas mudanças determinariam o futuro dos dois. 


Em uma história infantil não dá para se estender muito na resenha, sob o risco de spoilers, mas o que mais me chamou a atenção foi a riqueza de detalhes em uma história tão breve. Acho que dá para entender mesmo a escrita do autor e o motivo de seus livros terem tantos personagens, como dizem. E como disse no início da postagem, a edição é digna de uma boa parada para admirações. Um capricho imenso no visual que a Editora Leya demonstrou, que dá gosto de olhar! Detalhes em dourado, capa com gramatura grossa (não chega a ser capa dura mas bem melhor que a tradicional), ilustrações belíssimas do espanhol Luis Royo e uma linda história para se contar.

Beijos!

20 de setembro de 2016

Eu li #84 - Rainha Vitória

Oi gente!

Hoje tem impressões de leitura mas lá no canal! Um vídeo que amei fazer, onde converso um pouquinho sobre a influência da Era Vitoriana nas obras literárias da época. E claro, das Irmãs Brontë, motivo pelo qual atrelei a leitura ao projeto. Vem conferir!

Clique para assistir o vídeo
Beijos!

16 de setembro de 2016

Eu li #83 - Onde os Demônios Habitam

Oi gente!!

Hoje tem resenha e impressões de leitura lá no Portão Literário! O livro escolhido foi "Onde os Demônios Habitam", trabalho de estreia da escritora Bella Nine, uma amiga booktuber que esbanja talento em prender o leitor. Eu adorei! Quer saber mais, clica na foto e assista ao vídeo!

Clique para assistir o vídeo
Beijos!

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