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24 de fevereiro de 2020

10 livros que comprei pela capa e gostei! | Portão Literário

O bom de foliar em casa é que dá até para se fantasiar com o penduricalho da parede! 🤣🤣🤣
Ainda tem restinho de feriado para quem quiser curtir umas dicas de leitura. Acabei de publicar no canal um vídeo com 10 dicas de livros que comprei pela capa e gostei da leitura.

20 de fevereiro de 2019

EU LI: Uma casa no fundo de um lago (Josh Malerman)

Oi gente!

Um pouco atrasada mas precisava registrar meus comentários sobre essa leitura, que fiz em janeiro, depois daquela enxurrada de comentários e críticas sobre "Bird Box", o filme thriller inspirado na obra "Caixa de Pássaros" e transmitido mundialmente pela Netflix. Adoro quando uma obra literária ou adaptação cinematográfica divide opiniões. Os debates sérios e troca de opiniões respeitosas agregam muito para nossa rotina de leitoras e fãs do cinema. 

E quando acabamos mudando de opinião, após olhares diferentes e mais aprofundados, é uma experiência incrível, ao menos para mim. Foi o que aconteceu nesse caso. Quando li "Caixa de Pássaros", gostei do livro como um todo, mas fiquei muito brava com o autor, me senti enrolada e enganada. Achei a ideia original, o suspense fantástico, mas o fechamento me decepcionou, embora essa característica do autor, agora eu percebi, agrade a muitos leitores. Pois bem, assisti ao filme e gostei muito. E foi aí que decidi ler o novo livro de Josh Malerman, que sem mais delongas, é o assunto do post de hoje. =)


Eu ainda não pesquisei a fundo as opiniões sobre "Uma casa no fundo de um lago", mas já aposto que são controversas também, porque o autor realmente tem uma característica própria para desenrolar e fechar suas histórias. E isso é bom, aprendi no Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro, que estou frequentando, que o autor se destaca quando tem uma "marca" ou característica própria na sua escrita. Josh Malerman tem.

Seu novo livro não me decepcionou, embora seja uma história mais jovem adulto, até beirando ao infanto eu diria, mas estava preparada para o que viria, e consegui absorver melhor o que Malerman tenta nos passar. Sua vibe é construir metáforas para nos deixar pistas, questionamentos e abertura para interpretações!

"Uma casa no fundo de um lago", tem 160 páginas que contam a história de dois jovens de dezessete anos, o James e a Amelia. Estão apaixonados, decidem combinar seu primeiro encontro passeando de barco em um lago. E porque quando somos adolescentes em um primeiro encontro a gente sempre deseja aventura e quer impressionar, acabam encontrando uma passagem escondida que os leva a um terceiro lago (dois eram visíveis). Lá eles descobrem uma casa submersa, de dois andares, que desafia todas as leis da física, pois é mobiliada, com quadros na parede e tapetes no chão, que não flutuam!

Para mim não foi um livro aterrorizante, nem um romance água com açúcar. Ficou no meio termo, porque não conseguia parar de ler e agora conhecendo melhor a escrita do autor, tentar entender as entrelinhas. Interpretei como uma história que, principalmente, fala sobre as descobertas do amor na adolescência. E a partir disso, o autor conduz a narrativa, incluindo elementos de fantasia e suspense, sempre seguindo naquela linha que, quem conhece outros livros dele ou assistiu "Bird Box", já sabe.

Não foi a melhor das leituras, achei a história rápida demais, os personagens rasos e alguns aspectos mal trabalhados, mas agora não me permito mais ficar brava com autor nem dizer que é um livro ruim. Até porque assim como em "Caixa de Pássaros", gostei da premissa da história! Acho que pode atrair bastante o público jovem leitor. E só para reforçar que não desgostei de todo e que o autor tem sim suas qualidades, "Piano Vermelho" já está na minha wishlist!

Boa leitura!

12 de fevereiro de 2019

EU LI: O mistério dos cavalos alados (Megan Shepherd)

Oi gente!

Hoje vou contar de uma leitura que fiz no kindle por esses dias. "O mistério dos cavalos alados", de Megan Shepherd. Não conhecia a autora e não vejo altas avaliações sobre ela, mas além da capa que obviamente chamou minha atenção, a temática me pareceu interessante. Precisava de uma leitura leve, então lá fui eu. Só que, embora seja voltado ao público juvenil, não achei a temática tão leve assim...


A história se passa na Segunda Guerra Mundial, quando as crianças eram retiradas das cidades devido aos bombardeios. Emmaline, nossa protagonista, vive em um hospital adaptado em uma antiga casa, junto com outras crianças, muitas delas tratadas de um mal denominado na história como "águas paradas", mas que entendemos ser turberculose, doença que matava muito na época.

Conforme as crianças são tratadas pelas freiras e pelo doutor que as visita frequentemente, percebemos a neve, a palidez e a melancolia tomando conta do lugar. E ao mesmo tempo, nossa personagem, como se lutasse bravamente contra isso, narra seus dias e as visões dos cavalos alados que descobre atrás dos espelhos, ou melhor, de qualquer coisa que possua reflexos. Junto com a amiga Anna, que já está em estágio avançado da doença e empresta à Emmaline sua caixa de lápis de cor, confidencia suas aventuras do lado de fora, ao descobrir que um dos cavalos alados transpassou os espelhos e veio parar eu seu mundo, com a asa machucada.

E nessa aventura Emmaline mergulha, tentando salvar sua "Lume de Luar" do assustador "Corcel Negro", sofrendo zombaria de outras crianças, conflitos ao tomar suas decisões, relembrando seu passado feliz e superando a própria luta contra suas "águas paradas", que acaba por representar um significado mais amplo ao final. Concordam que a temática não é nada leve? Por outro lado, por ser ela mesma, uma criança, a nos narrar a história, a fantasia toma conta das palavras e entramos naquele mundo de coragem e encantamento. Isso faz com que a autora foque na profundidade da protagonista, tornando rasos a maioria dos demais personagens.

Se você não tem restrições com leitura infanto, recomendo. Se fizer uma leitura superficial, dá para dizer que é leve, porém se como eu, você faz reflexões enquanto lê, prepare-se para se entristecer em alguns momentos e para muitos pensamentos ao encerrar a leitura.

Boa leitura!

15 de outubro de 2018

EU LI: Orlando e o Escudo da Coragem (Ana Lúcia Merege)

Oi gente!

Eu não disse que nesse mês de outubro estaria alternando minhas dicas com os melhores temas? Infantil e Halloween! \o/

E hoje vou comentar um pouquinho sobre o novo livro da escritora Ana Lúcia Merege, que como vocês já sabem, sou muito fã! No ano passado fiz uma resenha em vídeo sobre “Anna e a Trilha Secreta”, outro livro dela que gostei muito. Para assistir clique aqui, porque hoje nós vamos falar sobre "Orlando e o Escudo da Coragem. =)


Em Orlando temos um protagonista de 12 anos, que apesar da pouca idade não esconde desde os primeiros capítulos sua sensibilidade e visão além do alcance! Aquela visão originada da palavrinha amada que todos os fãs de fantasia adoram ouvir: Magia!

Isso mesmo, Orlando tem o dom da Magia e a capacidade de ouvir conselhos através de sonhos e da sua intuição. Além desse dom, que a princípio é um segredo só dele, Orlando teima em treinar o seu falcão Vesgo, que como o nome já diz, tem dificuldades com a visão, ausência de uma qualidade para um falcão caçar. Só que aos poucos, Orlando vai percebendo na realidade que Vesgo, com sua dificuldade, aperfeiçoou divinamente outras habilidades! Essa descoberta se dá aos poucos, trazendo ao leitor a identificação, a sensibilização em torno de algo inerente a cada um de nós. Afinal de contas, além de possíveis limitações físicas, quem não tem limitações em algum aspecto, não é mesmo? Seres humanos imperfeitos, é o que somos! Mas o segredo é... avante! Descobriremos nossos talentos!

Dedicatória do livro! \o/
Logo no início da história, Orlando é convidado para ser escudeiro de seu irmão Lionel, no torneio das Colinas Negras. Mas por um mero acaso ele acaba protagonizando uma grande aventura, descobrindo-se, e ao mesmo tempo, deixando lições de lealdade, amizade e coragem. Pois é. “Orlando e o escudo da coragem” é principalmente, como o nome já aponta, uma história sobre coragem. Coragem se baseia em ausência de medos? Ou significa enfrentá-los? Coragem não seria também enxergar no próximo seus talentos e não depreciá-lo em prol de padrões sociais?

As ilustrações do Erick Sama agregam  ainda maisvalor às histórias da Ana!
Cheguei a me lembrar e resgatar um mini conto que escrevi e que agora faz parte de um projeto de história que está saindo. Em uma passagem, a águia diz à menina: "- Coragem não é a falta do medo, - disse a águia para Clarinha. O medo está sempre presente. Coragem é resistir ao medo e libertar a confiança dentro de você."

Preciso de mais argumentos para dizer porque gosto tanto da literatura da Ana Merege? ;-)


Assim como em “Anna e a Trilha Secreta”, esse livro não é um livro apenas para crianças e jovens, na minha opinião deve ser lido por pais e principalmente, utilizado pelos professores em escolas, pela rica literatura e cunho educativo. 

Destaque também pelo belo trabalho da Editora Draco. "Orlando e o Escudo da Coragem" foi editado nos mesmos padrões de "Anna e a Trilha Secreta", deixando os dois lado a lado embelezando a estante.  Espero que sejam presságios de outras histórias que vem por aí!

Boa leitura!

13 de outubro de 2018

O PODER DAS HISTÓRIAS - PARTE 1 | Portão Literário

Oi gente!

Aproveitando o feriado para descansar um pouquinho mas deixando aquele vídeo que já estava devendo faz tempo!
Ontem foi Dia das Crianças e na próxima segunda será o Dia do Professor. Juntei as comemorações e inaugurei uma série de vídeos com foco no curso que apliquei na faculdade em 2017: "O Poder das Histórias"! Espero que gostem!

Clique para assistir

1 de outubro de 2018

A ilusão do tempo (Andri Snaer Magnason) | Portão Literário

Oi gente!
Vídeo atrasado! Era para publicar ontem mas o domingo me envolveu. Mais um livro para refletirmos sobre o tempo! Uma mistura maluca de ficção científica, contos de fadas e modernidade. Assim é a (ou as) história de "A ilusão do tempo".

21 de agosto de 2018

EU LI: Lagartas e borboletas (Ana Rapha Nunes)

Oi gente!

No último dia 11 levei minha sobrinha Maria Clara no lançamento do novo livro da Ana Rapha Nunes, escritora que admiro e apoio. A Ana é carioca mas mora em Curitiba desde criança e tem uma bagagem incrível na área de educação. Foi professora por muitos anos e pouco depois de lançar seu primeiro livro, em 2015, passou a se dedicar integralmente à Literatura.

Sorte dos leitores! Principalmente do público infantojuvenil, que identifica-se muito com a escrita da Ana Rapha, por abordar na maioria de seus livros conflitos e descobertas que transitam entre infância e adolescência. Sorte a minha também, que amo literatura infanto e tenho a alegria de fechar um livro como esse e dizer: - É disso que precisamos na Literatura!


"Lagartas e borboletas" é o quinto livro da escritora, que sempre buscou inovar em sua prática pedagógica e agora nos presenteia com histórias que não só encantam, como também ensinam. Esse livro tão delicado em aparência e tão profundo em essência, fala de relações familiares, inseguranças, afetos, transformações físicas e psicológicas da adolescência.

A história é narrada em terceira pessoa e conta sobre Lara, uma menina de doze anos que vê seu mundo virar de cabeça para baixo quando seus pais decidem pela separação. Não bastasse isso, seu corpo está ficando diferente e as amigas da escola surgem com conversas estranhas. A gota d'água é uma viagem que aparece do nada e Lara se vê transtornada diante de tantas mudanças!

O desenrolar das situações diante de novos cenários fazem com que Lara, aos poucos, amenize sua revolta e passe a desfrutar das mudanças com novas perspectivas. A presença de uma pessoa da família que entra na história e com sua vivência e sabedoria faz toda a diferença, me lembrou de como estamos carentes desse tipo de mensagem nos livros contemporâneos.



Certamente é uma história que cria empatia e identificação com o leitor, principalmente na mesma faixa de idade da protagonista. A história é triste em vários momentos, mas junto com a protagonista, transforma seus pesadelos em perspectivas belas e cheias de cor, como lagartas e borboletas. =)

Se você gostou e quer conhecer os outros trabalhos da Ana Rapha Nunes, só clicar aqui.

Boa leitura!

10 de agosto de 2018

EU LI: Três Viajantes (Thiago Tizzot)

Oi gente!


No primeiro semestre desse ano eu fiz um curso de escrita aqui em Curitiba e juntamente com a Gabriela Ribeiro, o Thiago Tizzot foi meu professor. Muitas vezes você lê o livro e depois quer conhecer o escritor. Nesse caso o sentido foi inverso, eu conheci o escritor e quis ler seus livros. 

Então visitei a Arte & Letra e adquiri meu exemplar de "Três Viajantes". Para quem não conhece a Arte & Letra, é uma livraria-editora-café curitibana, sempre inclusa nas minhas indicações como ponto turístico literário em Curitiba. Os motivos? Entra no site e morra de vontade de visitar, porque agora vamos falar do livro. ;-)


“Três Viajantes” foi publicado em 2014 e descobri que seu personagem principal, o Estus, já faz parte de outras histórias do autor, que envolvem Breasal, seu mundo fictício. 

Na história Estus segue acompanhado de Rusc e Lisael, todos prisioneiros nas masmorras da Fortaleza de Perfain, quando a história dá início. Depois eles partem para uma aventura e precisam buscar respostas que envolvem registros antigos. Sim! Um dos destinos dos aventureiros é a Biblioteca de Krassen, o que nos leva a descobrir que o autor inseriu na história aspectos da literatura e amor aos livros, e que obviamente, já ganharia a leitora aqui só por isso. Mas não fica nisso! A história tem conflitos, reflexões e encontros, como a inserção de uma personagem feminina bem importante na aventura, a Aetla, uma andarilha que ajuda os três viajantes a buscarem respostas para um antigo segredo. Personagens cativantes e cenários bem bacanas!


Também preciso destacar que o livro tem notas de rodapés que indicam publicações do autor em outras obras, onde se é possível conhecer mais sobre um lugar ou personagem citado, como é o caso do “mosteiro de Nafgun”, cuja nota na página 18 aponta para o conto “Qenari” no livro “A Ira dos Dragões e outros contos”. É a primeira vez que vejo isso em um livro de fantasia e gostei bastante! 


É um livro curto, com 139 páginas, uma leitura rápida mas que justamente por isso, além de deixar no leitor aquele gostinho de quero mais, ganha minha recomendação para uso nas escolas. Assim como quando indiquei “Anna e a Trilha Secreta” da autora Ana Lúcia Merege. É de livros assim que os alunos precisam para adquirir o hábito da leitura. Objetividade, clareza, fantasia, mistério, histórias fictícias embutidas de reflexões válidas como essa de “Três Viajantes”: - É possível saber de todo o seu futuro?

Thiago Tizzot também é autor de "A Ira dos Dragões", lançado em 2009 e "Segredo da Guerra", lançado em 2005. E para quem sentiu curiosidade em conhecer o universo de Breasal, tenho uma novidade. Soube há poucos dias que no próximo ano a Arte & Letra publica “A Queda do Abutre”, a primeira HQ passada em Breasal, com textos do próprio Thiago e ilustrações de Ibraim Roberson

Eu já estou esperando!

Boa leitura a todos! 

31 de julho de 2018

EU LI: "Um Apólogo" (Machado de Assis)

Oi gente!

Sou adepta do "tudo tem seu tempo" e acho que isso se aplica inclusive às leituras machadianas. Tive a oportunidade de conhecer uma obra de Machado de Assis na escola, mas diferente de poucos que conseguiram captar a essência da obra desde muito cedo e seguir acompanhando as leituras, eu não me interessei muito na época e só li mesmo por obrigação.

Há alguns anos, na faculdade de Letras precisei reler Dom Casmurro, e qual foi minha surpresa, me encantei com Machado! Passei a ler outros trabalhos do autor e continuo seguindo a conhecer seu legado de obras maravilhosas. Tardiamente, mas com maior bagagem literária e por isso aproveitando muito mais.

Devido a essa experiência pessoal, em meus trabalhos de divulgação literária apoio muito as adaptações de clássicos, para o público infantojuvenil, ilustradas, em quadrinhos e etc. A cada dia o mercado editorial vem trazendo tantas novidades bacanas e eu acho super válido! Certamente se eu tivesse lido uma adaptação na escola, não teria ficado afastada de Machado por tantos anos.

Por isso hoje quero mostrar essa edição, que não é bem um adaptação, mas uma versão ilustrada de "Um Apólogo", de Machado de Assis! Para quem não sabe o que é um apólogo, o dicionário define como um ensinamento moral em forma de fábula. Nesse apólogo de Machado, a linha e a agulha travam uma intrigante discussão para decidir qual das duas tem mais importância na costura de um vestido.

O que me chamou a atenção foram as possibilidades de interpretação, li por duas vezes e a segunda leitura me trouxe complementos de interpretação que não obtive na primeira. Essa é uma das mágicas da obra machadiana! O texto é curto, não dá para falar da história, se você não leu, recomendo!






Pelas fotos dá para ver que a edição é bem atrativa né? As ilustrações de Ana Raquel são belas e originais. Também faço menção à escritora Susam Blum Moura, que foi quem me indicou essa leitura valiosa. E caso você se interesse pela história mas não queira adquirir em edição impressa, com certeza encontrará versões gratuitas na internet. =)

Boa leitura!

11 de julho de 2018

EU LI: O Alfabeto dos Pássaros (Nuria Barrios)

Oi gente!

Na semana passada li essa belezura aqui. Apesar de não ter curtido muito a narrativa, outros pontos positivos me fizeram gostar do conjunto da obra! Um deles é a edição caprichada da Cosac Naify, por isso não poderia deixar de trazer algumas fotos para vocês. 

Capa do livro.

A autora Nuria Barrios é espanhola e na obra ela nos conta a história da Nix, uma menina chinesa de seis anos que foi adotada por pais espanhóis. Só que mesmo tão pequena, ela questiona sua origem e não aceita ter sido abandonada pela mãe. Aí que a mãe adotiva entra em cena e na minha opinião a autora acertou a mão. Em meio a tentar acalmar tanta ansiedade e questionamentos da filha, ela cria uma sucessão de metáforas e histórias maravilhosas sobre sua trajetória. 

Verso da jacket do livro.
Só que mesmo com todo o esforço da mãe, Nix não se convence. Ela quer voltar para a barriga da mãe verdadeira para descobrir-se por completo. Os diálogos entre mãe e filha adotivas são mágicos, porém em alguns momentos doídos com as perguntas da menina, nos fazendo refletir sobre a rejeição familiar dos filhos adotivos.

Uma das lindas ilustração internas.
Nix tem uma irmã menor, a Nox, que também é chinesa e adotiva. E Nox age normalmente, ama a família e vê alegria em tudo. É muito legal acompanhar os momentos entre as duas para entender que crianças podem estar na mesma família, serem ou não adotadas, terem idades variadas, mas cada uma é um ser humano, uma pessoa, uma personalidade que pode sim ser lapidada, mas que sempre terá conflitos diferenciados e que devem ser trabalhados.

Detalhe dos títulos dos capítulos.
Não posso deixar de citar o trabalho bacana da ilustradora Catarina Bessel que deu vida e emoção ao livro, com ilustrações em preto e branco porém misturadas com colagens de letras impressas. E aí no decorrer da história você também vai entender o título do livro! Um ponto negativo para a capa com fundo branco em papel fosco, daquele que se levar para todo lado fica bem sujinho. =(

Quarta capa com sinopse de Rodrigo Lacerda.

Achei interessante trazer minha opinião, pois pode servir para famílias que vivem na prática o complexo processo de adoção. Um gesto lindo, que admiro demais, e que sim, pode ser apaziguado com amor e imaginação. Aliás, como sempre, a história pode curar muitos males!

Beijos!

4 de julho de 2018

EU LI: A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken (Jostein Gaarder e Klaus Hagerup)

Oi gente!

Para a postagem da semana, trouxe minhas impressões da leitura do último domingo. Um livro que ganhei da amiga Letícia Veras em 2017 e estava na minha fila de leitura: A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken!! 


Durante minha trajetória literária fiz 3 leituras de Jostein Gaarder, "O Mundo de Sofia", que é o mais conhecido, "O Dia do Curinga" que fiz postagem na época, só clicar aqui. E também "O Castelo dos Pirineus", que tem uma pegada mais romântica, mas não menos filosófica. 

Esse era meu próximo da lista, uma história escrita em co-autoria com Klaus Hagerup, que é norueguês e só por curiosidade, tem uma esposa chamada Bibbi. Uma homenagem né? =)

A história tem duas partes. A primeira consiste em uma troca de cartas entre os primos Nils e Berit, que após passarem juntos um período de férias em um hotel nas montanhas da Noruega, resolvem comprar um caderno de cartas para se corresponderem. Acontece que quando Nils está na loja para comprar o caderno, se depara com uma mulher esquisitona, que além de olhar hipnotizada para o livros nas estantes, para o caderno e dá de presente à Nils. As duas crianças começam a se corresponder, tentando investigar quem é essa estranha mulher e descobrem que ela é Bibbi Bokken, a provável dona de uma biblioteca mágica.

via http://greenwitchtea.com/tea-poems/
Na segunda parte, já após muitas descobertas, a narrativa é também alternada entre Nils e Berit, porém em primeira pessoa e não mais em cartas. Porque aí já temos o ápice da história acontecendo e é tudo muito maluco. Porém, devo destacar que a história é bem infantil.

Na minha opinião o ponto mais positivo do livro, além da escrita fluída, é o foco dos autores em contar, de maneira simples e objetiva, a história dos livros. Os amantes de biblioteca devem se derreter na história, já que até a Classificação Decimal de Dewey é citada. \o/

Se você gosta de leituras sobre livros e não liga se a narrativa for infanto, recomendo!

Beijos!

20 de junho de 2018

A Filha do Feiticeiro | Lenda viking na literatura infantil

Oi gente!

Desde que criei o canal no You Tube em 2016 não trouxe mais postagens escritas aqui para o blog. Confesso que senti falta de escrever, embora o fizesse no roteiro dos vídeos. Contudo, agora que meu tempo para vídeos está escasso, pretendo postar ao menos semanalmente por aqui! \o/

Decidi começar por esse livro, que estava perdido na minha estante e foi resgatado em algum momento, por curiosidade, já que não lembro de onde veio e não conhecia a história. 


O conteúdo traz uma lenda viking recontada e ilustrada por Chris Conover, com tradução de Sérgio Flaksman. Foi publicado pela Editora Ática em 1994, pertencente a uma série chamada Clara Luz.


A história não conta muitas novidades, principalmente quando estamos mais próximos às mitologias e contos de fadas. Basicamente é a história de um rapaz pobre que conhece um feiticeiro poderoso, ao buscar trabalho em sua casa. O feiticeiro vilão lhe propõe realizar algumas tarefas em troca de tornar-se rico. Nessa jornada, ele conhece a filha do feiticeiro, que está presa no fundo do mar. Os dois traçam um plano então para derrotar o feiticeiro, que ameaçava a todo seu povo.


Para mim a surpresa está nas ilustrações! Trabalho fantástico dessa artista que nasceu e cresceu em Nova York, acompanhando os passos dois pais, também artistas.  Ela conta em seu site que seu "primeiro livro, “The Wish at the Top”, de Clyde Robert Bulla, recebeu uma boa resenha no New York Times, e o segundo, intitulado “Six Little Ducks”, recebeu uma resenha do Times ainda melhor e foi escolhido como um livro de honra do Boston Globe / Horn Book". Depois ela publicou mais de vinte livros ilustrados, dos quais oito também escreveu.





Lindas ilustrações não? Você pode saber mais detalhes, conhecer as técnicas que Chris Conover utiliza em suas ilustrações e outros trabalhos no site da artista:
http://chrisconover.com/about.htm


E é isso por hoje. Desenterrei da estante um trabalho lindo e impossível de não compartilhar.

Beijos!

24 de agosto de 2016

Eu li #81 - Sempre haverá um amanhã

Oi gente!

As resenhas estão atrasadinhas, mas considerando que o mês de agosto foi mais lento com as leituras, logo eu coloco o atraso em dia! Agora, em vésperas de Bienal, tá complicado sentar para atualizar o blog, mas hoje consegui um tempinho para deixar o registro de um livro muito especial que passou pelas minhas mãos no mês passado. "Sempre haverá um amanhã", de Giselda Laporta Nicolelis. Essa edição é antiga, imagino que a atual já deva ter outra capa. Porém, é do conteúdo maravilhoso dessa história, escrita para o público infanto-juvenil mas que atende a todas as idades, que eu vou contar um pouquinho para vocês.


O livro basicamente conta a história de uma menina, a Mahara, desde seu nascimento. Aliás, desde antes dele, quando ela ainda era muito desejada por seus pais e irmãos. Porém, embora ela tenha nascido aparentemente normal, logo acontece um fato inesperado: ela não chora como a maioria das crianças ao nascer. Seu pai, que é o narrador do livro em primeira pessoa, se preocupa mas diante dos laudos de que Mahara não apresenta indícios de nenhum problema, curte muito esse lindo momento.


Aos poucos, em casa, percebe-se que Mahara chora pouco e dorme muito. Toda essa mansidão é vista com estranhamento pelos pais, mais a pediatra revela que a criança é muito saudável. Até que certo dia, em uma visita de amigos, eles se dão conta que Mahara, perto de uma criança da sua idade, age muito diferente. Então os exames comprovaram o medo que os rondava. Constataram que Mahara sofria de um atraso psicológico. Parte triste! A autora descreveu de modo tão sensível que parece que acontece com a gente. Porque esse é um assunto super delicado, parece tão fácil explicar que a idade mental de uma criança não acompanha sua idade cronológica, mas na prática parece tão incompreensível pelas pessoas. E foi aí que os preconceitos começaram e que a história trouxe uma intensa reflexão sobre a reação das pessoas e como a sociedade lida com crianças especiais.


Só posso dizer que foi uma leitura emocionante. Houveram partes duras, em que eu não acreditava, onde Mahara sofria preconceito dos próprios irmãos. Não por maldade, mas porque nem eles entendiam direito o que acontecia com ela. A preocupação desse pai com o futuro de sua criança e seu amor infinito, defendendo-a de tudo e todos, é de doer. E então acompanhamos o desenrolar emocionante dessa história, até Mahara atingir a maioridade. E descobrimos como ela se saiu diante de uma sociedade preconceituosa e cruel. Pois é, aquela em que vivemos. ;-(

Recomendo a quem passa por uma situação assim. Recomendo a quem não passa. Recomendo principalmente a quem precisa entender que, limitações físicas e psicológicas não diminuem nem tiram a humanidade de ninguém. Muitas vezes, é bem o contrário.

Beijos!

11 de agosto de 2016

Eu li #80 - Coraline

Oi gente!

Vamos falar de uma HQ muito fofa que eu li na Maratona Literária de Férias? "Coraline" de Neil Gaiman! Bom, com esse título imagino que a maioria deva lembrar da animação de 2009, escrita e dirigida por Henry Selick, certo? E se eu disser que eu amei a versão animada, mas depois que ler a HQ achei muito, muito, muito mais legal? Pois é, então vou mostrar um pouquinho dessa obra publicada nos EUA no final de 2007, adaptada em textos e ilustrações por P. Craig Russel, que agora chegou ao Brasil mostrando a Coraline na literatura. =)



Um dado interessante sobre "Coraline" é a que história foi a responsável pelo reconhecimento do autor Neil Gailman, depois dele ter se dedicado por vinte anos à escrita. Tá vendo gente? Não é fácil ser escritor de sucesso! (rs). E seu primeiro livro (que foi classificado como infantil), foi lançado em 2002 para só em 2009 terem lançado a animação. E agora Russell mostra em todas as páginas seu talento, com seu estilo e traços perfeitos, que foram selecionados por ele dos trechos originais da obra de Gaiman. Conforme a história avança, o ritmo vai se tornando muito mais sombrio do que na animação, alguns capítulos ficam extensos e recheados de acontecimentos. 


Para quem não conhece a história nem viu a animação, aí vai a sinopse: “ Coraline e seus pais mudam-se para uma antiga casa, com vizinhos velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas que encorajam a curiosidade e o instinto de exploração da menina. Numa tarde chuvosa e tediosa, Coraline consegue abrir uma porta que sempre estivera trancada na sala de visitas de casa e que revela (apenas para ela) um caminho para um misterioso apartamento ‘vazio’ no quarto andar do velho casarão. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. O mundo atrás da porta é mágico e sedutor. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado, além de “pais” muito atenciosos e uma comida maravilhosa. Porém, Coraline percebe aos poucos que aquele mundo é tão mortal quanto encantador, e que terá de usar toda a sua inteligência se quiser sair de lá.”


Nem a personagem principal se parece com a criança da animação. Na HQ Coraline é uma pré-adolescente, refletindo sobre o mundo ao seu redor. Sente-se abandonada pelos pais e quando se depara com a sensação de liberdade e de ter seus desejos realizados, precisa tomar decisões. Tem um personagem instigante nessa história toda, um gato. Sim, não sei dizer se o achei macabro ou inteligente, porque ele tem papel fundamental na narrativa, mas... me deu medo! Hahaha! 


Resumindo, se você gostou da animação e gostaria de conhecer a história por uma visão mais sombria e madura, leia a HQ. A edição é da Rocco, em capa dura e com 186 páginas. 

Beijos!

29 de junho de 2016

Eu li #75 - Assassin’s Creed: A Cruzada Secreta

Oi gente!

Quem conhece o lema do Portão Literário já sabe que o foco aqui é diversidade na literatura né? E é essa a ideia mesmo, você verá por aqui desde clássicos e literatura infantil, até terror e sim! Livros que inspiraram games e livros inspirados em games! Como é o caso de Assassin's Creed!!!



A história dessa leitura me chamou a atenção, porque eu amo contextos históricos e viagens no tempo, dois assuntos que são abordados na saga. Então, desde 2012, quando um colega me recomendou conhecer os livros, alegando que eu curtiria, fiquei curiosa, mas fui postergando. Até no mês passado o marido baixar o jogo no Xbox e eu ficar um pouquinho ao lado dele observando a história! Ele foi me explicando e pimba! Soltei um: "preciso dos livros!"

Antes de iniciar a leitura, procurei saber da cronologia. E descobri que "A Cruzada Secreta", embora tenha sido publicada como terceiro livro, é a primeira história na cronologia da saga, porque conta a história de Altair, que é o personagem principal do primeiro jogo e o ícone inicial de tudo. Quem narra "A Cruzada Secreta" é Nicollo Pollo, que vai contar sobre a vida de Altair Inn-La'Ahad. A trama se passa no século XIII, durante as Cruzadas, onde visitamos cidades como Jerusalém, Acre e Masyaf. Altair foi treinado pelo Credo dos Assassinos e com vinte anos já era mestre, mas possuía tanta arrogância quanto sua habilidade. Até que por conta disso, comete um erro gravíssimo e cobre-se de vergonha. Então precisou recomeçar sem nenhum privilégio e realizar uma série de missões para recuperar o respeito dos companheiros.



No início do livro dá para perceber apenas a transcrição do jogo. Uma sequencia de ações e dificuldades mostra exatamente o que está contido no game. Depois a trama emenda outras coisas, como Altair não dedicando-se a estudar os artefatos que encontra, e isso é que dá conteúdo para os próximos livros (jogos), abrindo espaço para o personagem do futuro, Ezio, tão conhecido nos dois primeiros livros da saga e nos jogos.

Há quem diga que esses jogos são nocivos. Eu achei que Assassin's Creed, além de trazer a atemporal luta do bem contra o mal, nos oferece uma visão da história com os personagens históricos que aparecem no meio das tramas. "A Cruzada Secreta" em particular traz uma nítida mensagem da importância da humildade em tudo que se faça, pois durante todo o livro Altair lutou para adquirir esse aprendizado. Isso o faz repensar suas atitudes e os ensinamentos do Credo, levando-o a basicamente fundar um novo Credo com o que acreditava. Gostei muito da personagem Maria, uma inglesa que se vestiu de soldado para lutar nas Cruzadas e que acaba incrementando a história por seu relacionamento divertido com Altair.

"Dediquei meu coração a conhecer a sabedoria, e a conhecer a loucura e a insensatez. Percebi que isso também era correr atrás do vento. Pois em muita sabedoria há muita dor, e aquele que aumenta o conhecimento aumenta a dor."

Embora não tenha acompanhado o jogo inteiro, deu para perceber que Oliver Bowden transcreveu muito bem a história nesse primeiro livro. Gostei da história, dos personagens e dos cenários. Mas confesso que achei alguns erros de português na narrativa, porém nada que me impeça de ler os próximos livros da saga.

Beijos!

14 de junho de 2016

Eu li #72 - O Livro da Selva

Oi gente!

Enfim! Enfim! Enfim! O vídeo do Mogli saiu! Hahaha! E minha animação não é para menos, porque eu me diverti muito, não só lendo esse clássico de Rudyard Kipling e fazendo o vídeo, como relembrando os gibis do Mogli que lia na década de 80, o desenho, o filme, até as contações de histórias para meus sobrinhos. Acha pouco? Então acompanhe também um depoimento do Richard Rasmussen, apresentador do programa Mundo Selvagem, contando para nós um pouquinho do seu amor pela natureza e pelos animais. Assista tudinho clicando aqui ou na foto abaixo.

Clique aqui para assistir

Beijos!

18 de maio de 2016

Eu li #67 - Alice no País do Espelho

Oi gente!

Hoje, além de mostrar mais um item da coleção Alice, também deixo registrada a leitura da segunda obra de Carroll, "Alice através do Espelho", ou "Alice no País do Espelho", como registra algumas edições, inclusive essa da L&PM Pocket. Bom, minha paixão é o clássico mais conhecido, "Alice no País das Maravilhas", mas como o filme vem aí e eu li há muito tempo, resolvi fazer uma releitura. E aí falamos de uma continuação das aventuras de Alice, que ao invés de cair em um buraco, atravessa o espelho e encontra um mundo ainda mais "nonsense" que o primeiro (rs). 

Justamente por essa falta de "sentido" nas histórias de Alice é que muitos relutam em ler. Eu digo que é o que me fascina. Mesmo por trás de tanta surrealidade, enxergo a Alice criança, inocente e desejosa de ir além da sua rotina. E olhando por esse ângulo, a entendo. Me identifico. Ponto. Vamos falar da história né? (rs).


Basicamente Alice está, como de costume, entediada. Dessa vez em sua sala, observando sua gata Dinah e suas filhotinhas. Enquanto dá uma bronca na gatinha relembra algumas experiências no País das Maravilhas e termina por descobrir que por trás do espelho da sua sala, há outro mundo maluco esperando-a para explorá-lo. Acaba por encontrar alguns velhos conhecidos, enquanto acostuma-se a flores falantes e um intrigante jogo de xadrez. Que na verdade não é um simples jogo de tabuleiro, mas um jogo onde ela é uma das peças e precisa se tornar a rainha. A partir daí, ela precisa avançar para chegar ao destino final e nessa aventura encontra personagens esquisitos e grandes aventuras!


Para quem já conhece Alice muito bem (e a escrita de Carroll), é fácil mergulhar nos devaneios da personagem e adaptar-se com as súbitas mudanças no decorrer da história. Ora estamos em um lugar e aparecemos em outro, encontrando personagens sem nenhuma lógica. Aliás, a história só tem uma certa lógica bem no início, depois... já era! Então, prepare-se porque é preciso um mínimo de concentração ao longo da história para perceber as tramas e jogadas do autor enquanto movimenta as peças no jogo. Enquanto isso encontramos velhos personagens com novas perspectivas.


"Alice no País do Espelho" apresenta uso constante de adivinhações e poemas. Tem várias conversas que parecem confusas para Alice (e para nós leitores), mas que se analisada a fundo, provam a riqueza da escrita de Carroll. Gosto da sua maneira sutil de transmitir lições educativas (considerando como que era a educação na época), para mim é a maior marca da sua genialidade como escritor.


Eu sou suspeita para "divagar" sobre Alice (rs). Poderia dissecar capítulos inteiros, analisando cada detalhe e tentando "entender" o que o autor quis transmitir. Sim, adoro dissecar Alice! Estou para ler um livro que é pura filosofia sobre o tema. Logo venho contar!

Beijos!



22 de abril de 2016

Obra de Monteiro Lobato autografada! #portaoliterario

Oi gente!

Desculpem meu sumiço, mas consegui miniférias nessa semana e eba! Estou descansando um pouquinho, porque estamos em abril mas esse ano tá rendendo!!! E hoje passei para mostrar um tesouro que passou pelas minhas mãos dias atrás. Uma obra de Monteiro Lobato em espanhol, publicada em 1946 e autografada pelo próprio autor! Não é mesmo um tesouro e um momento digno de ser registrado? Abaixo as fotos e se quiserem saber mais, na segunda-feira foi o Dia Nacional do Livro Infantil e eu mostrei todos os detalhes em um vídeo, lá no Portão Literário!