18 de maio de 2016

Eu li #67 - Alice no País do Espelho

Oi gente!

Hoje, além de mostrar mais um item da coleção Alice, também deixo registrada a leitura da segunda obra de Carroll, "Alice através do Espelho", ou "Alice no País do Espelho", como registra algumas edições, inclusive essa da L&PM Pocket. Bom, minha paixão é o clássico mais conhecido, "Alice no País das Maravilhas", mas como o filme vem aí e eu li há muito tempo, resolvi fazer uma releitura. E aí falamos de uma continuação das aventuras de Alice, que ao invés de cair em um buraco, atravessa o espelho e encontra um mundo ainda mais "nonsense" que o primeiro (rs). 

Justamente por essa falta de "sentido" nas histórias de Alice é que muitos relutam em ler. Eu digo que é o que me fascina. Mesmo por trás de tanta surrealidade, enxergo a Alice criança, inocente e desejosa de ir além da sua rotina. E olhando por esse ângulo, a entendo. Me identifico. Ponto. Vamos falar da história né? (rs).


Basicamente Alice está, como de costume, entediada. Dessa vez em sua sala, observando sua gata Dinah e suas filhotinhas. Enquanto dá uma bronca na gatinha relembra algumas experiências no País das Maravilhas e termina por descobrir que por trás do espelho da sua sala, há outro mundo maluco esperando-a para explorá-lo. Acaba por encontrar alguns velhos conhecidos, enquanto acostuma-se a flores falantes e um intrigante jogo de xadrez. Que na verdade não é um simples jogo de tabuleiro, mas um jogo onde ela é uma das peças e precisa se tornar a rainha. A partir daí, ela precisa avançar para chegar ao destino final e nessa aventura encontra personagens esquisitos e grandes aventuras!


Para quem já conhece Alice muito bem (e a escrita de Carroll), é fácil mergulhar nos devaneios da personagem e adaptar-se com as súbitas mudanças no decorrer da história. Ora estamos em um lugar e aparecemos em outro, encontrando personagens sem nenhuma lógica. Aliás, a história só tem uma certa lógica bem no início, depois... já era! Então, prepare-se porque é preciso um mínimo de concentração ao longo da história para perceber as tramas e jogadas do autor enquanto movimenta as peças no jogo. Enquanto isso encontramos velhos personagens com novas perspectivas.


"Alice no País do Espelho" apresenta uso constante de adivinhações e poemas. Tem várias conversas que parecem confusas para Alice (e para nós leitores), mas que se analisada a fundo, provam a riqueza da escrita de Carroll. Gosto da sua maneira sutil de transmitir lições educativas (considerando como que era a educação na época), para mim é a maior marca da sua genialidade como escritor.


Eu sou suspeita para "divagar" sobre Alice (rs). Poderia dissecar capítulos inteiros, analisando cada detalhe e tentando "entender" o que o autor quis transmitir. Sim, adoro dissecar Alice! Estou para ler um livro que é pura filosofia sobre o tema. Logo venho contar!

Beijos!



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