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10 de dezembro de 2024

EU LI: SALENS Novo Ciclo (Nicolas V. da Roza)

Oi gente! Voltei quase no finalzinho do ano para deixar uma sugestão de leitura, uma publicação da qual fiz parte e que amei o resultado.

Se você é fã de fantasia, prepare-se para mergulhar de cabeça em um universo que mistura tradição, mistério e amadurecimento. Salens: Novo Ciclo é uma obra que encanta pela sua riqueza de detalhes e pela profundidade de seus personagens. Com um enredo que combina mitologia própria e aventuras cativantes, o autor entrega ao leitor um mundo onde os desafios e os ciclos da vida se entrelaçam de forma magistral.


A história acompanha Draken, Draina e Clawen, três jovens pertencentes aos sete clãs dos Salens, escolhidos para proteger seu povo. Seus dilemas pessoais e o caminho de amadurecimento são o ponto de conexão com o leitor, que se vê refletido em suas dúvidas e superações. A narrativa, habilmente conduzida, explora temas como amizade, coragem e o enfrentamento de medos, enquanto revela um mundo repleto de lendas, rituais e batalhas épicas.

Um dos pontos altos do livro é a construção do universo de Cycles. A Cidade das Lendas, por exemplo, é descrita com tanto esmero que parece saltar das páginas. Essa atenção aos detalhes transporta o leitor para os cenários vibrantes, permitindo que ele experimente cada emoção junto aos personagens.


Outro mérito é a forma como o autor apresenta seu mundo. A complexidade do universo fantástico de Salens não é um obstáculo para o leitor, mas sim um convite à exploração. Ao descrever os elementos desse mundo, o autor não sobrecarrega a narrativa, mas a enriquece, permitindo que as particularidades do universo sejam absorvidas aos poucos, quase como uma conversa fluida.

Para quem aprecia histórias de fantasia que vão além da ação, oferecendo também um mergulho nos sentimentos e nos valores dos protagonistas, Salens: Um Novo Ciclo é uma escolha certeira. Uma obra que, ao mesmo tempo, entretém e emociona, nos lembrando que a vida, assim como em Cycles, é feita de desafios e renascimentos.


Se você gosta de se perder em mundos fantásticos e encontrar em suas narrativas reflexões sobre o próprio mundo, este livro merece um lugar na sua estante. 

Boa leitura!

22 de agosto de 2022

TEMPO DE VILÕES (Coletânea organizada por Valter Cardoso, Ale Dossena e Rafael Duarte)

Oi gente! 

É com alegria que divulgamos mais um volume da coleção TEMPO: a coletânea "Tempo de Vilões", organizada por mim, junto com Valter Cardoso e Rafael Duarte. Ela faz parte de um projeto que idealizamos e que começou com a temática "Tempo de Dragões", seguido de "Tempo de Exploradores" e "Tempo de Robôs". Todos tem postagem aqui no blog, só clicar nos títulos.

A seleção foi feita como nas anteriores, garantindo uma obra diferenciada não só no aspecto literário, mas em revisão, apresentação e projeto gráfico. Seguindo os padrões do NLCAC, além da revisão gramatical, todos os contos foram analisados com profundidade, quanto a criatividade, narrativa, desenvolvimento dos personagens e demais detalhes que os tornem obras literárias de grande apreço. 

A parceria com a artista plástica Ales de Lara continua e ela foi responsável pela capa. 

Contamos com a Raquel Ferreira como autora convidada. 


Nós, organizadores, também contribuímos com histórias sobre vilões. 




E agora vamos conhecer os autores selecionados, com seus respectivos contos? 












Acompanhem as notícias em nossas redes sociais e não percam as postagens de lançamento. Teremos o lançamento do e-book pela Amazon e na sequência o lançamento da versão física.

Até mais!

2 de dezembro de 2021

TEMPO DE ROBÔS (Coletânea organizada por Valter Cardoso, Ale Dossena e Rafael Duarte)

Oi gente!

E chegou a hora de divulgar mais uma produção em meio à pandemia: a coletânea "Tempo de Robôs", organizada por mim, junto com Valter Cardoso e Rafael Duarte. Ela faz parte de um projeto que idealizamos, a coleção "Tempos", que começou com a temática "Tempo de Dragões" e depois trouxe "Tempo de Exploradores".

A seleção foi feita como nas anteriores, garantindo uma obra diferenciada não só no aspecto literário, mas em revisão, apresentação e projeto gráfico. Seguindo os padrões do NLCAC, além da revisão gramatical, todos os contos foram analisados com profundidade, quanto a criatividade, narrativa, desenvolvimento dos personagens e demais detalhes que os tornem obras literárias de grande apreço. 

A parceria com a artista plástica Ales de Lara continua e ela foi responsável pela capa. 


Convidamos para prefaciar o livro Edson Pedro Ferlin, renomado professor atuante em Curitiba e que foi meu professor na faculdade de Sistemas de Informação. O currículo do Ferlin é tão extenso que tivemos dificuldades de incluir tudo no banner, então aqui vai o complemento:

Ferlin também é escritor e empresário, autor e co-autor de mais de uma centena de trabalhos técnicos-científicos, publicados em congressos e periódicos nacionais e internacionais.  Tem livros, capítulos de livros publicados e diversas produções técnicas-científicas. Publicou trabalhos em anais de eventos nacionais e internacionais e recebeu diversos prêmios e/ou homenagens. Membro e Conselheiro da ABENGE (Associação Brasileira de Ensino de Engenharia) e do IEP (Instituto de Engenharia do Paraná). Coordenador da Câmara Técnica de Smart Cities do IEP (Instituto de Engenharia do Paraná). Revisor de periódicos internacionais (IEEE Transactions on Very Large Scale Integration (VLSI) Systems, The Journal of Supercomputing e outros) e também de congressos nacionais e internacionais. Avaliador de projetos para Agências de Fomento. Avaliador para Reconhecimento de Cursos de Engenharia e de Computação do INEP/MEC. Palestrante nas áreas de Educação, Tecnologia e Engenharia. 


Nós, organizadores, também contribuímos com histórias sobre robôs. Para mim, especialmente, foi um grande desafio escrever sobre um tema que não domino, em um ano de bloqueio criativo. Mas saiu. Abaixo uma breve sinopse dos nossos contos.

Sinopse: Um casal foge de animais que os perseguem e se refugiam numa construção ancestral que guarda segredos com os quais eles jamais sonhariam.

Sinopse: Um robô questionador desenvolve habilidades de pesquisa e escrita e, enquanto lê aventuras descobre que sua busca vai muito além do que o mundo tecnológico proporciona.

Sinopses:
TECMAG: Um androide parte numa missão de resgate e descobre um mundo paralelo onde a tecnologia é uma rara exceção.
PRIMEIRO ENCONTRO: Quando se conhece alguém pela Internet, nunca é possível saber se quem está do outro lado do monitor é realmente quem diz ser. Haitta era exatamente quem dizia ser. Ou será que não?

E agora vamos conhecer os autores selecionados, com seus respectivos contos? Percorram os banners individuais com as informações do autor e uma breve sinopse na descrição da imagem. 

Sinopse: Serena Dama é uma senhora de quase 90 anos que tem Rebeca como cuidadora, uma robô fabricada especialmente para a função. As duas moram sozinhas e tem uma rotina regrada e calma. Até que problemas funcionais começam a aparecer...


Sinopse: O que garante a “humanidade” de alguém? O fato de ser de carne e osso? As atitudes? Sentimentos? Storge era um androide criado para se auto desenvolver e criar sentimentos. Seria isso bom ou mau? E a falta de humanidade de alguns humanos?

Sinopse: Uma cidade habitada por robôs é invadido por militares humanos armados. Depois de um conflito inicial, os humanos são detidos e as duas partes tentam negociar: queriam levar de volta para a sociedade humana a cientista responsável pela tecnologia da cidade e sua filha. Os robôs, por outro lado, têm seus próprios planos e, mais importante, a filha da cientista também.

Sinopse: Benjen é o melhor funcionário de uma empresa que caça androides através de simulações virtuais de encontros românticos. É sua função descobrir quem são os verdadeiros humanos, e quem são os robôs que fingem ser humanos, com um experimento simples, que detecta se a pessoa sabe que está em uma simulação ou não. Porém, tudo muda quando uma funcionária nova, Lara, tenta alertá-lo sobre seu verdadeiro papel ali. Afinal, será que ele mesmo consegue reconhecer o que é simulação e o que é real?


Sinopse: Aurora não teve amigos, pelo menos não amigos humanos, o metal frio que lhe dava colo tinha nome, mas também tinha sonhos. Ela cresceu cercado por máquinas, em um mundo que aprendeu a temê-las, robôs seriam permitidos apenas se não imitassem humanos, se não fossem capazes de pensar sozinhos... mas Aurora não via o mundo sob o mesmo véu do medo que cobria os olhos da multidão.


Sinopse: Em um futuro próximo, a irmã do protagonista aposta que ele não vai conseguir cuidar de um bebê, e deixa sob seus cuidados um bebê robótico que simula um real.


Sinopse: Depois que os humanos foram extintos por conta de um vírus, os últimos robôs começaram a parar de funcionar e a natureza se apossou da Terra novamente. O último remanescente, é Mark, um autômato que vaga pelo mundo buscando entender a si mesmo e sobreviver um dia após o outro para cumprir seu ritual anual, uma simples ação que pode ser a mais importante de sua existência.


Sinopse: Com o advento das viagens e comunicação intergalácticas, a humanidade passa a enviar naves inteligentes com robôs colonizadores para todos os cantos do universo afim de encontrar um novo e compatível lar. A mais bem sucedida destas empreitadas entra em um estado de estagnação por vários ciclos. Um robô é escolhido e enviado em uma pequena nave para entender e corrigir o problema.


Sinopse: Um robô de uma classe especial de soldado faz um relatório de uma luta contra um inimigo dos humanos ocorrida num campo de batalha assombroso, com um resultado surpreendente.


Sinopse: Apenas um trabalho extra: recuperar três robôs que deixaram de se comunicar com a base na Terra, enquanto procuravam por sinais de vida alienígena na superfície do planeta Luminus V. O que poderia dar errado?

O processo de diagramação já está em andamento e logo poderemos viajar nessas histórias tecnológicas e futuristas. Acompanhem as notícias em nossas redes sociais e não percam as postagens de lançamento. Teremos o lançamento do e-book pela Amazon e na sequência o lançamento da versão física. 

Até mais!

28 de fevereiro de 2021

Ficção, por Catherine Gallagher (do Livro A Cultura do Romance, organizado por Franco Moretti)

Oi gente!

Prosseguindo com o conteúdo da matéria de mestrado que fiz em 2017 (Teoria da Ficção), hoje vou falar um pouco sobre a aula em que estudamos o ensaio de Catherine Gallagher para o livro "A cultura do romance", organizado por Franco Moretti e publicado pela Cosac Naisy (esgotadíssimo!!).


O livro apresenta ensaios sobre história e teoria literária e narra sobre esse gênero tão transgressor e único que é o romance. Franco Moretti é um grande conhecedor da literatura mundial e fez um belo trabalho. "A cultura do romance" basicamente narra sobre a ascensão, o apogeu e a crise do romance, com sua trajetória de conflitos e contradições. 

O ensaio que estudamos chama-se "Ficção" e foi escrito por Catherine Gallaguer, uma historicista americana, crítica literária e professora de inglês na Universidade da Califórnia. Diferente de Frye (que vimos na postagem passada) que buscou as diferenças a partir do romantismo, Gallagher analisa o movimento histórico da ficção. Começa seu ensaio afirmando que "nada no romance é tão óbvio e ao mesmo tempo tão invisível quanto o fato de ser ficção". Para ela, o primeiro passo onde a ficção não tem o compromisso com a veracidade é um exemplo de um personagem que não existe carnalmente mas que existe como espécie. 

Um ponto que achei bem interessante no ensaio é que ela enfatiza a pouca importância teórica dada ao estudo da ficção como conceito. Ela deixa então a sugestão para repensarmos o funcionamento da ficção, iniciando pelo modo de como a literatura tem se expandido para outras formas de narração, especialmente as combinações com narrações históricas ou etnográficas. Também aponta que uma das principais marcas delimitadoras da ficção enquanto modalidade discursiva é reconhecer a diferença entre a pessoa e a personagem. 

Na aula foi citado o exemplo de Fernando Pessoa. Seu espólio está sendo estudado por Jerônimo Pizarro, cujos escritos de Ricardo Reis, um dos heterônimos de Pessoa, alterado frequentemente pelo autor nos textos originais e publicados pelos críticos antigos em suas primeiras versões, agora vem à tona justamente na intenção de dar ao leitor a opção de analisar as nuances do escritor ao colocar no papel suas mudanças como personagem. Ou seja, sair da edição antiga, da qual o leitor está acostumado, para a nova realidade do autor. Na prática, especificamente no caso de Pessoa, é isso: a realidade é precária, mutável. Esses estudos representam a necessidade de se fazer uma separação, mas Pizarro problematiza essa separação, entre o útil da realidade objetiva (sequência de experiências vividas ao longo da experiência humana) e a subjetividade da ficção. 

Para Gallagher, “Não existiria modo algum de entrarmos em outra pessoa e não poderíamos experimentar aquele sutil alívio que sentimos ao pensarmos em nossa particularidade” se não pudéssemos contar com a certeza de que estamos em um mundo inventado, de que a “realidade criada pela ficção” é palpável por meio do personagem que atua como uma máscara para nos lembrar do quanto somos desconhecidos de nós mesmos. Ela fecha o ensaio sugerindo que esse estudo será atemporal, inclusive cita o jogo ontológico como tendência do século XXI. Jogo ontológico é não deixar que o leitor perceba onde está começando a veracidade factual. Quando as fronteiras entre a ficção e a realidade ficam "borradas", pergunta-se ao leitor: - Quem disse que era para ser só prazer, que não era para se correr riscos? 

Por fim, uma citação que achei interessante: "Se a etimologia da palavra tem algo a nos ensinar, devemos concluir que a ficção foi descoberta como modalidade discursiva com estatuto próprio somente quando os leitores desenvolveram a capacidade de distingui-la tanto da realidade como – sobretudo - da mentira."

É muita reflexão acadêmica né? Mas confesso que esse estudo abriu minha mente para meus trabalhos de escrita também.

Consegui alguns links em que você pode baixar o texto da Gallagher, caso interesse:

https://pt.scribd.com/document/317699461/Ficcao-Catherine-Gallagher

https://www.passeidireto.com/arquivo/78115578/literatura-ficcao-catherine-gallagher

https://vdocuments.site/4-catherine-gallagher-ficcao.html

Boa leitura!

10 de fevereiro de 2021

O Imaginativo e o Imaginário (do Livro A Imaginação Educada de Northrop Frye)

Oi gente!

No final de 2017 eu fiz uma matéria do mestrado de Literatura na UFPR (Teoria da Ficção), naquele esquema de aluno-visitante, para ver como era e decidir se encararia um mestrado aos quarenta e três anos, sem pretender lecionar. Por alguns motivos que prefiro não mencionar, mas também por achar que seria muito empenho para pouco conteúdo que realmente me interessava, não me inscrevi no curso (não diminuindo o mestrado, mas como não era minha intenção lecionar, achei muito técnico e pensei ser mais vantajoso partir para os cursos livres e focados nos meus temas preferidos).

Pois bem, como nenhum aprendizado é jogado no lixo, foram alguns meses de muita bagagem literária que angariei e até hoje mantive em minhas anotações pessoais. Então, dias atrás, pensei: "Porque não compartilhar né? Quem sabe animo alguém a fazer o mestrado!"

Então hoje começo a resgatar minhas anotações das aulas e registrar aqui no blog para quem se interessar. A primeira aula foi sobre um dos ensaios de Northrop Frye contidos no livro "A Imaginação Educada". 

Imagem: pxhehe.com


"Mas na imaginação vale tudo o que se possa ser imaginado, e o limite da imaginação é um mundo totalmente humano. Aqui resgatamos, em plena consciência, aquele perdido sentimento original de identificação com o que nos cerca, onde nada é externo à mente humana, onde tudo é idêntico à mente humana.” (Northrop Frye)

E quem foi Herman Northrop Frye? Frye viveu entre 1912 e 1991 e foi um dos mais influentes teóricos da literatura do século XX. "A Imaginação Educada" é uma transcrição de seis palestras concedidas pelo autor, na década de 60, a uma emissora de rádio canadense. O crítico apresenta sua visão sobre o significado e importância da literatura, apresentando inclusive um plano de estudos de literatura objetivando "educar a imaginação". Como assim? (também me perguntei isso na época!)

Imagem: wikipédia


Na verdade Frye reforça o conceito de que a linguagem e a literatura são a base de todas as relações sociais, por isso para ele, a criatividade e a imaginação que podem ser influenciadas pela literatura, se encontram na base da vida social. A força imaginativa ou criadora na mente é o que produziu tudo, o que chamamos de cultura ou civilização. Ou seja, o mundo em que vivemos foi criado em grande parte pela imaginação humana. Então educar a imaginação é também criar um povo liberto, que não se limita aos padrões ou se ilude com clichês. Ele afirma na página 121 que, "o trabalho que a imaginação vai executar no dia a dia é produzir, a partir da sociedade em que temos que viver, uma visão da sociedade em que queremos viver". Profundo né? 

Se pensarmos que a mitologia foi a primeira forma de associação e identificação e que deu origem ao que veio depois, inclusive a literatura, percebemos que com as transformações sociais, culturais e históricas, muitas narrativas mitológicas se tornaram desacreditadas. Porém, os heróis continuam representando arquétipos até hoje inseridos nas obras literárias. 

Com o romantismo, a ordem maior, antes privada pelo senso (principalmente das religiões), agora poderá ser regulada pelo indivíduo. Com isso, a criação passa a ser também do indivíduo, confrontando com a ideia de ordem de força maior.  Notamos uma mudança, por exemplo, desde a publicação de O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë, em 1840, que foi criticada por sair dos padrões literários, onde a autora mostra a natureza violenta (real) apresentada no contexto dela. Vivemos uma era dos discursos que se adequam à compreensão de que hoje nós construímos o nosso mundo e nosso modo de operar o mundo. O conceito de individualidade já estava consolidado em 1962, quando Fyre escreveu seu ensaio, mas foi reforçado a partir de então.

Imagem: pxhehe.com

O autor traz ao leitor vários conceitos que facilitam a educação imaginária, que não apenas conhece as narrativas que moldam o ser humano, mas também aplica esse olhar associativo para pertencer ao mundo, protegendo-se de ideologias e ilusões nas tentativas de grupos da sociedade que tentam manipular as pessoas.

Então, é possível vivermos em um mundo onde a visão é descompromissada com o real?  

Segundo Frye, Dom Quixote sugeria entrar no centro do senso, onde cada visão particular respeitava a visão do próximo, a fim de vivermos em sociedade de maneira ideal. A aposta de Frye é que, se existe um senso estabelecido, você tenha um imaginário para aplicar o contra senso quando o mesmo sair do controle. No final das contas, para ele sem a imaginação não existe humanidade, pois ela é uma forma das pessoas se identificarem e pertencerem ao mundo.

Mas será que vivemos em um mundo democrático onde tudo pode? Quais os termos do senso que nos regem hoje? São perguntas provocativas que nos levam a pensar, por exemplo, em uma questão muito debatida atualmente, sobre literatura como arte ou como produto. Nesse caso, será que a lei de mercado no contexto atual rege o senso?

"A Imaginação Educada" abre nossa mente como escritores e leitores de literatura. Vale a pena mergulhar no mundo de Frye. Ele nos passa o recado de que educar a imaginação é também nos assumir como transformadores da sociedade em que vivemos. 

Boa leitura!

26 de janeiro de 2021

TEMPO DE EXPLORADORES (Coletânea organizada por Valter Cardoso, Ale Dossena e Rafael Duarte)

Oi gente!

Chegou a hora de divulgar a coletânea "Tempo de Exploradores", organizada por mim, junto com Valter Cardoso e Rafael Duarte. Ela faz parte de um projeto que idealizamos, a coleção "Tempos", que começou com a temática "Tempo de Dragões", só clicar aqui para obter mais detalhes.

A seleção também foi feita como na anterior, garantindo uma obra diferenciada não só no aspecto literário, mas em revisão, apresentação e projeto gráfico. Seguindo os padrões do NLCAC, além da revisão gramatical, todos os contos foram analisados profundamente, quanto a criatividade, narrativa, desenvolvimento dos personagens e demais detalhes que os tornem obras literárias de grande apreço. 




A parceria com a artista plástica Ales de Lara continua e ela foi responsável pela capa. 



No meio do caminho, uma surpresa boa! Recebemos o apoio da Anita Zippin, Presidente da Academia de Letras José de Alencar (ALJA), que nos convidou para utilizar o selo da Academia em nossas coletâneas. Felizes com o reconhecimento, a convidamos para escrever o prefácio da coletânea, ao que ela prontamente aceitou. 



Nós, organizadores, também contribuímos com histórias sobre exploradores. Abaixo uma breve sinopse dos nossos contos.

Ser uma exploradora polar era seu sonho, mas quando um grande projeto dá errado, ela já não responde mais por seus atos e em consequência recebe um destino mais terrível que a morte.

O achado de um manuscrito maia leva um arqueólogo e sua esposa a uma aventura em busca de ruínas num local improvável, muito distante dos domínios conhecidos desse povo pré-colombiano: a floresta amazônica. Esperavam encontrar ruínas de uma construção sagrada, mas o que descobrem é muito mais do que imaginavam: é seu próprio destino.



Uma caçadora de meteoritos é envolvida por engano em uma filmagem de reality show. Em meio a um elenco atrapalhado e um diretor desesperado para tirar sua empresa do buraco, ela precisa provar a todos a importância do que está a descobrir.


E agora vamos conhecer os autores selecionados, com seus respectivos contos? Percorram os banners individuais com as informações do autor e uma breve sinopse na descrição da imagem.

Em uma cidadezinha, as lendas urbanas falam do casarão da família Mattos, e o tesouro que ninguém conseguiu resgatar dela. O desafio era simples — bastava descer a escadaria até o porão —, mas de algum modo, ninguém nunca conseguiu. Com a casa prestes a ser demolida, dois jovens decidem se arriscar em uma expedição, mas logo descobrem que nada é tão simples, e que a escadaria, além de aparentemente desafiar as leis da física, logo faz com que questionem a própria sanidade.

A ilha dos carneiros: Ao descobrir estranhos vestígios arqueológicos na Ilha de Boipeba, Bahia, uma firma de exploradores com tecnologia de viagem no tempo contrata um estudante-pesquisador para descobrir o que aconteceu com o navio que desapareceu sem deixar vestígios durante a viagem da esquadra de Pedro A. Cabral, que ‘descobriu’ o Brasil. O estudante embarca, então, numa viagem de exploração e descobertas que o conduzirá a um final inesperado e surpreendente.
Todos esses mundos: Uma tripulação embarca em um pequeno protótipo inovador de nave, capaz de galgar distâncias intergalácticas em poucos meses, para uma missão de estudo e exploração do insondável vazio entre a Via Láctea e a galáxia da Grande Nuvem de Magalhães. Só que uma surpresa os espera no meio do caminho. Uma surpresa que mudará tudo o que os seres humanos pensam sobre serem os primogênitos de nossa galáxia. Algo que poderá mudar para sempre o futuro da humanidade.

Um casal de irmãos adolescentes sai do seu vilarejo isolado tentando encontrar um lago mítico com a ajuda de um mapa de madeira, legado por um viajante há muitos anos. Viajando pelas montanhas, brigam bastante entre eles, encontram um puma, sofrem com a sede e se deparam com um estranho objeto voador. Por fim, chegam ao cume da montanha onde deve estar o lago, mas este não é bem como esperavam. Felizmente, o engenho voador – com seus estranhos tripulantes – volta a surgir em cena no momento mais oportuno. 

Kaluanã é um garoto indígena que vive com sua família na ilha de Cotinga, perto de Paranaguá, na tribo indígena dos Mbyá-Guarani, que liberta um pássaro (Uiraçu) com habilidades mágicas que estava preso em uma pedra. Ambos formam uma amizade, passando a explorar o mundo e adquirir conhecimentos novos. Sua primeira aventura é salvar as habilidades mágicas de Uiraçu. 


Bruno sempre sonhou em explorar a Rússia, mas sua esposa Lúcia, que desconhece o país, prefere ir para a Disney. Porém, a jovem, ao entrar em contato com a com a cultura e a literatura daquele povo, criará uma paixão inesperada pela terra dos czares.

Após ter sido dado como morto, James, um famoso explorador, aparece para sua antiga namorada Nika, uma renomada egiptóloga, e pede sua ajuda para encontrar as lendárias Tábuas de Esmeralda que supostamente foram criadas pelo deus Thoth e contêm todos os segredos do universo. Juntos, eles embarcam para o Egito em busca do tesouro.


Ilídio, um senhor curioso, saiu para dar uma volta pelos campos e encontra um túnel desconhecido. Ao descer pelo túnel, encontra uma caverna e outros mistérios que marcam o passeio inusitado para sempre em sua memória.

O conto é um relato pelos olhos de José, um mulato que se infiltrou na bandeira de Bartolomeu Bueno da Silva, que tinha o objetivo de encontrar novas riquezas pelo sertão do Brasil. Caminharam por terras desconhecidas e inóspitas até que encontraram com os índios goyazes, habitantes do sertão que alguns diziam que comiam gente. Lá, numa noite sem lua, um evento mágico salvou a tropa de um ataque surpresa. Depois disso, e com uma demonstração na própria aldeia dos Goyazes, Bartolomeu Bueno ganhou o apelido de Anhanguera e o acesso ao ouro do estado de Goiás.





Agora, estamos ansiosos aguardando o lançamento. O processo de diagramação já está adiantado e logo poderemos degustar todas estas belas e inusitadas histórias de exploradores. Acompanhem as notícias em nossas redes sociais e não percam as postagens de lançamento. Teremos o lançamento do e-book pela Amazon e na sequência o lançamento da versão física. 

Até mais!