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18 de março de 2021

#TBT Especial Divã de Escrita #9 - Minha trajetória (2019 - Transformação)

Oi gente!

Bora prosseguir com o #TBT da minha trajetória na escrita, contando sobre 2019, um ano de transformações. Depois dos "tropeços" do ano anterior, que me fizeram enxergar o ambiente cultural e literário com olhos da profissional que sou, responsável, empreendedora, criativa e ética, decidi encarar as coisas do meu jeito e não ser "maria vai com as outras". Pois deu super certo! Consegui me inserir em grupos que realmente me agregavam e me aproximar de pessoas que me ajudavam a produzir meu trabalho e não o trabalho alheio.


E foi assim que, em abril de 2019, eu lancei meu quinto livro: "Donatelo, O Dragão Amarelo". Embora já quase decidida a não continuar na literatura infantil, como comentei em postagens anteriores, eu tinha um sonho de ver um livro meu ilustrado profissionalmente, nas prateleiras das livras e distribuído para todo o Brasil. Na prática não foi bem assim, mas deixa para lá.


Depois do lançamento tratei de divulgar meu dragãozinho e fiquei surpresa em como ele conquistou os leitores! Em 2019 meu tempo já estava ficando limitado pois minha mãezinha nos deu alguns sustos, estava a cada dia mais debilitada. Mesmo assim, consegui participar de vários eventos com o Donatelo, como: Feira do SESC, Casa da Bruxa no Bosque Alemão, SESC do Paço (com a Lilian contadora de histórias), FARESC, Grupo Escoteiro Colégio Medianeira (com a Mayara contadora de histórias), SESC da Esquina (com o escritor Márcio Garcia), na Lapa com escolas. E outros que não registrei em foto! Foi lindo!


Mas eu confesso que estava cansada dessa história de "eventos". Nunca tive muita paciência e ficar muitas vezes em pé o dia todo para vender dois ou três livros, desculpa. Não é minha praia. Ou não tenho mais idade para isso né? (rs). Na verdade nunca me importei muito com fotos e notícias, meu maior intuito sempre foi levar minhas histórias ao máximo possível de leitores. E para mim ficou mais que provado que não é participando de um evento local que consigo isso, se não for uma escritora já conhecida. 

Então tive uma ideia que mudou tudo: se eu trabalhei tantos anos no ambiente corporativo, porque não oferecer meus livros para meus colegas empresários, ex-colegas de empresa, ex-chefes, amigos da faculdade, e etc, para que eles promovam ação social indireta? A proposta era a compra de lotes de livros (5, 10, 15, 20) e eu doaria esses livros patrocinados para ONGs, projetos comunitários, escolas públicas. 

E não é que deu certo? Foram centenas de livros espalhados por Curitiba e Região Metropolitana. E o melhor de tudo, para um público que não é dos eventos, meus livros foram direcionados para os leitores que eu mais queria atingir, crianças que não tem recursos financeiros para adquirir livros. Porque a história do Donatelo ressalta o poder da amizade e a importância da autoceitação. Através da jornada dos personagens, o pequeno leitor poderá perceber a possibilidade de transformar sentimentos e superar traumas.



A partir daí, consegui enfim me dar por cumprida minha história com a literatura infantil. Por outros motivos complementares aos que já comentei, mas que também é melhor deixar como está, decidi então que não publicaria mais nenhum livro infantil com qualquer percentual de recursos próprios, exceto se uma editora algum dia quiser me bancar. Continuei vendendo meus livros dessa forma indireta e segui meu ano atribulado, pois minha mãezinha ficava cada vez mais dependente. Ainda assim, mesmo com meu trabalho oficial consegui manter os vídeos no canal e retornar para a escrita de contos, que foi como tudo começou em 2012, conto tudo lá na postagem.



Durante o ano, eu e a escritora Lu Evans nos aproximamos pela internet. Uma acompanhava o canal da outra no YouTube, começamos a trocar experiências e ela me convidou para fazer parte da organização de coletâneas de conto pelo seu selo editorial Nebula. Iniciamos com a coletânea Féericas (que também teve participação como organizadora da Graci Rocha) e foram várias outras entre 2019 e 2020. 


Eu também estava empolgada com os contos, porque trabalhamos neles nas oficinas do NLCAC e escrevi vários ao longo do ano. Também fui convidada para ser jurada na categoria literatura geek do Prêmio Cubo de Ouro, a primeira premiação brasileira a celebrar diversas vertentes do universo geek. Foi uma experiência muita bacana e gratificante, me senti reconhecida no meio literário não só como escritora, mas como leitora crítica também.

Evento do Prêmio Cubo de Ouro 2019

E é isso gente! Minha trajetória de dez anos está acabando, o próximo post vai ser bem difícil de escrever pois foi o ano em que menos produzi. Na próxima semana venho contar para vocês.

Beijos!

14 de abril de 2019

2 de dezembro de 2018

3 obras de Maurice Sendak | Portão Literário

Aquele vídeo que combina com domingo! 🤩🎥🎈📚
Que tal conhecermos um pouco do trabalho do grande autor e ilustrador Maurice Sendak, que deixou um legado de obras incomparáveis para a leitura dos pequenos?
Hoje eu mostro três obras do Sendak, inclusive "Onde vivem os monstros" que ganhou até adaptação cinematográfica.

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26 de novembro de 2018

EU LI: Sr. Bliss (J. R. R. Tolkien)

Novembro terminando e com ele nosso projeto Tolkien.
Obrigada Lu Evans e Frankcimarks Oliveira por me acolherem nessa aventura, foi demais!
No vídeo de hoje, a cerejinha do bolo da minha estante Tolkien, ou o meu xodó Tolkieniano: "Sr. Bliss"!

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13 de outubro de 2018

O PODER DAS HISTÓRIAS - PARTE 1 | Portão Literário

Oi gente!

Aproveitando o feriado para descansar um pouquinho mas deixando aquele vídeo que já estava devendo faz tempo!
Ontem foi Dia das Crianças e na próxima segunda será o Dia do Professor. Juntei as comemorações e inaugurei uma série de vídeos com foco no curso que apliquei na faculdade em 2017: "O Poder das Histórias"! Espero que gostem!

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3 de outubro de 2018

EU LI: O Melhor Lugar do Mundo (Aline Assone Conovalov)

Oi gente!

E eis que chegou o mês mais divertido do ano! Na minha opinião é claro. =)
Isso porque eu amo o Dia das Crianças e as comemorações de Halloween, aí esse ano decidi mesclar as duas temáticas e caprichar nas postagens do blog e vídeos do canal. Preparem-se!

Para começar a diversão, hoje nós vamos comentar sobre esse livro cativante que chegou por aqui, da Lura Editorial, que acabou de inaugurar seu selo Lurinha para literatura infantil. \o/


"O Melhor Lugar do Mundo" é o trabalho de estreia da autora Aline Assone Conovalov. Além dele conter uma história linda e apaixonante, foi lapidado com ilustrações incríveis do Marcio Perrella Jr. O livro conta a história do Léo, um coelho de três aninhos que mora com sua família em um bosque. Questionador e inteligente, ele sai por aí fazendo mil perguntas, principalmente para seu avô Carlos, que as responde ao mesmo tempo que ensina ao Léo sobre a importância da leitura. =)
 

Porém, como Léo não se contenta com pouco, descobre uma pergunta que o deixa novamente curioso e afobado: - Onde é o melhor lugar do mundo?

Eu sempre fui adepta ao clichê "o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço", mas confesso que depois de acompanhar o Léo nessa jornada em busca da resposta, me convenci que há um lugar ainda mais fantástico para definirmos como "o melhor lugar". 


Uma história bem escrita com uma produção caprichada, não poderia ser diferente. Dá gosto folhear as páginas e adentrar no colorido das ilustrações e no mundo do Léo! Entre uma e outra aventura em busca de respostas, a autora interage diretamente com o leitor criança, fazendo-o responder e aprender junto com a leitura. 



E para você? Qual é o melhor lugar do mundo? Já pensou em dar uma bisbilhotada no mundo do Léo para saber qual foi a resposta que ele encontrou? Fica a dica para o Dia das Crianças!

Boa leitura!

21 de agosto de 2018

EU LI: Lagartas e borboletas (Ana Rapha Nunes)

Oi gente!

No último dia 11 levei minha sobrinha Maria Clara no lançamento do novo livro da Ana Rapha Nunes, escritora que admiro e apoio. A Ana é carioca mas mora em Curitiba desde criança e tem uma bagagem incrível na área de educação. Foi professora por muitos anos e pouco depois de lançar seu primeiro livro, em 2015, passou a se dedicar integralmente à Literatura.

Sorte dos leitores! Principalmente do público infantojuvenil, que identifica-se muito com a escrita da Ana Rapha, por abordar na maioria de seus livros conflitos e descobertas que transitam entre infância e adolescência. Sorte a minha também, que amo literatura infanto e tenho a alegria de fechar um livro como esse e dizer: - É disso que precisamos na Literatura!


"Lagartas e borboletas" é o quinto livro da escritora, que sempre buscou inovar em sua prática pedagógica e agora nos presenteia com histórias que não só encantam, como também ensinam. Esse livro tão delicado em aparência e tão profundo em essência, fala de relações familiares, inseguranças, afetos, transformações físicas e psicológicas da adolescência.

A história é narrada em terceira pessoa e conta sobre Lara, uma menina de doze anos que vê seu mundo virar de cabeça para baixo quando seus pais decidem pela separação. Não bastasse isso, seu corpo está ficando diferente e as amigas da escola surgem com conversas estranhas. A gota d'água é uma viagem que aparece do nada e Lara se vê transtornada diante de tantas mudanças!

O desenrolar das situações diante de novos cenários fazem com que Lara, aos poucos, amenize sua revolta e passe a desfrutar das mudanças com novas perspectivas. A presença de uma pessoa da família que entra na história e com sua vivência e sabedoria faz toda a diferença, me lembrou de como estamos carentes desse tipo de mensagem nos livros contemporâneos.



Certamente é uma história que cria empatia e identificação com o leitor, principalmente na mesma faixa de idade da protagonista. A história é triste em vários momentos, mas junto com a protagonista, transforma seus pesadelos em perspectivas belas e cheias de cor, como lagartas e borboletas. =)

Se você gostou e quer conhecer os outros trabalhos da Ana Rapha Nunes, só clicar aqui.

Boa leitura!

20 de junho de 2018

A Filha do Feiticeiro | Lenda viking na literatura infantil

Oi gente!

Desde que criei o canal no You Tube em 2016 não trouxe mais postagens escritas aqui para o blog. Confesso que senti falta de escrever, embora o fizesse no roteiro dos vídeos. Contudo, agora que meu tempo para vídeos está escasso, pretendo postar ao menos semanalmente por aqui! \o/

Decidi começar por esse livro, que estava perdido na minha estante e foi resgatado em algum momento, por curiosidade, já que não lembro de onde veio e não conhecia a história. 


O conteúdo traz uma lenda viking recontada e ilustrada por Chris Conover, com tradução de Sérgio Flaksman. Foi publicado pela Editora Ática em 1994, pertencente a uma série chamada Clara Luz.


A história não conta muitas novidades, principalmente quando estamos mais próximos às mitologias e contos de fadas. Basicamente é a história de um rapaz pobre que conhece um feiticeiro poderoso, ao buscar trabalho em sua casa. O feiticeiro vilão lhe propõe realizar algumas tarefas em troca de tornar-se rico. Nessa jornada, ele conhece a filha do feiticeiro, que está presa no fundo do mar. Os dois traçam um plano então para derrotar o feiticeiro, que ameaçava a todo seu povo.


Para mim a surpresa está nas ilustrações! Trabalho fantástico dessa artista que nasceu e cresceu em Nova York, acompanhando os passos dois pais, também artistas.  Ela conta em seu site que seu "primeiro livro, “The Wish at the Top”, de Clyde Robert Bulla, recebeu uma boa resenha no New York Times, e o segundo, intitulado “Six Little Ducks”, recebeu uma resenha do Times ainda melhor e foi escolhido como um livro de honra do Boston Globe / Horn Book". Depois ela publicou mais de vinte livros ilustrados, dos quais oito também escreveu.





Lindas ilustrações não? Você pode saber mais detalhes, conhecer as técnicas que Chris Conover utiliza em suas ilustrações e outros trabalhos no site da artista:
http://chrisconover.com/about.htm


E é isso por hoje. Desenterrei da estante um trabalho lindo e impossível de não compartilhar.

Beijos!

21 de setembro de 2016

Eu li #85 - O Dragão de Gelo

Oi gente!

Existe sempre uma polêmica entre os fãs de "Guerra dos Tronos" e os "alienados" né? Tipo eu...hahaha! Falei sobre isso no vídeo das leituras do mês de agosto, só clicar aqui para assistir. Aí que quando eu falo que não assisto Guerra dos Tronos, o povo fica abismado. Como assim? Justo você? E eu replico: Como assim digo eu! Como assim justo eu? E o debate se inicia. 

Acontece que, se alguém que me conhece muito se admira, eu entendo. Porque a pessoa sabe meus gostos literários e cinematográficos e sim, é inacreditável que eu, fã assumida de literatura épica e fantástica, não tenho lido George Martin nem assistido ao seriado. Então expliquei no vídeo que antes de assistir, quero ler os livros. E não me encorajo em ler aquele "mundaréu" de continuações simplesmente porque amo o tema, e vou largar tudo em paralelo para acompanhar. Estou em uma fase de muito estudo e aprendizado, com a faculdade de Letras e contato com a Literatura como cultura e componente das transformações da humanidade ao longo da história. E isso não é pouco gente, tem assunto "prá mais de metro", como dizia meu pai. Tenho sido muito eclética nas leituras, experimentado, vivenciado, inclusive com as leituras da faculdade. Então, sinto muito, agora não dá.

Mas eis que o Ítalo, meu colega de sala, sugeriu então que eu apenas conhecesse a escrita do autor, lendo a sua obra infantil, "O Dragão de Gelo". Sugestão que acatei e concluí em menos de dois dias, porque como disse, amo a temática esse sim, sendo livro infantil, me tomou pouco tempo. Aliás, a edição é tão linda que levei mais tempo admirando-a do que lendo a história, que é bem curta. =)


Em "O Dragão de Gelo", vamos conhecer a história de Adara, uma menina muito quieta que nasceu em um rigoroso inverno que levou sua mãe durante o parto, deixando em sua filha marcas visíveis do acontecimento. Adara era pálida e fria. Não chorava nem demonstrava seus sentimentos. Ela vivia no Norte com seus pais e dois irmãos.


Adara, ao contrário do povoado, sentia uma grande intimidade com o Dragão de Gelo, temido por todos por trazer o frio e fome. Ela, no entanto, aguardava ansiosa o inverno e sua chegada. Ainda pequena já conseguia montá-lo e quando o reino se tornou ameaçado por um exército de Dragões inimigos, essa amizade foi colocada à prova e muitas mudanças determinariam o futuro dos dois. 


Em uma história infantil não dá para se estender muito na resenha, sob o risco de spoilers, mas o que mais me chamou a atenção foi a riqueza de detalhes em uma história tão breve. Acho que dá para entender mesmo a escrita do autor e o motivo de seus livros terem tantos personagens, como dizem. E como disse no início da postagem, a edição é digna de uma boa parada para admirações. Um capricho imenso no visual que a Editora Leya demonstrou, que dá gosto de olhar! Detalhes em dourado, capa com gramatura grossa (não chega a ser capa dura mas bem melhor que a tradicional), ilustrações belíssimas do espanhol Luis Royo e uma linda história para se contar.

Beijos!

1 de julho de 2016

O Sapo Tonico chegou! Eba!

Oi genteeeeeeee!!!

Hoje só alegria! Primeira divulgação do meu novo livro, "O Sapo Tonico e sua descoberta" já chegou e logo estará por aí, fazendo a alegria e motivando a leitura da criançada! Assista o vídeo!

Clique para assistir
Beijos! 

18 de maio de 2016

Eu li #67 - Alice no País do Espelho

Oi gente!

Hoje, além de mostrar mais um item da coleção Alice, também deixo registrada a leitura da segunda obra de Carroll, "Alice através do Espelho", ou "Alice no País do Espelho", como registra algumas edições, inclusive essa da L&PM Pocket. Bom, minha paixão é o clássico mais conhecido, "Alice no País das Maravilhas", mas como o filme vem aí e eu li há muito tempo, resolvi fazer uma releitura. E aí falamos de uma continuação das aventuras de Alice, que ao invés de cair em um buraco, atravessa o espelho e encontra um mundo ainda mais "nonsense" que o primeiro (rs). 

Justamente por essa falta de "sentido" nas histórias de Alice é que muitos relutam em ler. Eu digo que é o que me fascina. Mesmo por trás de tanta surrealidade, enxergo a Alice criança, inocente e desejosa de ir além da sua rotina. E olhando por esse ângulo, a entendo. Me identifico. Ponto. Vamos falar da história né? (rs).


Basicamente Alice está, como de costume, entediada. Dessa vez em sua sala, observando sua gata Dinah e suas filhotinhas. Enquanto dá uma bronca na gatinha relembra algumas experiências no País das Maravilhas e termina por descobrir que por trás do espelho da sua sala, há outro mundo maluco esperando-a para explorá-lo. Acaba por encontrar alguns velhos conhecidos, enquanto acostuma-se a flores falantes e um intrigante jogo de xadrez. Que na verdade não é um simples jogo de tabuleiro, mas um jogo onde ela é uma das peças e precisa se tornar a rainha. A partir daí, ela precisa avançar para chegar ao destino final e nessa aventura encontra personagens esquisitos e grandes aventuras!


Para quem já conhece Alice muito bem (e a escrita de Carroll), é fácil mergulhar nos devaneios da personagem e adaptar-se com as súbitas mudanças no decorrer da história. Ora estamos em um lugar e aparecemos em outro, encontrando personagens sem nenhuma lógica. Aliás, a história só tem uma certa lógica bem no início, depois... já era! Então, prepare-se porque é preciso um mínimo de concentração ao longo da história para perceber as tramas e jogadas do autor enquanto movimenta as peças no jogo. Enquanto isso encontramos velhos personagens com novas perspectivas.


"Alice no País do Espelho" apresenta uso constante de adivinhações e poemas. Tem várias conversas que parecem confusas para Alice (e para nós leitores), mas que se analisada a fundo, provam a riqueza da escrita de Carroll. Gosto da sua maneira sutil de transmitir lições educativas (considerando como que era a educação na época), para mim é a maior marca da sua genialidade como escritor.


Eu sou suspeita para "divagar" sobre Alice (rs). Poderia dissecar capítulos inteiros, analisando cada detalhe e tentando "entender" o que o autor quis transmitir. Sim, adoro dissecar Alice! Estou para ler um livro que é pura filosofia sobre o tema. Logo venho contar!

Beijos!



2 de fevereiro de 2016

O Sapo Felizardo fez parte da minha infância!

Oi gente!

Hoje vim mostrar um dos primeiros livros que li na vida! Foi um presente da minha madrinha (que já comentei ser uma das minhas maiores incentivadoras na leitura desde pequena). Quem me acompanha sabe que um dos próximos livros meus a serem lançados conta a história de um sapo. Ele não é felizardo mas é muito sortudo e em alguns meses descobrirão o motivo! (rs)

O enredo é bem diferente, as interações e ambientação. Mas certamente foi essa história, do escritor paulista Ivan Engler de Almeida, com ilustrações lindas de Nelson Coletti, publicada pela Editora do Brasil S/A, que me inspirou a escrever a minha. =)






Pois é. Sou de um tempo em que ainda não tinha ISBN (rs)! E não consegui nem descobrir em que ano foi publicado, não tem essa informação no livro. Mas não importa. Queria mostrar para vocês um livro que com certeza marcou minha infância e até hoje considero um tesouro literário para mim. =)

E você? Tem algum livro que marcou sua infância? Conta prá mim!

Beijos!

12 de novembro de 2015

Raridade de Andersen!

Oi gente!

Lembram que dias atrás eu postei uma raridade que folheei, vinda de um amigo colecionador? Era um livro de Cecília Meireles, com dedicatória da própria autora, datada de 1949. Post aqui. Então, eu havia esquecido de postar, mas aproximadamente há um ano atrás, ele também me presenteou mostrando uma aquisição rara de contos, adivinhem de quem? De Andersen!! Apreciem sem moderação, porque a obra é de 1872, contém uma foto original do autor e além de um dedicatória especial, uma carta no final (que está em dinamarquês e não faço ideia do conteúdo...rs).







A dedicatória eu consegui a tradução (com o próprio amigo colecionador). “Den pragtfulde solo dancer Herr Bruun, em dejlig hilsen fra Hans Christian Andersen” = “Ao esplêndido bailarino principal Sr. Bruun, com os cordiais cumprimentos de Hans Christian Andersen”.

Admirar essas obras, assim tão de pertinho, para mim é acreditar que, embora as coisas materiais se percam com o tempo, as emoções que elas despertam são indestrutíveis!

Beijos!

30 de outubro de 2015

Onde vivem os monstros?

Oi genteeee!!!!

Que delícia fazer esse post! Fiquei guardando ele para o último porque foi um dos meus preferidos de Halloween! Amo comemorar Halloween e amo crianças, daí juntou as duas coisas e fiquei empolgadíssima! Hahaha! Bom, tudo começou quando fiz essa postagem sobre as ilustrações de Maurice Sendak, aí veio a vontade de ler o livro e conhecer a história. E achei que tinha tudo a ver com o mês das crianças e Halloween, porque ela fala de monstros! Muitos monstros!

"Onde vivem os monstros" é um clássico da literatura infantil americana, escrito e ilustrado por Maurice Sendak em 1963. Foi lançada no Brasil em 2009, mas revolucionou a leitura, alterando o conceito do livro infantil. Por conter poucas palavras e muitas ilustrações, atrai a curiosidade e facilita o acesso das crianças menores. A obra ganhou vários prêmios, inclusive o "Hans Christian Andersen", considerado um dos maiores prêmios internacionais para livros infantis. E a história?


A história é bem curtinha, então obviamente não posso dar muitas informações senão conto ela (rs). Difícil resumir uma história resumida...hahaha! Mas basicamente conta sobre um menino chamado Max, muito sonhador mas solitário, que vive em mundos criados pela sua imaginação. Um belo dia ele irrita sua mãe com suas bagunças, leva uma bronca e ganha um castigo. Algo o leva para navegar no oceano e conhecer lugares diferentes, até chegar onde vivem os monstros e ser proclamado rei.


Max então faz muitos amigos lá e inicia uma grande jornada de descobertas, principalmente o que mora no coração de cada um deles. E começa a questionar sobre suas escolhas e consequências. Eu achei a história linda e inocente, mas muito reflexiva!

Eu sugiro uma técnica! Se você for ler, leia duas vezes. A primeira leitura faça como adulto e a segunda com sua criança interior. Porque senti isso. Se eu leio como adulta, no final eu me pergunto: "-Tá, mas já acabou?". Mas se eu leio como criança, com certeza percebo que seria um dos melhores e inesquecíveis livros que teria lido na infância. =)


O livro foi traduzido para 20 idiomas e conta também com uma adaptação cinematográfica, dirigida por Spike Jonze e produzida pela Warner Bros em 2010. Eu ainda não vi mas quero muito! Parece que no filme Max é um pouco mais velho do que no livro, mas conquista a todos da mesma maneira. Aliás, dizem que o filme traduz com a mesma simplicidade toda a emoção que o livro transmite, com uma história extendida, onde os monstros dialogam mais e demonstram com detalhes seus sentimentos, alegrias e tristezas. Deixo o trailler do filme para vocês sentirem o gostinho e, quem sabe, ficarem como eu, doidinha para ver!


E aí gente? Será que ficaram curiosos como eu fiquei? Quanto ao livro, posso garantir que é encantador, cativante, único. Desde as cores, papel, formato, ilustrações e história. Daqueles que a gente quer guardar em um espaço especial na estante. Daqueles que dá gosto de folhear, sentir as páginas, passar as mãos pelos desenhos igual criança! Sem falar que, eu acho impressionante como alguns escritores tem o dom de deixar uma mensagem intrínseca em pouquíssimas palavras. Me inspiro muito, além de vivenciar as reflexões como leitora.


E assim eu termino as postagens Halloween 2015 e espero que no próximo ano consiga trazer muitas novidades e surpresas para vocês. Os planejamentos estão a mil! E, seja para quem leu ou não o livro de hoje, eu deixo a pergunta que não quer calar:
"E PARA VOCÊ? ONDE VIVEM OS MONSTROS?"



Encerro a postagem com minha performance de 2015, para a festa de Halloween da faculdade, que me rendeu até um prêmio de caracterização. Sim, cansei de maquiagens esplendorosas e fantasias caras. Quem sabe ano que vem. Por agora, uma face horrorosa que esconde um sorriso gigantesco, de quem divertiu-se muito, ofereceu doçuras e impressionou a todos com sua coragem (em usar uma máscara dessas)! Hahaha!

Beijos!

23 de setembro de 2015

O mundo delicado de Sarah Kay

Oieeee!!!!

Hoje vamos celebrar a chegada da Primavera, com uma história que tem tudo a ver com ela. Uma história doce, delicada, leve e florida. A história de Sarah Kay! Quem lembra da personagem que encantou nossos anos 80, fazendo parte dos cadernos, papéis de carta e álbuns de figurinhas? Uma personagem com estilo próprio, trajada de tamancos, calças boca-de-sino, chapéus suntuosos e vestidos repletos de laços e babados, alternando entre modelitos dos anos 30 e anos 80? Sim, estamos falando dos desenhos da Sarah Kay, que segundo sua criadora, foram feitos com a intenção de mostrar o mundo de forma doce e romântica. Então vamos conhecer ou relembrar? Apresento!



Sarah Kay (cujo nome verdadeiro é Vivien Kubbos) é uma desenhista australiana e sempre foi apaixonada pelo que faz. Frequentou a Academia de Arte e logo aos vinte anos começou a trabalhar com publicidade. Lá por meados de 1970 já era uma ilustradora freelancer e começou a assinar seus desenhos como Sarah Kay, para vendê-los como cartões românticos ou de aniversário. Depois ela começou a distribuir seus desenhos para os maiores editores de cartões australianos e o sucesso veio rápido! O carisma da personagem e a maneira com que sua ingenuidade retrava temas alegres e infantis, se espalhou pelo mundo. Aqui no Brasil a fase de maior sucesso foi ao longo da década de 80, ao lado de personagens como Moranguinho e "Amar é..." (eu lembro!)

Sarah Kay (Vivien Kubbos) desenhando para as crianças
Uma particularidade que não teve como eu não notar, em minhas pesquisas, foi que apesar do sucesso que fez com sua personagem lembrada até hoje, a criadora nunca se importou com a fama. Pelo contrário, eu "penei" para conseguir essas fotos acima gente! Descobri que ela dificilmente concede entrevistas, não se encontra material sobre ela divulgado publicamente e hoje ela mantém uma vida bem reservada, na mesma casa, ao lado do porto de Greenwich, em Sydney. O que também explica de onde vinha tanta inspiração, porque Greenwich é classificado como um lugar lindo, ainda composto de mata nativa, traduzido na simplicidade que ela retratou em seus desenhos. 

Alguns dos álbuns de figurinhas de Sarah Kay.
Ai gente, e quem não lembra dessas belezuras aí de cima? Eu confesso que não tive! Snif! Snif! (rs). Porque quem lembra deve saber que esse não era um "passatempo" relativamente barato na época, então eu só tinha o luxo de olhar os álbuns das amigas e vez ou outra sentir a felicidade de ganhar algumas figurinhas repetidas!!! Sim, adorava, guardava, economizava como preciosidades! Hahaha! Coisas de criança né? Na verdade eu tive um único álbum de figurinhas na minha infância, mas isso é história para outro post. ;-)

Um dos lindos desenhos de Sarah Kay.

Esses lindos desenhos foram (e continuam sendo) reproduzidos em inúmeros objetos. Não é difícil encontrarmos calendários, papéis de carta, bloquinhos, cadernos, cartazes, canetas e muitos outros onde ela está presente. Sarah Kay é admirada no mundo todo, sem que muitas pessoas sequer conheçam a história da sua desenhista, mesmo levando em seu material as mais diversas poses da personagem. Vamos curtir um pouquinho do mundo da Sarah Kay?

Imagens primaveris para celebrar a chegada da estação florida!

Costura e bordado para homenagear as amigas artesãs!
Leitores e escritora para representar o mundo mágico da literatura!
E é isso gente. Teria muitoooooos desenhos para mostrar, mas é tão difícil, quase impossível escolhê-los e separá-los. Sugiro que, se gostaram, procurem no google a Sarah Kay e ficarão impressionados com a quantidade de ilustrações. Divirtam-se!

Beijos!