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10 de dezembro de 2024

EU LI: SALENS Novo Ciclo (Nicolas V. da Roza)

Oi gente! Voltei quase no finalzinho do ano para deixar uma sugestão de leitura, uma publicação da qual fiz parte e que amei o resultado.

Se você é fã de fantasia, prepare-se para mergulhar de cabeça em um universo que mistura tradição, mistério e amadurecimento. Salens: Novo Ciclo é uma obra que encanta pela sua riqueza de detalhes e pela profundidade de seus personagens. Com um enredo que combina mitologia própria e aventuras cativantes, o autor entrega ao leitor um mundo onde os desafios e os ciclos da vida se entrelaçam de forma magistral.


A história acompanha Draken, Draina e Clawen, três jovens pertencentes aos sete clãs dos Salens, escolhidos para proteger seu povo. Seus dilemas pessoais e o caminho de amadurecimento são o ponto de conexão com o leitor, que se vê refletido em suas dúvidas e superações. A narrativa, habilmente conduzida, explora temas como amizade, coragem e o enfrentamento de medos, enquanto revela um mundo repleto de lendas, rituais e batalhas épicas.

Um dos pontos altos do livro é a construção do universo de Cycles. A Cidade das Lendas, por exemplo, é descrita com tanto esmero que parece saltar das páginas. Essa atenção aos detalhes transporta o leitor para os cenários vibrantes, permitindo que ele experimente cada emoção junto aos personagens.


Outro mérito é a forma como o autor apresenta seu mundo. A complexidade do universo fantástico de Salens não é um obstáculo para o leitor, mas sim um convite à exploração. Ao descrever os elementos desse mundo, o autor não sobrecarrega a narrativa, mas a enriquece, permitindo que as particularidades do universo sejam absorvidas aos poucos, quase como uma conversa fluida.

Para quem aprecia histórias de fantasia que vão além da ação, oferecendo também um mergulho nos sentimentos e nos valores dos protagonistas, Salens: Um Novo Ciclo é uma escolha certeira. Uma obra que, ao mesmo tempo, entretém e emociona, nos lembrando que a vida, assim como em Cycles, é feita de desafios e renascimentos.


Se você gosta de se perder em mundos fantásticos e encontrar em suas narrativas reflexões sobre o próprio mundo, este livro merece um lugar na sua estante. 

Boa leitura!

29 de dezembro de 2022

EU LI: COLORINDO GIOCONDAS (Valter Cardoso)

Oi gente!

O lançamento já tem um tempinho, mas eu optei por ler (ou reler) com calma os contos de “Colorindo Giocondas”, o novo livro do autor e amigo Valter Cardoso. Embora eu esteja sempre lendo seus escritos, pois organizamos e participamos de coletâneas juntos, eu sabia que essa leitura teria um gosto diferente.

Já adquiri logo dois exemplares, para presentear um amigo de leituras que logo vai receber.

Conheci o Valter em 2017, quando também fui presenteada com um exemplar do seu livro "Tesouros de Curitiba e Outras Histórias", na época fiz um vídeo sobre ele no canal, com direito a fotos de Curitiba e barulho da furadeira do vizinho. Nesse link aqui. Lembro que na época o que mais me surpreendeu foi a experiência de ler contos fantásticos através do olhar de um profissional da área de exatas (que também era meu caso!)

Então nosso contato se tornou amizade, com os encontros do NLCAC e trabalhos literários que fizemos juntos. É claro que tudo isso tem um peso na minha satisfação com a leitura, já que sou fã do Valter e da sua maneira de escrever. Mas "Colorindo Giocondas" foi além.


"A vida reflete nossos sonhos, ausentes de sentidos e repletos de significados". Cada conto do livro é antecedido por uma página com uma ilustração e uma frase. Essa é a frase que antecede o conto "Colorindo Giocondas". Tá bom prá você? Depois dos meus preferidos do livro Tesouros: "Fita de Moebius", "Meu filho" e "Genitura", ler o conto que dá nome ao novo livro, que através da fantasia nos deixa uma real reflexão sobre a diferença entre ver e enxergar, me paralisou. Ao mesmo tempo que entendi uma pergunta embutida: Você vê ou enxerga?, fiquei me perguntando: Será que li corretamente o que as palavras tentaram me dizer? 

Louco né? Mas é isso que a escrita do Valter causa nos leitores. Se você espera histórias previsíveis e com soluções mastigadas, leia outros autores (poderia até citar nomes aqui como sugestão, mas temo más interpretações). A capacidade do Valter em contar algo em entrelinhas e despertar a curiosidade do leitor para pesquisa de elementos citados, somada à sua exímia preocupação pelo primor e revisão do texto, para mim é algo único nas minhas leituras de contos contemporâneos. 

Colorindo Giocondas é uma coletânea de 12 contos, com histórias que mesclam aventura, suspense, humor e emoção, ambientadas no realismo fantástico. Vários contos eu já conhecia, como por exemplo, "Malditos CGIs" e "Reality Show", que fazem parte, respectivamente, das coletâneas "Tempo de Dragões" e "Tempo de Exploradores", que organizamos junto com o Rafael Bertozzo Duarte.


Preciso citar um conto do livro que amei quando li, agora reli e continuo amando: "Informágica". Tá, quem conhece minha paixão por fadas vai dizer que não é novidade. Pode até ser a justificativa, mas não é a única. A temática, misturada com a forma de contar do Valter e aliada com elementos tecnológicos, na minha opinião resultou em um conto incrível. Pode até ser uma história mais simplória, comparada às demais, mas eu fico imaginando um mundo à parte e um livro só para ela! "Informágica" fez parte da coletânea "Féericas", organizada por mim e pela autora Lu Evans.

Percebem como me empolgo para falar das histórias do Valter? E aquele final do conto "Sangue em Preto e Branco"? Até vou parar por aqui, porque gostaria de mencionar as lagartas do conto "A Transformação", o pacote roxo de "Certas Palavras", os filmes antigos de "Sangue em Preto e Branco"... Ops! Parei por aqui. 

Bora ler "Colorindo Giocondas" porque é muito bom! \o/

Você pode adquirir o livro físico na UICLAP, clicando aqui.

Você pode adquirir o e-book na Amazon, clicando aqui.

Sobre o Valter:

Valter Cardoso, natural de Curitiba (PR), Brasil. Membro do Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro - NLCAC. Membro efetivo da Academia de Letras José de Alencar - ALJA. Organizador de eventos multiculturais como a Megacon Brasil, Literatiba, Jedicon PR e Gincanas da Tribo. Também autor de Tesouros de Curitiba e Outras Histórias (2016) e Mobius Strip (2021). Organizador das coletâneas de contos: Passageiros do Desconhecido (2018), Tempo de Dragões (2020), Tempo de Exploradores (2021), Tempo de Robôs (2021), NEON - 20 anos do NLCAC (2022) e Tempo de Vilões (2022). Participação em outras coletâneas de contos e poesias, desde 2009.

Aproveito para desejar um excelente 2023 a todos, que seja um ano de muitas leituras !

26 de dezembro de 2019

EU LI: Serpentário (Felipe Castilho)

Oi gente!

Aos quarenta e cinco do segundo tempo, lá vamos nós deixar a última postagem do ano aqui no blog, com as impressões de "Serpentário", do autor Felipe Castilho. Um livro que gostei muito e que tem como pano de fundo algo que curti por vários anos na minha vida: passar o reveillon na praia! Delícia!!! #sqn desta vez (espia só aí embaixo!)


Pois é. Neste livro, um reveillon dos quatro protagonistas não foi tão delícia assim. A história é sobre três adolescentes de classe alta que cresceram com a tradição de curtirem férias juntos no litoral de São Paulo. Agregado ao grupo, temos Paulo, um quarto adolescente, filho de uma empregada doméstica. Opa! Percebi que teríamos uma crítica social aí, já gostei. Mas não é exatamente isso que permeia o livro não, se prepara para uma história de suspense com pitadas de terror.

Mais precisamente no reveillon do ano 2000, os quatro amigos fazem o quê? O que a gente quando adolescente (lembrem que eu já fui uma!), mais faz de melhor: "burrada!". Vão parar na Ilha das Cobras, um cenário real na costa brasileira e que segundo informações, possui mais de quarenta cobras por hectare. Quer mais? Tem! Não bastasse o conglomerado de cobras (já adianto que o livro não é recomendado para quem tem problema com elas), eles saem da ilha traumatizados com uma experiência bizarra, deixando lá o seu amigo Paulo, que foi morto. A partir daí a narrativa é intercalada em dois tempos: passado e presente. Aliás, vamos descobrindo detalhes sobre esta experiência ao longo da história, enquanto os amigos já adultos, decidem se reencontrar para lidar de vez com as consequências emocionais deixadas pelo trauma do passado. Contando assim, até parece um suspense comum, eu particularmente não comecei muito empolgada, mas acabei gostando muito!

Não escolhi esta leitura, ela fez parte dos livros mais votados para concorrer ao Cubo de Ouro, o maior prêmio Geek do Brasil, em que fui convidada para ser jurada técnica na categoria Melhor Literatura Geek. E embora eu não ache que o "Serpentário" de Castilho se encaixe exatamente no perfil de literatura geek, foi uma das nove obras que mais gostei de ler!

Acredito que o autor conseguiu inserir na história algum segredinho que me prendeu do início ao fim, porque embora eu ame suspense e terror, sempre tendo mais aos clássicos e/ou policiais. "Serpentário" me instigou pelas experiências psicológicas dos personagens, me amedrontou com seu tom ameaçador e cenários intrigantes, me prendeu com o ar sobrenatural das situações e completou minha boa experiência de leitura, abordando temas como corrupção e racismo. O modelo construído pelo autor para contar a história, em estilo quebra-cabeças, funcionou positivamente para mim.

Além da edição caprichada da Íntrinseca, também destaco as referências culturais deixadas pelo autor na história, que trazem aquela aliviada da tensão em esperar o desfecho da história, que não deixa a desejar, na minha opinião. Eu gostei, a leitura me prendeu demais, o desfecho me satisfez e quero ler mais obras do autor. =)

Boa leitura e um maravilhoso 2020 a todos!

9 de janeiro de 2019

EU LI: O Rei de Amarelo (Robert W. Chambers)

Oi gente!

Vamos então comentar sobre o título sorteado para a leitura de janeiro do #projetodesencalha. Se você está chegando agora e não sabe o que é isso, dá uma olhada nesse vídeo aqui.

O livro da vez é "O Rei de Amarelo", que fez muito sucesso e foi republicado anos atrás devido a um seriado (True Detective) que o citava, ou fazia referência ao livro, não tenho certeza pois não assisti. No vídeo e no sorteio eu comentei que sempre tive um certo "medinho" de ler esse livro, por alguns comentários antigos que ouvi. Gosto de literatura de terror, então não sei explicar o motivo do medo. Que aliás, posso contar agora para vocês, era infundado.


Já começa que aprendi algo novo. Vocês sabem que não faço muito o tipo de segmentar gêneros de literatura (aquelas subdivisões que dão para cada gênero), por isso acabo sempre mencionando o gênero principal e ponto. Mas com "O Rei de Amarelo" aprendi o que é terror cósmico, olha só!

Então para quem não sabe, cosmicismo ou terror cósmico é uma filosofia literária utilizada pelo escritor H. P. Lovecraft, que inclusive é um dos escritores citados em inspirar-se na obra "O Rei de Amarelo" (e que posteriormente influenciou Stephen King e Neil Gaiman -  e também descobri que os termos Hastur e Carcosa, citados na série Darkover de Marion Zimmer Bradley vieram daí! \o/). Basicamente, o terror cósmico parte do fato de que estamos completamente sozinhos no mundo, sem Deus ou o Universo para nos dar um sentido de existir. O que acarreta em uma existência totalmente nula e insignificante, onde apenas se faz presente a efemeridade. Em linhas gerais, somos apenas uma "espécie" que será extinta, dando lugar à outra. Tudo o mais é fantasia da nossa cabeça. 


Embora os contos (sim, é um livro de contos), principalmente os quatro primeiros, sejam ligados pela menção a um livro ficcional chamado "O Rei de Amarelo" e que basicamente destrói quem o lê, são histórias independentes. Porém, não encontrei uma leitura que me assustasse, e sim histórias que no final deixam aquele ar de suspense e uma rebeldia de pensamento do tipo: - Humm, quem é louco nessa história afinal? Por isso, o livro pode até ser considerado como terror cósmico, mas para mim funcionou mais como terror psicológico (rs). Alerto a quem procura a presença de terror cósmico, porque ou entendi errado o significado, ou não vai encontrar no livro.

Achei a leitura pouco fluída, por ser escrita no final do século XIX (1895) e isso dificultou um pouco. Além do mais, os demais contos do livro, depois de transmitirem uma leve transição entre a ambientação tensa dos primeiros para algo mais realista, terminam em contos românticos, que apresentam a sociedade e costumes da época. Oi? Fui pesquisar e pelo que descobri, o motivo foi tornar o livro mais vendável, já que na época literatura de terror não era comercial (se alguém duvida só pesquisar a vida de Edgar Allan Poe...hehehe).

Não posso dizer que amei a obra, talvez até pelo fato de que literatura de terror não é um gênero que mais leio ou porque talvez não tenha compreendido sua essência. Mas se Chambers influenciou toda uma geração de escritores de terror, tá valendo e muito! E além de gostar da leitura dos quatro primeiros contos e a caprichada diagramação feita pela Editora Intrínseca. O livro traz capa texturizada, divisões dos contos com folhas em preto e muitas notas de rodapé ao final dos contos.

Mas se você gostou e tem interesse em mais detalhes, dá uma lida nessa entrevista que a editora fez com o Carlos Orsi, escritor e jornalista que fez a revisão comentada da edição:
http://www.intrinseca.com.br/blog/2014/05/carlos-orsi-comenta-o-rei-de-amarelo/

Boa leitura!

26 de novembro de 2018

EU LI: Sr. Bliss (J. R. R. Tolkien)

Novembro terminando e com ele nosso projeto Tolkien.
Obrigada Lu Evans e Frankcimarks Oliveira por me acolherem nessa aventura, foi demais!
No vídeo de hoje, a cerejinha do bolo da minha estante Tolkien, ou o meu xodó Tolkieniano: "Sr. Bliss"!

Clique para assistir


19 de novembro de 2018

Nossos demais itens "tolkienianos" | Portão Literário

Oi gente!
Mais um vídeo do projeto Tolkien! \o/
Em continuação ao anterior, hoje mostro nossos itens "tolkienianos", filmes, nossa moeda comemorativa da Nova Zelândia, o VHS da animação de 1978 e por aí vai. 
Divirtam-se!


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12 de novembro de 2018

Nossas edições de Tolkien | Portão Literário

Oi gente!
ois não é que juntamos tanta coisa que precisei gravar em duas partes? Hoje no canal as nossas edições lidas, não lidas, repetidas, novas e antigas, das obras de J. R. R. Tolkien.
Os demais (moeda, encartes, filmes, marcadores e etc) ficou para uma parte 2, em breve!

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5 de novembro de 2018

Nossas edições de "O Hobbit" | Portão Literário

Precisei de um convite para projeto para enfim gravar aquele vídeo que tô devendo desde o primeiro ano do canal: A prateleira de Tolkien aqui do Portão!! Hoje eu mostro nossas edições da obra "O Hobbit". \o/

Clique aqui para assistir

1 de outubro de 2018

A ilusão do tempo (Andri Snaer Magnason) | Portão Literário

Oi gente!
Vídeo atrasado! Era para publicar ontem mas o domingo me envolveu. Mais um livro para refletirmos sobre o tempo! Uma mistura maluca de ficção científica, contos de fadas e modernidade. Assim é a (ou as) história de "A ilusão do tempo".

23 de setembro de 2018

Vem ler Tolkien com a gente! | Portão Literário

Oi gente!

Em novembro vamos ler Tolkien! Aceitei o convite da Lu Evans e do Frank para compartilhar com eles um mês todinho dedicado ao autor. Vem saber mais do que vai rolar em nossos canais!

Clique para assistir



12 de setembro de 2018

EU LI: Passageiros do Desconhecido (Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro / org. Keetrin Oliveira e Valter Cardoso)

Oi gente!

Hoje vou deixar minhas impressões da nova antologia publicada pelo Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro: Passageiros do Desconhecido! A antologia foi organizada por Keetrin Oliveira e Valter Cardoso e publicada pela Editora DTX.


Comentando um pouco sobre o Núcleo, é um grupo de discussão literária que se reúne mensalmente para bate-papos e oficinas. Fundado em 2001, já passaram pelo Núcleo mais de cem escritores, muitos deles premiados e publicados, inclusive internacionalmente (atualmente conta com 30 autores ativos). E além das publicações solo dos participantes, o Núcleo já publicou três coletâneas: Probido Ler de Gravata (2010), Estranhas Histórias de Seres Normais (2015) e agora Passageiros do Desconhecido (2018), tema dessa postagem. =)


Passageiros do Desconhecido, partindo da criatividade de dez autores, vai nos falar sobre viagens. Mas não sobre viagens comuns. Sobre viagens misteriosas, lúdicas, psicológicas, fantásticas. Viagens ao desconhecido, ou aos mistérios muito além dele. Antes mesmo da leitura, na sinopse fornecida pela editora, entendemos essa essência: "Em realidades onde a monotonia é crime e o medo é apenas uma palavra sem sentido, nos deparamos com instigantes histórias de personagens fantásticos. Protagonistas que expõem seus temores e desejos, angústias e realizações, vida e morte. Da imensidão do oceano à outras galáxias. De um passado distante à um futuro distópico. Da honradez à canalhice. Das velhas perguntas às novas respostas. Junte-se a nós e embarque para o desconhecido." 

E aí leitor? Não dá uma vontade imensa de encarar?



Eu encarei as viagens e não me arrependi. Reli várias delas com gosto, tentando absorver detalhes que passaram despercebidos na primeira leitura. Tentarei destacar os contos que mais gostei, em algumas linhas:

"O espaço que nos cabe" - (Valter Cardoso)
→ Nos leva ao personagem Mac, um escocês que viaja à Marte, planeta que já possui uma colônia em formação. Me identifico com a escrita do Valter (tem vídeo do livro solo dele), por inserir termos e conceitos corporativos inerentes a sua profissão fora da escrita, nas suas histórias. Como no trecho "A monarquia e a república sucumbiram perante a era corporativa. Siglas como CEO, COO e CIO eram os novos títulos almejados e respeitados". 

"O homem  de uma só face" - (Osvaldo Meza)
→ Ao iniciar a leitura da coletânea, pensei que teria contato só com textos futurísticos e interplanetários. Que nada! Esse conto tem contexto medieval, é ambientado em um antigo mosteiro frequentado por bruxas e rituais. Sou suspeita, amo essa temática, amei a história!

"O homem do ar" - (Francisco Souto Neto)
→ Um conto de memórias, com referências ao Egito e Astronomia. Tem como eu não gostar? Lindo conto!

"O homem decaído" - (Eduardo Brinzini Simões Silveira)
→ Um conto em estilo policial, com muito humor! Em certo trecho lembrou-se os inquéritos de Poirot, personagem da minha musa escritora Agatha Christie. Com um final inesperado e uma grande referência literária no meio do conto, me conquistou.

"A festa da corda" - (Nicole Sigaud)
→ Já conhecia a escrita da autora pelo seu livro solo, que inclusive tem resenha aqui no blog. Gosto muito da maneira como a autora descreve seus personagens. Imagino a pessoa observadora que ela é, para conseguir transcrever tantos detalhes. O seu conto envolve uma cerimônia de pescadores, chamada "Festa da corda". Enquanto conhecemos a rotina das pessoas de uma cidade pesqueira, a emoção da despedida na saída de um barco, somos transportados para décadas no futuro, para encontrar turistas estudando as baleias da região. Eventos sobrenaturais permeiam a história, muito show!

"O homem, a águia e o mar" - (Rubens Faria Gonçalves)
→ Quanta poesia para expressar o comodismo do ser humano! Uma linda reflexão de como o tempo nos presenteia a todo instante e ainda assim, conseguimos "despencar" na vida, nos vitimizando e estagnando nosso aprendizado. 



Achei a capa clean e o livro muito bem revisado, não lembro de perceber erros de grafia. Deixo aqui os autores participantes: Bryan Haveroth, Eduardo Brindizi Simões Silveira, Francisco Souto Neto, Liana Zilber Vivekananda, MC Migliorini, Nicole Sigaud, Osvaldo Meza, Rubens Faria Gonçalves, Valter Cardoso, Vitória Zavattieri.

Boa leitura!

10 de agosto de 2018

EU LI: Três Viajantes (Thiago Tizzot)

Oi gente!


No primeiro semestre desse ano eu fiz um curso de escrita aqui em Curitiba e juntamente com a Gabriela Ribeiro, o Thiago Tizzot foi meu professor. Muitas vezes você lê o livro e depois quer conhecer o escritor. Nesse caso o sentido foi inverso, eu conheci o escritor e quis ler seus livros. 

Então visitei a Arte & Letra e adquiri meu exemplar de "Três Viajantes". Para quem não conhece a Arte & Letra, é uma livraria-editora-café curitibana, sempre inclusa nas minhas indicações como ponto turístico literário em Curitiba. Os motivos? Entra no site e morra de vontade de visitar, porque agora vamos falar do livro. ;-)


“Três Viajantes” foi publicado em 2014 e descobri que seu personagem principal, o Estus, já faz parte de outras histórias do autor, que envolvem Breasal, seu mundo fictício. 

Na história Estus segue acompanhado de Rusc e Lisael, todos prisioneiros nas masmorras da Fortaleza de Perfain, quando a história dá início. Depois eles partem para uma aventura e precisam buscar respostas que envolvem registros antigos. Sim! Um dos destinos dos aventureiros é a Biblioteca de Krassen, o que nos leva a descobrir que o autor inseriu na história aspectos da literatura e amor aos livros, e que obviamente, já ganharia a leitora aqui só por isso. Mas não fica nisso! A história tem conflitos, reflexões e encontros, como a inserção de uma personagem feminina bem importante na aventura, a Aetla, uma andarilha que ajuda os três viajantes a buscarem respostas para um antigo segredo. Personagens cativantes e cenários bem bacanas!


Também preciso destacar que o livro tem notas de rodapés que indicam publicações do autor em outras obras, onde se é possível conhecer mais sobre um lugar ou personagem citado, como é o caso do “mosteiro de Nafgun”, cuja nota na página 18 aponta para o conto “Qenari” no livro “A Ira dos Dragões e outros contos”. É a primeira vez que vejo isso em um livro de fantasia e gostei bastante! 


É um livro curto, com 139 páginas, uma leitura rápida mas que justamente por isso, além de deixar no leitor aquele gostinho de quero mais, ganha minha recomendação para uso nas escolas. Assim como quando indiquei “Anna e a Trilha Secreta” da autora Ana Lúcia Merege. É de livros assim que os alunos precisam para adquirir o hábito da leitura. Objetividade, clareza, fantasia, mistério, histórias fictícias embutidas de reflexões válidas como essa de “Três Viajantes”: - É possível saber de todo o seu futuro?

Thiago Tizzot também é autor de "A Ira dos Dragões", lançado em 2009 e "Segredo da Guerra", lançado em 2005. E para quem sentiu curiosidade em conhecer o universo de Breasal, tenho uma novidade. Soube há poucos dias que no próximo ano a Arte & Letra publica “A Queda do Abutre”, a primeira HQ passada em Breasal, com textos do próprio Thiago e ilustrações de Ibraim Roberson

Eu já estou esperando!

Boa leitura a todos! 

19 de julho de 2018

EU LI: O Anel do Nibelungo (Gabriel Lacerda)

Oi gente!

O livro escolhido para a postagem de hoje, além de conter uma temática que gosto muito, é de uma atratividade visual sem tamanho, por isso decidi fotografar algumas páginas para mostrar a vocês. Apresento a versão romanceada da ópera "Der Ring des Nibelungen"! 


"O Anel do Nibelungo" é na verdade a tradução do título original alemão "Der Ring des Nibelungen", que na verdade é uma ópera famosa do compositor Richard Wagner. Considerada uma das obras mais importantes na música erudita, é baseada na mitologia nórdica e foi escrita entre 1853 e 1874. A primeira apresentação da ópera data de 1876 na Alemanha e o enredo é baseado em um drama que gira em torno de um anel roubado.


Dá até para dizer que o anel é o protagonista, porque todas as situações da história giram em torno de sua influência sobre os deuses e humanos. Isso te lembra alguma coisa? Sim! Existem indícios de que Tolkien teria se inspirado na história para criar "O Senhor dos Anéis".


De fato percebemos algumas referências à obra de Tolkien, como as temáticas de corrupção de almas, sede de poder e escolhas. Na história em questão, o anel dá poderes ilimitados a quem renuncie ao amor, por exemplo. Tem também um romance entre um guerreiro e uma personagem imortal. Mas aqui a escrita é objetiva, sem longas descrições e bem focada no caráter mitológico.


São apenas 96 páginas, divididas entre a escrita e uma linda diagramação, com ilustrações de encher os olhos, criadas por Arthur Rackham. 


Claro que adorei a história, principalmente por conhecer um pouco mais sobre os mitos nórdicos, mas a leitura foi mais rápida do que a apreciação. É uma linda publicação para se ter na estante!

Beijos!

3 de fevereiro de 2016

Eu li #45 - A Oxford de Lyra

Oi gente!

Dando continuidade ao tema da Segundica Literária dessa semana (Trilogia Fronteiras do Universo de Philip Pullman), trouxe mais detalhes sobre "A Oxford de Lyra". Uma história relativamente pequena, um conto talvez, trazendo uma aventura adicional ao universo do autor. Para quem é fã da trilogia como eu, impossível não encher os olhos ao ver essa belezura nas prateleiras da livraria né?


"A Oxford de Lyra" conta uma aventura pós trilogia, para ser mais exata dois anos depois do final da história. Lyra e Pan são abordados pelo dimon de uma feiticeira que procura ajuda. São encorajados a encontrar um homem misterioso ligado à Alquimia. A história tem um enredo, mas no final das contas o autor me deixou mais intrigada! 


E fica aquela sensação de "quero mais!". A história é muito curta e por mais que tenha um desfecho, fica parecendo que não terminou. Deixa em algumas situações a impressão de temas não explicados, como a ligação de Lyra com as aves. É difícil saber qual foi sua intenção ao escrever esse "adendo". Dá até a impressão que está nos dando pistas de um próximo livro.


Não dá para falar muito sem contar a história. O livro é curtinho mesmo, 64 páginas que li em menos de uma hora. Em certa parte lê-se: "Este livro contém uma história e diversas outras coisas. As outras coisas podem ou não estar relacionadas à história, mas podem também estar ligadas a histórias que ainda não apareceram. Não é fácil saber." E é verdade. Além da história, vem anexado ao livro um mapa dobrável de OxfordShire e das Faculdades de Oxford, catálogos de produtos e postais impressos, tudo para nos sentirmos no mundo de Lyra. "A Oxford de Lyra" é da Editora Objetiva e é uma graça. Obrigatório para os fãs da série!

Beijos!

19 de agosto de 2015

Eu li #18 - HP e a Câmara Secreta

Oieeeeeeeeee!

Dando continuidade a série Harry Potter, hoje vou mostrar um pouquinho do segundo livro. Não tem muito o que falar de HP, visto que a história atingiu leitores no mundo inteiro. Quem não leu, viu o filme. Até hoje só encontrei pessoas que não leram por não gostarem do tema. Caso contrário, duvido que J. K. Rowling não despertou um mínimo de curiosidade em conhecer esse bruxinho tão famoso!!


Harry Potter e a Câmera Secreta foi publicado em 2 de julho de 1998 e já era sucesso. Após sua publicação, permaneceu um mês inteiro como livro de capa dura mais vendido para os adultos. Na história, Harry já tem 12 anos e entra para o segundo ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Tudo começa nas férias de aula, com ele chateado por não ter recebido nenhuma notícia dos seus amigos durante todo o verão. A vida com seus tios é chata e em meio a estes conflitos ele conhece um novo amigo e futuro aliado, que eu particularmente adoro, o elfo doméstico Dobby.

Harry e Dobby - Cena do filme "Harry Potter e a Câmera Secreta"
Dobby tenta convencê-lo inutilmente a não voltar para a escola, porque logo depois Harry é resgatado de sua casa pelos Weasley e essa é uma das minhas partes preferidas do livro. Quando eles partem em um carro voador. A cena está representada na ilustração abaixo, de MaryGrandPré, mega talentosa e que está na fila para ganhar uma postagem. :-)

Ilustração de Mary GrandPré
Chegando em Hogwarts, os três amigos (Harry, Rony e Hermione) iniciam a rotina nas aulas de Poções, Feitiços, Herbologia e Defesa contra a Arte das Trevas. Lógico que de rotina o ano não terá nada, porque logo começam a aparecer eventos misteriosos, onde os alunos da escola são petrificados e Harry é suspeito de ter aberto a Câmera Secreta, que permitiu a saída de um monstro terrível. Até que Gina Weasley também se torna vítima de um feitiço e acaba sendo levada para a Câmara Secreta, evento que traz à tona muitas revelações.

Duas das capas  mais conhecidas da obra.
O filme foi lançado em 15 de novembro de 2002 e seu sucesso já estava garantido, pois o número de fãs da série crescia exponencialmente. Tanto o livro quanto o filme do segundo livro da série, estão no ranking dos melhores na minha opinião. Até a quarta história da série ("O Cálice de Fogo), foi o que mais gostei. Alguém tem dúvida que eu vi todos no cinema? (rs)


E por enquanto é isso gente! Logo trago as sequências! Mais Harry Potter aqui.

Beijos!

15 de julho de 2014

Harry Potter #2 - Como tudo começou...

Oie!

Hoje começo uma série de postagens sobre Harry Potter! O famoso bruxinho dos livros, que virou filme e está eternizado no coração de muitos fãs. Como eu ! E não é só dele que sou fã não. Para escrever esse post, li “de cabo a rabo” a página oficial de J. K. Rowling. Para quem quiser saborear detalhes sobre a autora, como suas fases de escritora, anos dos livros e filmes, prêmios que recebeu, clique aqui. Mas se apenas um resumo de como tudo começou, por hoje é o suficiente, lá vai.


A primeira obra de J. K. Rowling virou filme em 2001 e Harry Potter seria interpretado por Daniel Radcliffe.

Segundo a autora, foi em meados de 1990 que a ideia do Harry Potter lhe surgiu. Mais especificamente em uma viagem de trem, quando voltava sozinha de Manchester até Londres.  Até essa ocasião, ela escrevia desde os seis anos de idade, mas foi ali que realmente se empolgou. Como não tinha caneta ficou sentada no trem durante quatro horas, deixando todos os detalhes tomarem forma em sua mente. Foi ali que idealizou Harry como um  menino magricela, de cabelos escuros e usando óculos. Na mesma noite começou a escrever “A Pedra Filosofal”. Mas ela afirma que essas primeiras páginas estavam longe do que se tornou a versão final.


Manuscrito original de PF exposto em Londres em 2012

Em dezembro do mesmo ano a mãe de Rowling faleceu e essa perda deixou que a tristeza influenciasse muito na história. Então Harry Potter se tornou um jovem bruxo que perdeu seus pais muito cedo. No próximo ano (1991) começou a trabalhar como professora de inglês em uma escola de idiomas e segundo ela, foi o início de um negro período em sua vida. Tanto que nove meses depois de perder a mãe, ela preferiu fugir por um tempo, e partiu para Portugal. Levou consigo o manuscrito de Harry Potter com esperanças que conseguisse prosseguir com a história nas horas livres. 


J. K. Rowling em 1998, logo após publicar o primeiro livro de HP

Em 1993, ainda em Portugal, ela reconstruía sua vida. Palavras dela: “O fracasso significou um despojamento do que não era essencial. Parei de fingir para mim mesma que era outra coisa diferente do que era de verdade e comecei a canalizar toda a minha energia para concluir um único trabalho que importava para mim.” Resumindo, como costumamos chamar, ela tirou proveito do lado ruim. 

Foi então que depois de uma tentativa frustrada de envio dos primeiros capítulos a um agente, foi na segunda tentativa que recebeu do agente Christopher Little, segundo ela mesma, a melhor carta de sua vida. O manuscrito foi enviado para outros editores e foi rejeitado por todos. Finalmente, em agosto de 1996, Christopher lhe comunicou que havia uma oferta da Boomsburry para publicação. Coindidentemente, foi Barry Cunningham, editor da Boomcurry, que havia aceitado o manuscrito mas aconselhado que ela procurasse um emprego, que fez a oferta depois que sua filha de oito anos leu o primeiro capítulo.

Primeira capa de "Harry Potter e a Pedra Filosofal"

Enfim, “Harry Potter e a Pedra Filosofal” foi publicado pela Bloomsbury Children’s Books, em junho de 1997, pela primeira vez. Foi nessa ocasião que Joanne Rowling passou a assinar seus livros como J. K. Rowling, seguindo sugestão do próprio editor Barry, que receava não haver confiabilidade num livro escrito por uma mulher. Joanne escolheu “K” porque era o nome de sua avó paterna, “Kathleen”. Em abril de 1997, Arthur A. Levine, diretor editorial da Scholastic Books, comprou o direito de publicação do livro, que foi lançado em 26 de junho de 1997.

Joanne Rowling (J. K. Rowling) na atualidade
E logo vem mais Harry Potter por aí. Aguardem!

Beijos!