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25 de outubro de 2020
Histórias de Fantasmas (Charles Dickens) | Portão Literário
Dickens é muito lembrado por uma escrita que denuncia os problemas sociais advindos da Revolução Industrial, mas também usou a temática sobrenatural em outras narrativas, como, por exemplo, o conto intitulado “O Sinaleiro”, que faz parte da coletânea de contos "Histórias de Fantasmas".
26 de dezembro de 2019
EU LI: Serpentário (Felipe Castilho)
Oi gente!
Aos quarenta e cinco do segundo tempo, lá vamos nós deixar a última postagem do ano aqui no blog, com as impressões de "Serpentário", do autor Felipe Castilho. Um livro que gostei muito e que tem como pano de fundo algo que curti por vários anos na minha vida: passar o reveillon na praia! Delícia!!! #sqn desta vez (espia só aí embaixo!)
Pois é. Neste livro, um reveillon dos quatro protagonistas não foi tão delícia assim. A história é sobre três adolescentes de classe alta que cresceram com a tradição de curtirem férias juntos no litoral de São Paulo. Agregado ao grupo, temos Paulo, um quarto adolescente, filho de uma empregada doméstica. Opa! Percebi que teríamos uma crítica social aí, já gostei. Mas não é exatamente isso que permeia o livro não, se prepara para uma história de suspense com pitadas de terror.
Mais precisamente no reveillon do ano 2000, os quatro amigos fazem o quê? O que a gente quando adolescente (lembrem que eu já fui uma!), mais faz de melhor: "burrada!". Vão parar na Ilha das Cobras, um cenário real na costa brasileira e que segundo informações, possui mais de quarenta cobras por hectare. Quer mais? Tem! Não bastasse o conglomerado de cobras (já adianto que o livro não é recomendado para quem tem problema com elas), eles saem da ilha traumatizados com uma experiência bizarra, deixando lá o seu amigo Paulo, que foi morto. A partir daí a narrativa é intercalada em dois tempos: passado e presente. Aliás, vamos descobrindo detalhes sobre esta experiência ao longo da história, enquanto os amigos já adultos, decidem se reencontrar para lidar de vez com as consequências emocionais deixadas pelo trauma do passado. Contando assim, até parece um suspense comum, eu particularmente não comecei muito empolgada, mas acabei gostando muito!
Não escolhi esta leitura, ela fez parte dos livros mais votados para concorrer ao Cubo de Ouro, o maior prêmio Geek do Brasil, em que fui convidada para ser jurada técnica na categoria Melhor Literatura Geek. E embora eu não ache que o "Serpentário" de Castilho se encaixe exatamente no perfil de literatura geek, foi uma das nove obras que mais gostei de ler!
Acredito que o autor conseguiu inserir na história algum segredinho que me prendeu do início ao fim, porque embora eu ame suspense e terror, sempre tendo mais aos clássicos e/ou policiais. "Serpentário" me instigou pelas experiências psicológicas dos personagens, me amedrontou com seu tom ameaçador e cenários intrigantes, me prendeu com o ar sobrenatural das situações e completou minha boa experiência de leitura, abordando temas como corrupção e racismo. O modelo construído pelo autor para contar a história, em estilo quebra-cabeças, funcionou positivamente para mim.
Além da edição caprichada da Íntrinseca, também destaco as referências culturais deixadas pelo autor na história, que trazem aquela aliviada da tensão em esperar o desfecho da história, que não deixa a desejar, na minha opinião. Eu gostei, a leitura me prendeu demais, o desfecho me satisfez e quero ler mais obras do autor. =)
Boa leitura e um maravilhoso 2020 a todos!
20 de fevereiro de 2019
EU LI: Uma casa no fundo de um lago (Josh Malerman)
Oi gente!
Um pouco atrasada mas precisava registrar meus comentários sobre essa leitura, que fiz em janeiro, depois daquela enxurrada de comentários e críticas sobre "Bird Box", o filme thriller inspirado na obra "Caixa de Pássaros" e transmitido mundialmente pela Netflix. Adoro quando uma obra literária ou adaptação cinematográfica divide opiniões. Os debates sérios e troca de opiniões respeitosas agregam muito para nossa rotina de leitoras e fãs do cinema.
E quando acabamos mudando de opinião, após olhares diferentes e mais aprofundados, é uma experiência incrível, ao menos para mim. Foi o que aconteceu nesse caso. Quando li "Caixa de Pássaros", gostei do livro como um todo, mas fiquei muito brava com o autor, me senti enrolada e enganada. Achei a ideia original, o suspense fantástico, mas o fechamento me decepcionou, embora essa característica do autor, agora eu percebi, agrade a muitos leitores. Pois bem, assisti ao filme e gostei muito. E foi aí que decidi ler o novo livro de Josh Malerman, que sem mais delongas, é o assunto do post de hoje. =)
Eu ainda não pesquisei a fundo as opiniões sobre "Uma casa no fundo de um lago", mas já aposto que são controversas também, porque o autor realmente tem uma característica própria para desenrolar e fechar suas histórias. E isso é bom, aprendi no Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro, que estou frequentando, que o autor se destaca quando tem uma "marca" ou característica própria na sua escrita. Josh Malerman tem.
Seu novo livro não me decepcionou, embora seja uma história mais jovem adulto, até beirando ao infanto eu diria, mas estava preparada para o que viria, e consegui absorver melhor o que Malerman tenta nos passar. Sua vibe é construir metáforas para nos deixar pistas, questionamentos e abertura para interpretações!
"Uma casa no fundo de um lago", tem 160 páginas que contam a história de dois jovens de dezessete anos, o James e a Amelia. Estão apaixonados, decidem combinar seu primeiro encontro passeando de barco em um lago. E porque quando somos adolescentes em um primeiro encontro a gente sempre deseja aventura e quer impressionar, acabam encontrando uma passagem escondida que os leva a um terceiro lago (dois eram visíveis). Lá eles descobrem uma casa submersa, de dois andares, que desafia todas as leis da física, pois é mobiliada, com quadros na parede e tapetes no chão, que não flutuam!
Para mim não foi um livro aterrorizante, nem um romance água com açúcar. Ficou no meio termo, porque não conseguia parar de ler e agora conhecendo melhor a escrita do autor, tentar entender as entrelinhas. Interpretei como uma história que, principalmente, fala sobre as descobertas do amor na adolescência. E a partir disso, o autor conduz a narrativa, incluindo elementos de fantasia e suspense, sempre seguindo naquela linha que, quem conhece outros livros dele ou assistiu "Bird Box", já sabe.
Não foi a melhor das leituras, achei a história rápida demais, os personagens rasos e alguns aspectos mal trabalhados, mas agora não me permito mais ficar brava com autor nem dizer que é um livro ruim. Até porque assim como em "Caixa de Pássaros", gostei da premissa da história! Acho que pode atrair bastante o público jovem leitor. E só para reforçar que não desgostei de todo e que o autor tem sim suas qualidades, "Piano Vermelho" já está na minha wishlist!
Boa leitura!
21 de novembro de 2018
EU LI: Os Pássaros (Frank Baker)
Oi gente!
Era para sair esse post em outubro, mês de Halloween, mas logicamente estou atrasada. Faz parte! De outubro pra cá algumas atribulações e imprevistos, fazendo meu fim de ano um tanto estressante. Mas como eu sempre digo: Antes tarde do que nunca! Então bora falar de "Os Pássaros", de Frank Baker, esse livro lindo que ganhei no ano passado da amiga Bella Nine!
A Editora DarkSide lançou "Os Pássaros" em 2016, oitenta anos depois de sua primeira publicação e apesar de na época ele ser comercializado como a história que inspirou uma das obras cinematográficas de Hitchcok, apenas contém uma cena ou outra que lembra o filme. Na verdade, o filme foi baseado no conto homônino de Daphne Du Maurier, escrito em 1952.
Já "Os Pássaros" de Frank Baker, leitura tema desse post, até remete à atmosfera de Hitchcoch, mas a história é bem diferente. A personagem Anna abre o prefácio mencionando uma frase curiosa e frequente do seu pai: "antes da chegada dos pássaros", e pede que ele conte sobre esse mundo que ela não conheceu e que se passa nos anos 30, em Londres. Então seu pai passa a lhe contar, todas as noites, o que viveu nessa época.
A chegada dos pássaros foi bem misteriosa. Passaram a observar as pessoas e por algumas vezes, atacavam. Vejam, esses aspectos da observação foi um prato cheio para o autor inserir na história divagações e análises meticulosas sobre o comportamento humano, enfrentamento de medos e hipocrisias da sociedade. O ponto positivo é que isso dá ao leitor uma boa reflexão sobre o quanto a história se tornou atemporal, quando fazemos parâmetros com nosso mundo atual. O ponto negativo é que essa narrativa se torna, não raras vezes, um pouco entediante.
Ainda que pelos aspectos negativos acima, no geral recomendo muito a leitura. A escrita do autor é bacana e em alguns momentos de clímax, ele consegue sutilmente prender o leitor de vez. Enquanto ficamos nos perguntando qual o origem dos pássaros e porque eles atacam as pessoas, queremos virar as páginas alucinadamente para saber as respostas.
Depois do filme de Hitchcock, o autor Frank Baker processou o cineasta por plágio. E o segundo defendeu-se alegando que sua inspiração foi do conto da Daphne. Polêmicas sobre o tema ainda existem, porém eu pessoalmente achei algumas semelhanças com cenas pontuais, porque a história indiscutivelmente é outra.
O filme é suspense o tempo todo. O livro prende, mas deixa muita reflexão. É inegável o quanto é custoso o enfrentamento de nossos medos e quantas pessoas acabam deixando-se dominar por eles.
"Os Pássaros" é um livro que divide opiniões. Eu não sei se amei a história, mas certamente me envolveu e recomendo. Conheço pessoas que adoraram! Para deixar um pouco de suspense, recomendo após a leitura defrontar-se com um pássaro e olhar em seus olhos, a experiência foi bem estranha para mim. Hahaha! Destaco a edição da DarkSide que leva a maioria dos méritos, está maravilhosa!
Boa leitura!
9 de junho de 2016
Eu li #71 - A Garota no Trem
Oi gente!
Mas vejam, isso não diminui os créditos de Paula Hawkins, inclusive porque é seu primeiro thriller e isso me faz pensar: imagine os próximos! Com certeza não serão esses detalhes que me farão deixar de ler outras histórias da autora. Tanto que "A Garota no Trem" já tem adaptação cinematográfica, que foi produzida pela DreamWorks e deve estar chegando no Brasil em novembro. Eba!
Hoje a resenha é do último livro escolhido pelas meninas do Clube do Livro aqui de Curitiba. A sugestão do mês de maio veio da Stella e trata-se do sucesso de vendas "A Garota no Trem", o livro de estreia da autora Paula Hawkins. E eu quando fiz essa cara para a foto nem imaginava que combinaria tão bem com o tema (hahaha!). Sim! O livro é doido. Mas não é para menos, é um thriller psicológico caprichado e que prende o leitor. A trama é desenvolvida aos pouquinhos e tem muitas reviravoltas, até ser esclarecida. Altamente recomendado, mas com algumas ressalvas...
O livro é narrado por três mulheres: Megan, Anna e a Rachel, que é a garota no trem e principal narradora. Rachel é alcoólatra (e isso faz sua narrativa ficar ainda mais tensa!), está divorciada e não aceita o fim do casamento com Tom, que a trocou por Anna. Megan entra na história de maneira inusitada (situações que se amarram e se desenrolam no final da história) e se torna o ponto focal do suspense. Esses fatores em conjunto fazem a trama ser viciante. A gente fica devorando cada capítulo para descobrir como as vidas dessas mulheres se intercalam uma à outra.
A diagramação do livro também é impecável, a capa linda com alto relevo e o miolo de páginas amarelas. Tudo contribui para uma ótima leitura!
Só não classifiquei o livro como um dos melhores que li (contrariando muitas opiniões) por dois motivos: achei a Rachel extremamente fora da casinha (ok, considero que essa personalidade faz relação com o fato de ser alcoólatra e depressiva, mas ainda assim achei exagerada em alguns momentos) e achei a história previsível em várias partes. A autora, para desviar a atenção do leitor, acabou se comprometendo em algumas situações e nos deixando "cientes" do que seria revelado.
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| Emily Blunt interpretando Rachel na adaptação cinematográfica de "A Garota no Trem". |
Mas vejam, isso não diminui os créditos de Paula Hawkins, inclusive porque é seu primeiro thriller e isso me faz pensar: imagine os próximos! Com certeza não serão esses detalhes que me farão deixar de ler outras histórias da autora. Tanto que "A Garota no Trem" já tem adaptação cinematográfica, que foi produzida pela DreamWorks e deve estar chegando no Brasil em novembro. Eba!
Beijos!
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