11 de julho de 2018

EU LI: O Alfabeto dos Pássaros (Nuria Barros)

Oi gente!

Na semana passada li essa belezura aqui. Apesar de não ter curtido muito a narrativa, outros pontos positivos me fizeram gostar do conjunto da obra! Um deles é a edição caprichada da Cosac Naify, por isso não poderia deixar de trazer algumas fotos para vocês. 

Capa do livro.

A autora Nuria Barros é espanhola e na obra ela nos conta a história da Nix, uma menina chinesa de seis anos que foi adotada por pais espanhóis. Só que mesmo tão pequena, ela questiona sua origem e não aceita ter sido abandonada pela mãe. Aí que a mãe adotiva entra em cena e na minha opinião a autora acertou a mão. Em meio a tentar acalmar tanta ansiedade e questionamentos da filha, ela cria uma sucessão de metáforas e histórias maravilhosas sobre sua trajetória. 

Verso da jacket do livro.
Só que mesmo com todo o esforço da mãe, Nix não se convence. Ela quer voltar para a barriga da mãe verdadeira para descobrir-se por completo. Os diálogos entre mãe e filha adotivas são mágicos, porém em alguns momentos doídos com as perguntas da menina, nos fazendo refletir sobre a rejeição familiar dos filhos adotivos.

Uma das lindas ilustração internas.
Nix tem uma irmã menor, a Nox, que também é chinesa e adotiva. E Nox age normalmente, ama a família e vê alegria em tudo. É muito legal acompanhar os momentos entre as duas para entender que crianças podem estar na mesma família, serem ou não adotadas, terem idades variadas, mas cada uma é um ser humano, uma pessoa, uma personalidade que pode sim ser lapidada, mas que sempre terá conflitos diferenciados e que devem ser trabalhados.

Detalhe dos títulos dos capítulos.
Não posso deixar de citar o trabalho bacana da ilustradora Catarina Bessel que deu vida e emoção ao livro, com ilustrações em preto e branco porém misturadas com colagens de letras impressas. E aí no decorrer da história você também vai entender o título do livro! Um ponto negativo para a capa com fundo branco em papel fosco, daquele que se levar para todo lado fica bem sujinho. =(

Quarta capa com sinopse de Rodrigo Lacerda.

Achei interessante trazer minha opinião, pois pode servir para famílias que vivem na prática o complexo processo de adoção. Um gesto lindo, que admiro demais, e que sim, pode ser apaziguado com amor e imaginação. Aliás, como sempre, a história pode curar muitos males!

Beijos!

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