Mostrando postagens com marcador Fantasia Medieval. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fantasia Medieval. Mostrar todas as postagens

2 de junho de 2020

TEMPO DE DRAGÕES (Coletânea organizada por Valter Cardoso, Ale Dossena e Rafael Duarte)

Oi gente!

Hoje é dia de divulgar os detalhes da coletânea "Tempo de Dragões", organizada por mim, junto com Valter Cardoso e Rafael Duarte, amigos escritores do NLCAC - Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro. Os contos recebidos nos surpreenderam não só pela quantidade, como também pela qualidade! Desde o planejamento da coletânea, estipulamos uma quantidade aproximada de contos a ser publicada, para garantir uma obra diferenciada não só no aspecto literário, mas em revisão, apresentação e projeto gráfico.

Seguindo os padrões do NLCAC, além da revisão gramatical, todos os contos foram analisados profundamente, quanto a criatividade, narrativa, desenvolvimento dos personagens e demais detalhes que os tornem obras literárias de grande apreço. Apesar de trabalhoso, tivemos uma deliciosa experiência, conhecendo dragões dos mais diversos tipos e locais do mundo. Nossa coletânea ganhou até uma participação internacional!


No meio do projeto, uma surpresa boa. Firmamos uma parceria com a artista plástica Ales de Lara, que foi responsável pelas artes internas e pela capa. Agora, além da diagramação caprichada que planejamos, cada conto terá uma imagem exclusiva.


Uma participação muito especial foi a do escritor Christopher Kastensmidt, que fez o prefácio da coletânea.



Nós, organizadores, também contribuímos com histórias sobre dragões. E eu confesso que foi um dos contos que mais gostei de escrever. Abaixo uma breve sinopse dos nossos contos.

Sr. Henry, proprietário de um antiquário na Inglaterra, atende seus clientes com atenção e cordialidade. Mas nem imagina que um dos objetos nas suas prateleiras, revela uma trágica história de amor do passado.

O dia a dia em uma produção cinematográfica de baixo orçamento revela uma enorme e perigosa oportunidade para o ambicioso diretor durante os testes para o elenco.

Uma fada, para salvar sua tutora e amiga de um envenenamento, precisa buscar um conhecimento esquecido há muitos séculos. Só alguém muito longevo pode lembrar-se dessa sabedoria ancestral, mas há um grande perigo envolvido na procura.

E agora vamos conhecer os autores selecionados, com seus respectivos contos? Percorram os banners individuais com as informações do autor e uma breve sinopse na descrição da imagem.

Dragões geralmente remetem ao imaginário de uma Europa Medieval, com castelos, cavaleiros e princesas. Mas como seriam em outros lugares? Como seriam os dragões de um Brasil na época colonial? Como seria seu combate com índios tupis e bandeirantes, ao invés de cavaleiros com armaduras brilhantes? É o quadro que este conto tenta pintar, trazendo a cultura de dragões às terras tupiniquins e mostrando que aqui também há espaço para lendas destas gigantescas criaturas.

Após séculos de animosidade, o Povo Dragão do Principado de Skamandra finalmente enviou um embaixador para negociar um tratado de amizade com a cidade de Flândria. Hospedado no palácio do governo, ele se mostra muito amável, mas seus constantes rugidos e agitação deixam todos nervosos. Também inquieta, mas empenhada antes de tudo em garantir o bem-estar do hóspede, Yolanda, a governanta do palácio, acaba por descobrir algo sobre os dragões que escapa ao conhecimento dos maiores estudiosos de Flândria.

Há quinhentos anos, aventureiros invadiam os covis de dragões que aterrorizavam a população para roubar seus tesouros. Mas, hoje em dia, dragões trocaram suas cavernas por arranha-céus, e usam seguranças particulares e cofres de última geração. As coisas ficaram bem mais difíceis. Difíceis, mas, como três audaciosos ladrões vão provar, não impossíveis.

Um nobre franzino e obcecado pela glória de seu antepassado fará de tudo para demonstrar seu heroísmo. Até tentar matar um dragão, com a ajuda de seu fiel e fortíssimo criado Teleguim.

Erick está perdendo algo de valor: seu humano de estimação. Sem rumo, ele busca a ajuda do único que pode curá-lo, seu tio Shiukan. No entanto, ao invés de ajudá-lo, Shiukan mostra a Erick que a morte está mais próxima do que ele imagina. Em meio ao desespero, Erick recebe do seu tio mais do que simples conselhos e descobre o que realmente tem valor e faz valer a pena viver.

Juquinha e Alcides amanhecem num sábado esquisito, com ar cheirando a mofo. Nesse dia, as comunicações não funcionam e ambos perambulam pelas cercanias, encontrando vários ninhos de ovos esverdeados e malcheirosos. Quando os ovos se quebram, surgem muitos filhotes de dragão, que vão aterrorizar a cidade. Dirigindo-se à prefeitura, vão descobrir que a humanidade está sem saída e que foi dominada por reptilianos que se aliaram aos dragões. 

Nesse conto, que mistura episódios históricos, lendas e fantasia, o leitor conhece o dragão Gregório, o inusitado guardião do Santo Graal. Para desempenhar a importante função, Gregório finge ser uma estátua no topo de uma antiga igreja. Seu tempo de serviço está quase terminando e logo será substituído por outro guardião. Ele relembra aventuras e faz planos para o futuro, mas, no final, nem tudo sai como programado.

Devido ao seu poder destrutivo, os dragões foram colocados em uma cúpula interdimensional. Mas em uma excursão proibida dentro da cúpula, Eliana encontra um dragãozinho que a segue até seu mundo. Em vez de denunciar sua presença, Eliana torna-se amiga do Fofinho. Até ele crescer e trazer terríveis consequências...

Sir Edward, um cavaleiro, se aventura até um castelo perdido onde pretende matar um dragão e salvar a princesa. Mas ao chegar lá percebe que a princesa não se encontra no recinto. Mas o dragão sim. Ao invés de um combate feroz como o de costume, os improváveis amigos debatem sobre o machismo estrutural, sobre como princesas não precisam esperar serem salvas e que cavaleiros podem seguir seus corações e sentimentos.

Quando as Sombras do Grande Feiticeiro Necromante chegam ao Submundo, a dragão Ágama é obrigada a deixar seu lar e ser carcereira de uma princesa em um castelo. O que o Necromante não poderia prever era a amizade que nasceria entre as duas, menos ainda que uma única escama poderia ser a grande ameaça ao seu reinado de horror.

O planeta Terra vive dias escuros, e uma grande guerra, planejada por seres de outra dimensão, promove o caos à nossa civilização. Quando os combates chegam ao Japão, um querubim e o dragão protetor daquele povo precisam da ajuda de um monge budista para prender um dos anjos caídos e mudar o destino do orbe.

Enquanto duas crianças descobrem como lidar com a difícil separação dos pais, um avô descendente de poloneses e residente de uma cidade em algum lugar da região sul do Brasil reconta aos netos uma lenda da terra de seus antepassados. Trata-se da história de Krakow, o dragão negro, e como ele foi derrotado, não pelos mais valente entre os guerreiros, mas por um simples jovem apaixonado. Sem que as crianças percebam, a história do avô é um rito de passagem importante para que eles entendam o verdadeiro poder das histórias de dragões na vida adulta.

E por enquanto é isso! Agora, estamos todos ansiosos aguardando o lançamento. O processo de diagramação já está adiantado e logo poderemos degustar todas estas belas e inusitadas histórias de dragões. Importante destacar que também foi parte do nosso trabalho enviar feedback para todos os participantes, inclusive os não selecionados. Todos receberam algumas análises e sugestões de aprimoramento, conforme o padrão que usamos no NLCAC. Entendemos que as dicas poderão ser úteis aos projetos futuros dos autores.


Acompanhem as notícias em nossas redes sociais e não percam as postagens de lançamento. Teremos o lançamento do e-book pela Amazon e na sequência o lançamento da versão física. Todos torcendo para acabar a quarentena e podermos estar juntos novamente, em eventos presenciais, falando de literatura!

Até mais!

9 de março de 2019

EU LI: Abominação (Gary Whitta) | Portão Literário

Hoje é minha vez! Minha contribuição (deveria -sqn- muito!) para o projeto Mitologia Nórdica idealizado pelo canal da Lu Evans! Me senti enganada pela sinopse, mas valeu a leitura!

Clique para assistir

15 de outubro de 2018

EU LI: Orlando e o Escudo da Coragem (Ana Lúcia Merege)

Oi gente!

Eu não disse que nesse mês de outubro estaria alternando minhas dicas com os melhores temas? Infantil e Halloween! \o/

E hoje vou comentar um pouquinho sobre o novo livro da escritora Ana Lúcia Merege, que como vocês já sabem, sou muito fã! No ano passado fiz uma resenha em vídeo sobre “Anna e a Trilha Secreta”, outro livro dela que gostei muito. Para assistir clique aqui, porque hoje nós vamos falar sobre "Orlando e o Escudo da Coragem. =)


Em Orlando temos um protagonista de 12 anos, que apesar da pouca idade não esconde desde os primeiros capítulos sua sensibilidade e visão além do alcance! Aquela visão originada da palavrinha amada que todos os fãs de fantasia adoram ouvir: Magia!

Isso mesmo, Orlando tem o dom da Magia e a capacidade de ouvir conselhos através de sonhos e da sua intuição. Além desse dom, que a princípio é um segredo só dele, Orlando teima em treinar o seu falcão Vesgo, que como o nome já diz, tem dificuldades com a visão, ausência de uma qualidade para um falcão caçar. Só que aos poucos, Orlando vai percebendo na realidade que Vesgo, com sua dificuldade, aperfeiçoou divinamente outras habilidades! Essa descoberta se dá aos poucos, trazendo ao leitor a identificação, a sensibilização em torno de algo inerente a cada um de nós. Afinal de contas, além de possíveis limitações físicas, quem não tem limitações em algum aspecto, não é mesmo? Seres humanos imperfeitos, é o que somos! Mas o segredo é... avante! Descobriremos nossos talentos!

Dedicatória do livro! \o/
Logo no início da história, Orlando é convidado para ser escudeiro de seu irmão Lionel, no torneio das Colinas Negras. Mas por um mero acaso ele acaba protagonizando uma grande aventura, descobrindo-se, e ao mesmo tempo, deixando lições de lealdade, amizade e coragem. Pois é. “Orlando e o escudo da coragem” é principalmente, como o nome já aponta, uma história sobre coragem. Coragem se baseia em ausência de medos? Ou significa enfrentá-los? Coragem não seria também enxergar no próximo seus talentos e não depreciá-lo em prol de padrões sociais?

As ilustrações do Erick Sama agregam  ainda maisvalor às histórias da Ana!
Cheguei a me lembrar e resgatar um mini conto que escrevi e que agora faz parte de um projeto de história que está saindo. Em uma passagem, a águia diz à menina: "- Coragem não é a falta do medo, - disse a águia para Clarinha. O medo está sempre presente. Coragem é resistir ao medo e libertar a confiança dentro de você."

Preciso de mais argumentos para dizer porque gosto tanto da literatura da Ana Merege? ;-)


Assim como em “Anna e a Trilha Secreta”, esse livro não é um livro apenas para crianças e jovens, na minha opinião deve ser lido por pais e principalmente, utilizado pelos professores em escolas, pela rica literatura e cunho educativo. 

Destaque também pelo belo trabalho da Editora Draco. "Orlando e o Escudo da Coragem" foi editado nos mesmos padrões de "Anna e a Trilha Secreta", deixando os dois lado a lado embelezando a estante.  Espero que sejam presságios de outras histórias que vem por aí!

Boa leitura!

13 de outubro de 2018

O PODER DAS HISTÓRIAS - PARTE 1 | Portão Literário

Oi gente!

Aproveitando o feriado para descansar um pouquinho mas deixando aquele vídeo que já estava devendo faz tempo!
Ontem foi Dia das Crianças e na próxima segunda será o Dia do Professor. Juntei as comemorações e inaugurei uma série de vídeos com foco no curso que apliquei na faculdade em 2017: "O Poder das Histórias"! Espero que gostem!

Clique para assistir

21 de setembro de 2016

Eu li #85 - O Dragão de Gelo

Oi gente!

Existe sempre uma polêmica entre os fãs de "Guerra dos Tronos" e os "alienados" né? Tipo eu...hahaha! Falei sobre isso no vídeo das leituras do mês de agosto, só clicar aqui para assistir. Aí que quando eu falo que não assisto Guerra dos Tronos, o povo fica abismado. Como assim? Justo você? E eu replico: Como assim digo eu! Como assim justo eu? E o debate se inicia. 

Acontece que, se alguém que me conhece muito se admira, eu entendo. Porque a pessoa sabe meus gostos literários e cinematográficos e sim, é inacreditável que eu, fã assumida de literatura épica e fantástica, não tenho lido George Martin nem assistido ao seriado. Então expliquei no vídeo que antes de assistir, quero ler os livros. E não me encorajo em ler aquele "mundaréu" de continuações simplesmente porque amo o tema, e vou largar tudo em paralelo para acompanhar. Estou em uma fase de muito estudo e aprendizado, com a faculdade de Letras e contato com a Literatura como cultura e componente das transformações da humanidade ao longo da história. E isso não é pouco gente, tem assunto "prá mais de metro", como dizia meu pai. Tenho sido muito eclética nas leituras, experimentado, vivenciado, inclusive com as leituras da faculdade. Então, sinto muito, agora não dá.

Mas eis que o Ítalo, meu colega de sala, sugeriu então que eu apenas conhecesse a escrita do autor, lendo a sua obra infantil, "O Dragão de Gelo". Sugestão que acatei e concluí em menos de dois dias, porque como disse, amo a temática esse sim, sendo livro infantil, me tomou pouco tempo. Aliás, a edição é tão linda que levei mais tempo admirando-a do que lendo a história, que é bem curta. =)


Em "O Dragão de Gelo", vamos conhecer a história de Adara, uma menina muito quieta que nasceu em um rigoroso inverno que levou sua mãe durante o parto, deixando em sua filha marcas visíveis do acontecimento. Adara era pálida e fria. Não chorava nem demonstrava seus sentimentos. Ela vivia no Norte com seus pais e dois irmãos.


Adara, ao contrário do povoado, sentia uma grande intimidade com o Dragão de Gelo, temido por todos por trazer o frio e fome. Ela, no entanto, aguardava ansiosa o inverno e sua chegada. Ainda pequena já conseguia montá-lo e quando o reino se tornou ameaçado por um exército de Dragões inimigos, essa amizade foi colocada à prova e muitas mudanças determinariam o futuro dos dois. 


Em uma história infantil não dá para se estender muito na resenha, sob o risco de spoilers, mas o que mais me chamou a atenção foi a riqueza de detalhes em uma história tão breve. Acho que dá para entender mesmo a escrita do autor e o motivo de seus livros terem tantos personagens, como dizem. E como disse no início da postagem, a edição é digna de uma boa parada para admirações. Um capricho imenso no visual que a Editora Leya demonstrou, que dá gosto de olhar! Detalhes em dourado, capa com gramatura grossa (não chega a ser capa dura mas bem melhor que a tradicional), ilustrações belíssimas do espanhol Luis Royo e uma linda história para se contar.

Beijos!

29 de junho de 2016

Eu li #75 - Assassin’s Creed: A Cruzada Secreta

Oi gente!

Quem conhece o lema do Portão Literário já sabe que o foco aqui é diversidade na literatura né? E é essa a ideia mesmo, você verá por aqui desde clássicos e literatura infantil, até terror e sim! Livros que inspiraram games e livros inspirados em games! Como é o caso de Assassin's Creed!!!



A história dessa leitura me chamou a atenção, porque eu amo contextos históricos e viagens no tempo, dois assuntos que são abordados na saga. Então, desde 2012, quando um colega me recomendou conhecer os livros, alegando que eu curtiria, fiquei curiosa, mas fui postergando. Até no mês passado o marido baixar o jogo no Xbox e eu ficar um pouquinho ao lado dele observando a história! Ele foi me explicando e pimba! Soltei um: "preciso dos livros!"

Antes de iniciar a leitura, procurei saber da cronologia. E descobri que "A Cruzada Secreta", embora tenha sido publicada como terceiro livro, é a primeira história na cronologia da saga, porque conta a história de Altair, que é o personagem principal do primeiro jogo e o ícone inicial de tudo. Quem narra "A Cruzada Secreta" é Nicollo Pollo, que vai contar sobre a vida de Altair Inn-La'Ahad. A trama se passa no século XIII, durante as Cruzadas, onde visitamos cidades como Jerusalém, Acre e Masyaf. Altair foi treinado pelo Credo dos Assassinos e com vinte anos já era mestre, mas possuía tanta arrogância quanto sua habilidade. Até que por conta disso, comete um erro gravíssimo e cobre-se de vergonha. Então precisou recomeçar sem nenhum privilégio e realizar uma série de missões para recuperar o respeito dos companheiros.



No início do livro dá para perceber apenas a transcrição do jogo. Uma sequencia de ações e dificuldades mostra exatamente o que está contido no game. Depois a trama emenda outras coisas, como Altair não dedicando-se a estudar os artefatos que encontra, e isso é que dá conteúdo para os próximos livros (jogos), abrindo espaço para o personagem do futuro, Ezio, tão conhecido nos dois primeiros livros da saga e nos jogos.

Há quem diga que esses jogos são nocivos. Eu achei que Assassin's Creed, além de trazer a atemporal luta do bem contra o mal, nos oferece uma visão da história com os personagens históricos que aparecem no meio das tramas. "A Cruzada Secreta" em particular traz uma nítida mensagem da importância da humildade em tudo que se faça, pois durante todo o livro Altair lutou para adquirir esse aprendizado. Isso o faz repensar suas atitudes e os ensinamentos do Credo, levando-o a basicamente fundar um novo Credo com o que acreditava. Gostei muito da personagem Maria, uma inglesa que se vestiu de soldado para lutar nas Cruzadas e que acaba incrementando a história por seu relacionamento divertido com Altair.

"Dediquei meu coração a conhecer a sabedoria, e a conhecer a loucura e a insensatez. Percebi que isso também era correr atrás do vento. Pois em muita sabedoria há muita dor, e aquele que aumenta o conhecimento aumenta a dor."

Embora não tenha acompanhado o jogo inteiro, deu para perceber que Oliver Bowden transcreveu muito bem a história nesse primeiro livro. Gostei da história, dos personagens e dos cenários. Mas confesso que achei alguns erros de português na narrativa, porém nada que me impeça de ler os próximos livros da saga.

Beijos!

13 de abril de 2016

Eu li #60 - Os Herdeiros de Hammerfell

Oi gente!

Voltando a falar de Darkover! Adoro! Sinto tanto não encontrar muitos fãs aqui no Brasil, não ter com quem comentar as histórias, enfim... deixo o registro aqui no blog porque quem sabe, alguém se identifica e se manifesta né? (rs). Hoje vou falar sobre o quinto livro da série em ordem cronológica, "Os Herdeiros de Hammerfell", outra história contada da época dos Cem Reinos, onde existia uma grande rivalidade entre dois deles, os Hammerfell e os Storn. Era como uma briga de clãs que ultrapassava gerações. Então os Storns resolvem incendiar o castelo de seu inimigo, matando o Lorde Hammerfell e obrigando sua mulher a fugir com dois filhos gêmeos ainda bebês. Pois é, já começa nessa tensão toda aí. Para quem não lê Darkover, a série é uma cronologia de ficção científica e fantasia medieval ambientada no mundo fictício de Darkover, criado pela autora Marion Zimmer Bradley. Embora seja uma história independente (nesse livro só fantasia medieval) para enteder melhor o contexto da história, sugiro verificar resenhas dos livros anteriores, clicando aqui.


E nessa bagunça toda, os gêmeos Alastair e Conn acabam sendo separados (parece coisa de novela mexicana né?). Mas sim, todos esses conflitos entre os reinos culminam em Conn ser separado de sua mãe, enquanto ela com Alastair se refugiam em Thendara. A cidade de Thendara é como se fosse uma capital, onde vive a aristocracia de Darkover e muitas pessoas dotadas de laran. Resumindo o clichê "novela mexicana" (rs), os dois gêmeos crescem sem saber da existência um do outro, porém com objetivos em comum: vingar seu pai e terminar de vez com essa guerra sangrenta milenar.

Ilustração em acrílico (1996) de um dos reinos de Darkover (Castelo Comyn) - by Pyracantha

Bom, a surpresa fica por conta do laran de Conn se manifestar, trazendo desfechos imprevisíveis para o destino dos dois irmãos. Das suas escolhas (independentes e coletivas) seriam definidos um recomeço ou a ruína definitiva da família Hammerfell. Dos livros que li até agora da série, é o mais curto, apenas 246 páginas. Em compensação, ele é bem objetivo, não tem enrolação, foca nos acontecimentos decidivos e maiores conflitos dos personagens. Curto, direto e bom demais! =)

Beijos!

29 de fevereiro de 2016

Segundica Literária #6 - Trilogia Merlin

Oi gente!

Vamos à Segundica Literária da semana? Hoje eu escolhi uma trilogia cujo tema eu adoro, porém tenho uma história de leitora triste em torno dela para contar. E o que seria de mim se não pudesse contar histórias né? (rs). Pois bem. Tudo começou no final de 2006, quando um amigo, sabendo dos meus gostos por histórias medievais e principalmente, sobre Merlin e o Rei Artur, me indicou uma trilogia sobre a vida do mago, cujo primeiro livro chamava-se "A Caverna de Cristal". Ok. Procurei, encontrei fácil e adquiri. Lembro que fiz a leitura no feriado de Carnaval, em uma viagem para Dionísio Cerqueira, terra dos meus familiares.


Lógico que devorei o livro, porque ele simplesmente conta a história de Merlin desde sua infância, onde conhecemos Myrddin Emrys (seu nome original), desde os seis anos de idade. Sim! A autora, Mary Stewart, simplesmente revive o mito desse personagem tão amado por muitos leitores. Na história ele é o filho de uma princesa de Gales, que não revela o nome do pai de jeito nenhum. Então iniciam-se rumores de que ele seja o filho do demônio, principalmente depois que ele passa a ter visões e, para escapar da condenação, ele precisa se isolar nas montanhas. Lembro que um aspecto que me chamou a atenção na época foi que a autora, ao mesmo tempo que mostra o mago poderoso, também mostra o Merlin humano, onde muitas de suas atitudes não advém de seus poderes, mas de sua inteligência e da educação que ele recebeu de Galapas, um ermitão.

via Wizard Wonderland
Existem muitas interpretações a respeito do mito Merlin. Suas histórias mais conhecidas remontam do reinado de Artur e no início século X já haviam registros literários sobre ele. Mas quem foi na verdade Merlin? Um feiticeiro, um conselheiro real ou um profeta? Ou nenhum deles? Na trilogia a autora nos mostra um ponto de vista do próprio Merlin (o relato é em primeira pessoa!), do que foi a sua vida, ser acusado e condenado à morte, para depois tornar-se o guardião e conselheiro do Rei Artur. Interessante não? =)

Registros antigos de Merlin - via Wikipedia
Pois é. Agora vem a minha história triste. Depois que li "A Caverna de Cristal", fui procurar o segundo livro da série, "As Colinas Ocas". Quem disse que encontrei? Na época não era tão expert em achar livros raros como agora, cheguei a procurar em sebos e nada. E me recusei a ler o terceiro. Lembro que fiquei durante todo o ano de 2007 procurando, até que outras leituras me desviaram a atenção e desisti do assunto. Foi quando no final do ano passado descobri que a Editora Hunter Books relançou a trilogia. Eba!!!! Foi então que não perdi tempo, aproveitei uma oferta da Fnac.com e comprei os dois volumes que faltavam.


A capa miniatura é do primeiro volume, que não comprei porque mantive o meu. Embora eu ache que pode ter alguma diferença com tradução, talvez fosse interessante eu ter a trilogia nova completa. Preciso pesquisar isso antes de retomar a leitura. De qualquer forma, terei que ler o primeiro novamente, só lembro dos detalhes que comentei acima. Sim, é isso mesmo gente. Fiquei sem saber o restante da história por nada mais nada menos que oito anos! E agora, com tantas metas de leitura para os projetos e faculdade, nem tenho previsão a curto prazo de reiniciar a trilogia.


Mas independente de quando eu ler, eu li o primeiro e amei. Tenho certeza que será uma leitura agradável para todos os amantes do tema. A literatura que menciona Merlin é bem extensa, mas essa trilogia sem dúvida nos sugere algo diferente sobre o personagem, porque ele próprio é quem conta a história. Por isso, fica a dica! Se alguém já leu e gostou, me escreve contando! =)

Beijos!

9 de novembro de 2015

Eu li #34 - Darkover #4 - Dois para conquistar

Oi gente!!!

Depois de uma semaninha de férias, volto com tudo já resenhando Darkover! Este foi o quarto livro da série por ordem cronológica e é bem possível que eu só continue a saga no ano que vem, devido as demais metas de leitura. Mas levando em conta que assim como os livros da Marion no Brasil, informações e imagens sobre a saga também são raridades, prefiro ler devagar mas fazer as resenhas bacanas e com conteúdo legal. Ainda assim, com várias pesquisas, fica difícil. Como foi o caso de "Dois para conquistar", considerado um dos romances darkovanos menos conhecidos.


É que na verdade, ele não agrada muito aos fãs e vou explicar o motivo. A história se passa na Era do Caos e o protagonista é Bard di Asturien. Bard é herdeiro de Astúria, um dos Cem Reinos de Darkover. Até aí tudo bem. O esquisito começa quando percebemos que, ao contrário de praticamente todas as obras de Marion (ao menos as que já li), é através de um homem que a narrativa é contada. E não pára por aí. Estamos falando de um homem machista e violento, que ao contrário dos demais darkovanos sensíveis por natureza, tratava as mulheres como objeto! Tanto que, neste livro a série começa a mostrar as famosas "renunciantes", mulheres que abandonam suas casas e a promessa de uma família para se igualar aos homens nas batalhas. E Bard tinha horror a essas mulheres, as ignorava e, mesmo em batalha, não dava o devido valor a elas.

Renunciante com espada by Maurizio Manzieri
E é nesse climão arrogante que Bard se envolve em situações que traçam seu destino e o envolvem em batalhas sangrentas dignas do guerreiro que predominava em sua personalidade. Apesar de tudo, ele não almejava poder e riquezas, apenas queria guerrear, lutar pelo que acreditava. Entretanto, por sua maneira de tratar a mulherada, confesso que como outros depoimentos que li, o quis esganar algumas vezes (rs). Deborah J. Ross, a escritora que dá continuidade às obras de Marion, explica que a intenção era mostrá-lo grosseiro mesmo, para que a história siga para um final surpreendente, e foi. Aí que vem a parte boa... que tal uma olhada na ilustração abaixo?

Detalhe de uma das capas do livro, mostrando Bard e seu duplo.
Pois é gente. É ficção e fantasia que não acaba mais, e por isso eu adoro! Os técnicos das Torres (falo delas nas outras postagens darkovanas), explicam que todo ser vivo tem um duplo, ou seja, outro ser idêntico que vive em algum ponto do universo. E para atender a um plano mirabolante do pai de Bard, seu duplo, que é um terráqueo, é trazido para Darkover. E esse clone de Bard acaba por transformar muitas coisas lá, inclusive seu próprio destino. 

"Darkover Hali" - via Pyracantha
Eu sei gente, é muita loucura, muita confusão e muita imaginação. E é por isso que tenho uma admiração pelo trabalho de Marion. Eu sempre gostei de ficção e fantasia, suas histórias juntam os dois e a leitura para mim se torna perfeita!

Beijos!

18 de setembro de 2015

Eu li #25 - Darkover #3 - A Dama do Falcão

Oi gente!

Enfim, semana de provas chegou ao fim! Hoje tenho a última (e a mais difícil), mas o final de semana está chegando para um merecido descanso. E já que a semana foi de desafios, resolvi terminá-la aqui no blog com mais uma super postagem da série Darkover. Amo! Assim como ler os livros, resenhá-los é para mim um momento muito prazeroso. Adoro lembrar do enredo, dos detalhes, dos personagens, comparando com o próximo livro cuja leitura geralmente está em andamento. E o que vou contar hoje, o terceiro da série em ordem cronológica é, segundo os fãs, um dos melhores! Eu particularmente amei "A Dama do Falcão" (título em inglês "Hawkmistress!").

Assim como "A Rainha da Tempestade", esse livro não tem nada de ficção científica. Se passa no planeta Darkover, mas em seu mundo medieval, no fim da Era do Caos. Eu classificaria como uma fantasia romântica, uma história de aventuras, mas principalmente a história de uma mulher que luta para conquistar sua independência!

Algumas capas de "A Dama do Falcão"

Estou falando da protagonista, Romilly McAran, que é filha do mestre falcoeiro do Ninho dos Falcões, perto das frias montanhas de Darkover. Romilly tem laran (aquele poder dos darkovanos que falei nas outras resenhas) e o seu em partiular permite a ela a comunicação com os animais. Seu dom é tão poderoso, ela se liga aos animais de tal forma, que seus sentimentos se confundem aos deles. E é assim que ela passa os dias fazendo o que mais gosta, treinando os falcões e cavalos do pai, até se tornar uma moça forte e independente. E não faz jus ao nome do livro, porque a última coisa que ela quer para sua vida é se tornar uma dama! O que era comum nos desejos das moças era pavoroso para ela! Se trancar em casa, costurar, parir filhos com o único intuito de reprodução, definitivamente era tudo que ela não queria para seu futuro.

Por esse motivo, quando completou quinze anos e seu pai a prometeu em casamento, com um senhor chamado Dom Garris e do qual ela não gostava, ela protestou. E após as ameaças do pai de que tiraria dela seu falcão de estimação, Preciosa, com quem ela já tinha estabelecido uma ligação de alma, ela deciciu sair de casa, romper com a família e renunciar sua herança. Não que ela não desejasse se casar, mas queria ter o poder da escolha. E então Romilly ganhou o mundo, mas precisou sair disfarçada de menino, ou a descobririam e lhe mandariam de volta para o Ninho dos Falcões. Nos primeiros dias ela surtou, se refugiou em uma floresta e entregou-se aos sentimentos do mundo animal. Depois encontrou a comitiva de Carolin e se juntou ao grupo, até que Carolin descobre seu segredo mas a ajuda, lhe entregando até mesmo atribuições na comitiva.
O surto de Romilly McAran retratado pelo sueco Hakan Ackegård.
Na comitiva ela também conhece Alderic, um amigos dos irmãos dela, que desperta nela uma atração. Se aproxima de Orain, com quem mantém uma amizade sincera. Conhece Jandria, que a acolhe em um momento crucial. Ah, e não posso esquecer de comentar sobre o Caryl, um menino em conflito que também torna-se amigo de Romilly.

"A Dama do Falcão" também é a história de Rakhal e Carolin, dois reis. O primeiro usurpou o reino e exilou o outro, que está empenhado em retomá-lo. E Romilly, onde entra nisso? Desejando ser ela mesma e buscar seus ideais, com seu talento acaba ganhando um papel fundamental na guerra que está para vir. Precisando se adaptar com o choque de realidade em suas rotinas fora de casa, ela também amadurece servindo nos conflitos políticos e ajudando o rei a retomar seu poder. Muita coisa acontece nesta sua jornada pelo mundo.

Destaque ampliado de uma das capas do livro.

Eu achei o livro perfeito! Tem lances de magia, personagens marcantes e trechos surpreendentes. Um ambiente épico e medieval, mas muito realista! Eu, como leitora mulher, me identifiquei demais com a luta de Romilly para se afirmar como pessoa e não apenas como mulher dominada e submissa aos padrões sociais. Ela entregou-se ao destino, desapegou-se de tudo para encontrar seu lugar no mundo e o verdadeiro amor. E descobriu que seu dom era muito maior do que imaginava, poderoso e suficiente para levá-la a grandes responsabilidades e consequentemente, suas recompensas.

Se você gostou, os livros da série Darkover que antecedem a este, estão resenhados aqui. Lembrando que as histórias são independentes e não precisam ser lidas na sequência. 

Beijos!

28 de agosto de 2015

Eu li #21 - Darkover #2 - Rainha da Tempestade

Oieeee!

Sabe o que mais me fascina na série Darkover? É que assim como Tolkien, que criou a Terra Média e todo um universo de personagens, Marion Zimmer Bradley criou um planeta inteiro! E de maneira extremamente criativa escreveu histórias independentes entre si, mas interligadas em uma série que prende leitores como eu, que tem ficção científica e fantasia medieval como gêneros preferidos. Por isso, para quem apenas ouviu falar ou conhece Marion pela famosa obra "As Brumas de Avalon", não imagina o que está perdendo em não ler Darkover! 

Bom, caso alguém queira uma prévia da série, pode acessar o post do primeiro livro em ordem cronológica: "A chegada em Darkover", para entender o início de tudo. Posso resumir que antes da chegada dos terráqueos no planeta, já havia vida inteligente, então da união dos chieri (como eles chamavam) e terráqueos, surgiram os darkovanos. "Rainha da Tempestade" se passa na chamada Era do Caos, quase três mil anos depois do primeiro livro, em um momento que o planeta estava dividido em vários clãs que guerreavam entre si. Havia muitos reinos, onde os nobres com sede de poder, procuravam casar seus descendentes de acordo com o nível de laran (poder psíquico herdado dos chieri). Sim! Até em Darkover os casamentos eram arranjados!

Algumas capas de "A Rainha da Tempestade" - Imagem de fundo: via discoverybrasil.com
Nesse mundo caótico e manipulador, conhecemos a história entrelaçada de quatro jovens protagonistas: Allart, Donal, Renata e Dorilys. Allart é um noviço que obedece regras rígidas, sai do mosteiro para um casamento obrigado e transforma seu medo em competência quando aprende a usar seu poderoso laran utilizando os ensinamentos recebidos pelos monges. Donal é filho adotivo de Lorde Aldaraan e meio-irmão de Dorilys, afetuoso, tranquilo e muito dedicado ao pai. Ele apaixona-se por Renata, uma mulher forte e determinada, que tem o poder de ler as mentes. 

Agora é o que há! Dorilys! A Rainha da Tempestade! Explico o motivo. Ela é a única herdeira legítima de Lorde Aldaraan e possui um poder raríssimo. Com seu laran, ela consegue controlar as variações climáticas, principalmente as tempestades. Só tem um problema, assim como ela as acalma, também as potencializa, de acordo com seu estado emocional. E a menina é geniosa, o que dá para entender porque todos sentem medo dela né? Imaginem que em um clima de guerra e na tentativa de manter o poder, Lorde Aldaraan decide casar Dorilys com seu meio-irmão Donal, contra a vontade dos dois, porque Donal é apaixonado por Renata. Dorilys está em transição para a maturidade e não tem controle algum do seu poder (Renata inclusive foi enviada ao reino para ensiná-la a controlá-lo), aí com a imposição do pai as confusões em sua cabeça só aumentam! É tenso!

"Towers of Darkover" by Richard Hescox
Como "Rainha da Tempestade" é o primeiro livro que se passa na Era do Caos, ele mostra várias tradições nos reinos, algumas politicagens (sempre!) e várias estratégias de guerra. Os darkovanos também usavam seu laran para fins indiscriminados. Por exemplo, fabricar o chamado "fogo viscoso", uma substância que queimava tudo que via pela frente, inclusive pedras. E enquanto não consumisse o que atingiu, continuava queimando. Em contra partida, conheci coisas boas, como as chamadas "Torres", que serão comuns em todas as histórias de Darkover, uma espécie de escola para onde são enviados darkovanos para serem treinados a controlar seu laran. De lá saem principalmente, monitores e guardiões, que me impressionaram pela sua capacidade de trabalhar com o mundo psíquico, inclusive se comunicando a distância ou teletransportando pessoas. 

Sim, Darkover tem histórias com um bocado de informações. Mas como comentei, é um universo único, criado genialmente por uma autora considerada por muitos como feminista. Pode até ser, mas eu acho bem interessante reparar nas personagens femininas, seus questionamentos e o fato de não entenderem porque não tem o direito de escolher e tomar decisões. E aquelas que não se submetem às regras descobrem que seus poderes vão além do que imaginam. Marion enfatiza muito o poder da mulher, valoriza sua capacidade e não deixa a desejar em seus personagens. Eu gosto disso.

"Darkover Idyll" - via Pyracantha
"Rainha da Tempestade" foi escrito em 1978 e reparei que é um dos livros mais queridos pelos fãs de Darkover. Levando em conta essa informação, acho que vale a pena a quem interessar experimentar a leitura. É uma história independente, se não gostar é só não ler os demais. Embora o próximo aqui no blog, "A Dama do Falcão", eu sinceramente gostei ainda mais do que este. Aff! Tá bom, eu sei, eu sou suspeita né? (rs).

Beijos!

4 de agosto de 2015

Eu li #16 - Darkover #1 - A chegada em Darkover

Oi gente!

Então eis que cheguei disposta a iniciar uma nova série de postagens para complementar a já existente "EU LI", onde escrevo algumas resenhas e opiniões sobre os livros que leio. Para quem me acompanha nas leituras, não é novidade que sou fã dos livros da Marion Zimmer Bradley (autora do conhecido "As Brumas de Avalon") e principalmente, da sua série de livros entitulada DARKOVER. E é dela que vou falar um pouquinho hoje.

A coleção completa possui 47 livros (sim!! sendo 12 antologias), mas eu considerei como meta os 20 livros mais citados como componentes da saga, sendo que três ainda não tem tradução para o português, e ao contrário do que muitos acham, não é puramente ficção científica não! Exceto por esse primeiro livro focado nisso, a série toda é uma mistura de ficção científica com fantasia medieval. Bom, aí fica fácil entender porque gosto tanto né? Outra característica é que a série não foi escrita em ordem cronológica. Isso faz com que a gente perceba a evolução da escritora, quando se opta como eu, a ler na ordem cronológica da história e não na ordem em que os livros foram escritos. 



"A chegada em Darkover" é o primeiro livro da série, mas quando foi escrito pela Marion em 1972, já existiam oito livros sobre a história. Foi um pedido dos fãs que gostariam de saber como tudo havia começado. Essa característica eu acho legal, porque os livros podem ser lidos em qualquer ordem, embora cada história tenha ligação com outra, são independentes. Você não depende de continuações a não ser que vire fã da série, mas aí com certeza vai preferir ler em ordem cronológica, como eu. É comum um livro contar uma história e no próximo a história já está acontecendo séculos depois da anterior. Parece confuso mas eu acho o máximo! :-)

Na época em que se passa a história nosso planeta Terra já tinha tecnologia para explorar outros planetas. Naves com equipes especializadas saíam pelo universo colonizando planetas com características similares ao nosso. Porém, a saga começa quando uma destas nave colonizadora cai acidentalmente em um planeta desconhecido, que apesar da gravidade ser menor do que a Terra e o oxigênio mais leve, possibilitava aos humanos a sobrevivência. Uma das características mais marcantes do planeta: o sol vermelho!

Fonte: Comingsoon.net

Depois dos diagnóticos dos danos na nave, os sobreviventes chegaram a conclusão que estavam abandonados à própria sorte, e sua sobrevivência dependia da capacidade de colonização de um mundo novo. Iniciaram análises das características do planeta e tentaram organizar equipes dependendo das funções e conhecimentos de cada um, não sem antes passarem por várias discussões, obviamente compreendidas em uma situação como aquela. Embora similar a Terra em alguns aspectos, em outros era totalmente diferente e algumas estranhezas deixam o livro com ares de suspense em alguns capítulos. Por exemplo, havia algo no ar que deixava as pessoas fora de si, fazendo com que em algumas ocasiões, algumas atitudes bizarras, críticas, violentas e até safadas (rs), aconteçam.

Fonte: Comingsoon.net

O fato é que essas pessoas, obrigadas a permanecer em um planeta onde uma das características geológicas era de que não havia metal, a única opção era se adaptar com o que ele oferecia. Por isso eles acabam desenvolvendo ao longo dos séculos uma sociedade semelhante ao período medieval da nossa história. Mas isso é detalhe para outros livros! 

Em "A chegada em Darkover", você vai conhecer, além das dificuldades de adaptação, particularidades do planeta (como as estranhezas!) e da equipe de tripulantes, principalmente de Rafael MacAran, Camilla Del Rey e o comandante Leichester, destaques junto com alguns outros personagens que mais tarde, dentro da saga Darkover, irão tornar-se personagens lendários, que chegam a ser vistos como semi-deuses. Eles aparecem representados em uma versão das capas do livro, mas essa eu não consegui. Aliás, uma particularidade dos livros da saga que pode desanimar um pouco aos que gostaram. É extremamente difícil encontrar alguns, o meu por exemplo, da primeira foto da postagem, só encontrei em sebo.


Então, para finalizar o que você encontra na saga. O fato é que essas pessoas, obrigadas a permanecer em um planeta onde uma das características geológicas era de que não havia metal, a única opção era se adaptar com o que ele oferecia. Por isso eles acabam desenvolvendo ao longo dos séculos uma sociedade semelhante ao período medieval da nossa história. Outro ponto interessante que aparece na série todo é que em Darkover, algumas pessoas desenvolvem habilidades psíquicas, uma espécie de telepatia, que em sua cultura é chamada de "laran". Essa habilidade se torna a base para todas as evoluções tecnológicas, políticas e sociais do planeta. Mas estes são detalhes para outros livros e consequentemente, para outras resenhas!

Fonte: Wikipédia
Que tal sabermos um pouco mais sobre Darkover? Uma das peculiaridades que me encanta, é que o planeta imaginado por Marion, tem quatro luas. E eu, como fã incondicional da nossa Lua, claro que amo essa característica! É isso mesmo! Darkover tem quatro luas: Liriel, Kyrridis, Irdriel e Mormallor. Todas elas são distintas por cor e tamanho. A maior é Liriel e sua tonalidade é violeta. Depois vem Kyrridis que é azul brilhante. Idriel possui um tamanho médio e tem tonalidade verde marítimo. E por fim, Mormallor é a menor e branca. Exatamente do jeito que trata essa figura representativa, que a gente encontra na Wikipédia. O livro "A Chegada em Darkover" não descreve tantos detalhes, mas no decorrer das histórias percebemos o apego dos personagens a elas, assim como suas presenças em vários acontecimentos importantes. 

Taí então um pouquinho do que é esse universo gigantesco de Darkover, que me fez fã depois de ler um dos livros da série, "Cidade da Magia", e que logo resenho aqui. E isso é, na verdade, o que mais me encantou em Marion Zimmer Bradley. Ela criou, assim como J. R. Tolkien (que sou fã incondicional), autor de "O Senhor dos Anéis", um universo inteiro de raças, crenças, mitos, culturas e histórias. E no caso dela, todas advindas de um pequeno grupo de terráqueos que certo dia caiu, quase que literalmente, "de pára-quedas" em um planeta desconhecido. 

E para quem curtiu e sentiu um pouco mais de curiosidade, logo mais resenhas da série!

Beijos!