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13 de abril de 2016

Eu li #60 - Os Herdeiros de Hammerfell

Oi gente!

Voltando a falar de Darkover! Adoro! Sinto tanto não encontrar muitos fãs aqui no Brasil, não ter com quem comentar as histórias, enfim... deixo o registro aqui no blog porque quem sabe, alguém se identifica e se manifesta né? (rs). Hoje vou falar sobre o quinto livro da série em ordem cronológica, "Os Herdeiros de Hammerfell", outra história contada da época dos Cem Reinos, onde existia uma grande rivalidade entre dois deles, os Hammerfell e os Storn. Era como uma briga de clãs que ultrapassava gerações. Então os Storns resolvem incendiar o castelo de seu inimigo, matando o Lorde Hammerfell e obrigando sua mulher a fugir com dois filhos gêmeos ainda bebês. Pois é, já começa nessa tensão toda aí. Para quem não lê Darkover, a série é uma cronologia de ficção científica e fantasia medieval ambientada no mundo fictício de Darkover, criado pela autora Marion Zimmer Bradley. Embora seja uma história independente (nesse livro só fantasia medieval) para enteder melhor o contexto da história, sugiro verificar resenhas dos livros anteriores, clicando aqui.


E nessa bagunça toda, os gêmeos Alastair e Conn acabam sendo separados (parece coisa de novela mexicana né?). Mas sim, todos esses conflitos entre os reinos culminam em Conn ser separado de sua mãe, enquanto ela com Alastair se refugiam em Thendara. A cidade de Thendara é como se fosse uma capital, onde vive a aristocracia de Darkover e muitas pessoas dotadas de laran. Resumindo o clichê "novela mexicana" (rs), os dois gêmeos crescem sem saber da existência um do outro, porém com objetivos em comum: vingar seu pai e terminar de vez com essa guerra sangrenta milenar.

Ilustração em acrílico (1996) de um dos reinos de Darkover (Castelo Comyn) - by Pyracantha

Bom, a surpresa fica por conta do laran de Conn se manifestar, trazendo desfechos imprevisíveis para o destino dos dois irmãos. Das suas escolhas (independentes e coletivas) seriam definidos um recomeço ou a ruína definitiva da família Hammerfell. Dos livros que li até agora da série, é o mais curto, apenas 246 páginas. Em compensação, ele é bem objetivo, não tem enrolação, foca nos acontecimentos decidivos e maiores conflitos dos personagens. Curto, direto e bom demais! =)

Beijos!

18 de janeiro de 2016

Eu li #42 - A Filha da Noite

Oi gente!

Mais uma leitura concluída e quem me acompanha sabe, de uma das minhas autoras preferidas. Marion Zimmer Bradley escreveu "A Filha da Noite", em 1985, inspirada na ópera "A flauta mágica", composta por Mozart e escrita por Emanuel Schilaneder, diretor de um pequeno teatro no subúrbio de Viena. Quase 200 anos depois de sua estréia na Alemanha, em 1791, ela transformou a ópera em prosa. Descobri que a história ainda é encenada nos dias de hoje, então a leitura desse livro aguçou minha curiosidade em assistir.


Falando um pouco do motivo da inspiração, a ópera que deu origem ao livro trata da filosofia do Iluminismo. Conceitos de liberdade, igualdade e fraternidade vem à tona em vários momentos. O espetáculo foi produzido no século XVIII, um período da história em que o pensamento do homem se modificava radicalmente, questionando relações de poder e valorizando a sabedoria como único meio de justiça e igualdade entre os homens. Dizem também que a ópera teve influência maçonica, pois tanto Schikaneder como Mozart faziam parte. O fato é que seu trabalho quebrou paradigmas sociais de forma ousada. Cantada em alemão, a ópera foi um grande sucesso na época, embora obviamente não recomendada pelos aristocratas. A música erudita tornou-se acessível ao povo, e agradou.

A ária da Rainha da Noite com a soprano Diana Damrau. Versão completa aqui.
E sobre a história? Vamos lá! Se passa em um mundo onde há homens, animais e halflings. Esses últimos na verdade são seres híbridos, uma mistura de homens com animais que eram tratados como escravos. E embora não haja nenhum híbrido em nosso mundo, sabemos que a história é recheada de crueldades e escravizações. Ou seja, não me espantou nem um pouco. No início então ficamos sabendo sobre a origem dos halflings. Conhecemos a Rainha da Noite, Pamina, Sarastro, Tamino, Papagueno e Papaguena (personagens principais) e seus papéis. Em resumo, Pamina é roubada da Rainha da Noite (sua mãe), por Sarastro, e Tamino é contratado para resgatá-la. Dá-se origem a uma jornada que traz uma extensa simbologia sobre lealdade, liberdade, coragem, humildade e autoconhecimento. 


Eu traduzi tudo isso como uma jornada de aprendizado para evolução espiritual. No final das contas, um livro que parecia ser infanto-juvenil, é totalmente adulto e me trouxe uma profunda mensagem através de simbolismos geniosos. Por exemplo, Pamina quando foi raptada acreditava em tudo que lhe diziam, sequer questionava as crueldades que a Rainha da Noite praticava contra os halflings. Tamino por sua vez, de um príncipe mimado tornou-se um homem corajoso, capaz de ponderar toda e qualquer questão que lhe fosse apresentada. Mas nenhum deles aprendeu tudo isso sem passar por várias provações e questionamentos. Percebi uma metáfora do caminho que cada um de nós percorre em vida, onde precisamos escolher entre sucumbir ao mundo cruel que nos é apresentado, ou fazê-lo dele um lugar melhor praticando valores cada vez mais esquecidos.

Concluí também ser uma fábula sobre o amor. No seu sentido incondicional e pleno. Tanto o casal Pamina com Tamino, quanto Papagueno e Papaguena (halflings), com seus próprios limites e dons, são provados em sua jornada pessoal e também em conjunto. Para sobreviverem e provarem seu amor, precisam aprender a confiar um no outro e buscar a sabedoria.


Em poucas palavras, um livro marcante e com final surpreendente. Vale a pena a leitura. E a cereja do bolo? Estava no final, nos comentários da autora, falando um pouquinho sobre escrever fantasia e ficção. E mencionando é claro, a genialidade de Tolkien. Registrei sim, é comum escritores inspirarem-se em outros, mas não é sempre que um leitor fã de dois escritores encontra um mencionando o outro no final de seu livro. =)

Quer ver resenhas de outros livros da Marion? Clique aqui.

Beijos!

9 de novembro de 2015

Eu li #34 - Darkover #4 - Dois para conquistar

Oi gente!!!

Depois de uma semaninha de férias, volto com tudo já resenhando Darkover! Este foi o quarto livro da série por ordem cronológica e é bem possível que eu só continue a saga no ano que vem, devido as demais metas de leitura. Mas levando em conta que assim como os livros da Marion no Brasil, informações e imagens sobre a saga também são raridades, prefiro ler devagar mas fazer as resenhas bacanas e com conteúdo legal. Ainda assim, com várias pesquisas, fica difícil. Como foi o caso de "Dois para conquistar", considerado um dos romances darkovanos menos conhecidos.


É que na verdade, ele não agrada muito aos fãs e vou explicar o motivo. A história se passa na Era do Caos e o protagonista é Bard di Asturien. Bard é herdeiro de Astúria, um dos Cem Reinos de Darkover. Até aí tudo bem. O esquisito começa quando percebemos que, ao contrário de praticamente todas as obras de Marion (ao menos as que já li), é através de um homem que a narrativa é contada. E não pára por aí. Estamos falando de um homem machista e violento, que ao contrário dos demais darkovanos sensíveis por natureza, tratava as mulheres como objeto! Tanto que, neste livro a série começa a mostrar as famosas "renunciantes", mulheres que abandonam suas casas e a promessa de uma família para se igualar aos homens nas batalhas. E Bard tinha horror a essas mulheres, as ignorava e, mesmo em batalha, não dava o devido valor a elas.

Renunciante com espada by Maurizio Manzieri
E é nesse climão arrogante que Bard se envolve em situações que traçam seu destino e o envolvem em batalhas sangrentas dignas do guerreiro que predominava em sua personalidade. Apesar de tudo, ele não almejava poder e riquezas, apenas queria guerrear, lutar pelo que acreditava. Entretanto, por sua maneira de tratar a mulherada, confesso que como outros depoimentos que li, o quis esganar algumas vezes (rs). Deborah J. Ross, a escritora que dá continuidade às obras de Marion, explica que a intenção era mostrá-lo grosseiro mesmo, para que a história siga para um final surpreendente, e foi. Aí que vem a parte boa... que tal uma olhada na ilustração abaixo?

Detalhe de uma das capas do livro, mostrando Bard e seu duplo.
Pois é gente. É ficção e fantasia que não acaba mais, e por isso eu adoro! Os técnicos das Torres (falo delas nas outras postagens darkovanas), explicam que todo ser vivo tem um duplo, ou seja, outro ser idêntico que vive em algum ponto do universo. E para atender a um plano mirabolante do pai de Bard, seu duplo, que é um terráqueo, é trazido para Darkover. E esse clone de Bard acaba por transformar muitas coisas lá, inclusive seu próprio destino. 

"Darkover Hali" - via Pyracantha
Eu sei gente, é muita loucura, muita confusão e muita imaginação. E é por isso que tenho uma admiração pelo trabalho de Marion. Eu sempre gostei de ficção e fantasia, suas histórias juntam os dois e a leitura para mim se torna perfeita!

Beijos!

18 de setembro de 2015

Eu li #25 - Darkover #3 - A Dama do Falcão

Oi gente!

Enfim, semana de provas chegou ao fim! Hoje tenho a última (e a mais difícil), mas o final de semana está chegando para um merecido descanso. E já que a semana foi de desafios, resolvi terminá-la aqui no blog com mais uma super postagem da série Darkover. Amo! Assim como ler os livros, resenhá-los é para mim um momento muito prazeroso. Adoro lembrar do enredo, dos detalhes, dos personagens, comparando com o próximo livro cuja leitura geralmente está em andamento. E o que vou contar hoje, o terceiro da série em ordem cronológica é, segundo os fãs, um dos melhores! Eu particularmente amei "A Dama do Falcão" (título em inglês "Hawkmistress!").

Assim como "A Rainha da Tempestade", esse livro não tem nada de ficção científica. Se passa no planeta Darkover, mas em seu mundo medieval, no fim da Era do Caos. Eu classificaria como uma fantasia romântica, uma história de aventuras, mas principalmente a história de uma mulher que luta para conquistar sua independência!

Algumas capas de "A Dama do Falcão"

Estou falando da protagonista, Romilly McAran, que é filha do mestre falcoeiro do Ninho dos Falcões, perto das frias montanhas de Darkover. Romilly tem laran (aquele poder dos darkovanos que falei nas outras resenhas) e o seu em partiular permite a ela a comunicação com os animais. Seu dom é tão poderoso, ela se liga aos animais de tal forma, que seus sentimentos se confundem aos deles. E é assim que ela passa os dias fazendo o que mais gosta, treinando os falcões e cavalos do pai, até se tornar uma moça forte e independente. E não faz jus ao nome do livro, porque a última coisa que ela quer para sua vida é se tornar uma dama! O que era comum nos desejos das moças era pavoroso para ela! Se trancar em casa, costurar, parir filhos com o único intuito de reprodução, definitivamente era tudo que ela não queria para seu futuro.

Por esse motivo, quando completou quinze anos e seu pai a prometeu em casamento, com um senhor chamado Dom Garris e do qual ela não gostava, ela protestou. E após as ameaças do pai de que tiraria dela seu falcão de estimação, Preciosa, com quem ela já tinha estabelecido uma ligação de alma, ela deciciu sair de casa, romper com a família e renunciar sua herança. Não que ela não desejasse se casar, mas queria ter o poder da escolha. E então Romilly ganhou o mundo, mas precisou sair disfarçada de menino, ou a descobririam e lhe mandariam de volta para o Ninho dos Falcões. Nos primeiros dias ela surtou, se refugiou em uma floresta e entregou-se aos sentimentos do mundo animal. Depois encontrou a comitiva de Carolin e se juntou ao grupo, até que Carolin descobre seu segredo mas a ajuda, lhe entregando até mesmo atribuições na comitiva.
O surto de Romilly McAran retratado pelo sueco Hakan Ackegård.
Na comitiva ela também conhece Alderic, um amigos dos irmãos dela, que desperta nela uma atração. Se aproxima de Orain, com quem mantém uma amizade sincera. Conhece Jandria, que a acolhe em um momento crucial. Ah, e não posso esquecer de comentar sobre o Caryl, um menino em conflito que também torna-se amigo de Romilly.

"A Dama do Falcão" também é a história de Rakhal e Carolin, dois reis. O primeiro usurpou o reino e exilou o outro, que está empenhado em retomá-lo. E Romilly, onde entra nisso? Desejando ser ela mesma e buscar seus ideais, com seu talento acaba ganhando um papel fundamental na guerra que está para vir. Precisando se adaptar com o choque de realidade em suas rotinas fora de casa, ela também amadurece servindo nos conflitos políticos e ajudando o rei a retomar seu poder. Muita coisa acontece nesta sua jornada pelo mundo.

Destaque ampliado de uma das capas do livro.

Eu achei o livro perfeito! Tem lances de magia, personagens marcantes e trechos surpreendentes. Um ambiente épico e medieval, mas muito realista! Eu, como leitora mulher, me identifiquei demais com a luta de Romilly para se afirmar como pessoa e não apenas como mulher dominada e submissa aos padrões sociais. Ela entregou-se ao destino, desapegou-se de tudo para encontrar seu lugar no mundo e o verdadeiro amor. E descobriu que seu dom era muito maior do que imaginava, poderoso e suficiente para levá-la a grandes responsabilidades e consequentemente, suas recompensas.

Se você gostou, os livros da série Darkover que antecedem a este, estão resenhados aqui. Lembrando que as histórias são independentes e não precisam ser lidas na sequência. 

Beijos!

28 de agosto de 2015

Eu li #21 - Darkover #2 - Rainha da Tempestade

Oieeee!

Sabe o que mais me fascina na série Darkover? É que assim como Tolkien, que criou a Terra Média e todo um universo de personagens, Marion Zimmer Bradley criou um planeta inteiro! E de maneira extremamente criativa escreveu histórias independentes entre si, mas interligadas em uma série que prende leitores como eu, que tem ficção científica e fantasia medieval como gêneros preferidos. Por isso, para quem apenas ouviu falar ou conhece Marion pela famosa obra "As Brumas de Avalon", não imagina o que está perdendo em não ler Darkover! 

Bom, caso alguém queira uma prévia da série, pode acessar o post do primeiro livro em ordem cronológica: "A chegada em Darkover", para entender o início de tudo. Posso resumir que antes da chegada dos terráqueos no planeta, já havia vida inteligente, então da união dos chieri (como eles chamavam) e terráqueos, surgiram os darkovanos. "Rainha da Tempestade" se passa na chamada Era do Caos, quase três mil anos depois do primeiro livro, em um momento que o planeta estava dividido em vários clãs que guerreavam entre si. Havia muitos reinos, onde os nobres com sede de poder, procuravam casar seus descendentes de acordo com o nível de laran (poder psíquico herdado dos chieri). Sim! Até em Darkover os casamentos eram arranjados!

Algumas capas de "A Rainha da Tempestade" - Imagem de fundo: via discoverybrasil.com
Nesse mundo caótico e manipulador, conhecemos a história entrelaçada de quatro jovens protagonistas: Allart, Donal, Renata e Dorilys. Allart é um noviço que obedece regras rígidas, sai do mosteiro para um casamento obrigado e transforma seu medo em competência quando aprende a usar seu poderoso laran utilizando os ensinamentos recebidos pelos monges. Donal é filho adotivo de Lorde Aldaraan e meio-irmão de Dorilys, afetuoso, tranquilo e muito dedicado ao pai. Ele apaixona-se por Renata, uma mulher forte e determinada, que tem o poder de ler as mentes. 

Agora é o que há! Dorilys! A Rainha da Tempestade! Explico o motivo. Ela é a única herdeira legítima de Lorde Aldaraan e possui um poder raríssimo. Com seu laran, ela consegue controlar as variações climáticas, principalmente as tempestades. Só tem um problema, assim como ela as acalma, também as potencializa, de acordo com seu estado emocional. E a menina é geniosa, o que dá para entender porque todos sentem medo dela né? Imaginem que em um clima de guerra e na tentativa de manter o poder, Lorde Aldaraan decide casar Dorilys com seu meio-irmão Donal, contra a vontade dos dois, porque Donal é apaixonado por Renata. Dorilys está em transição para a maturidade e não tem controle algum do seu poder (Renata inclusive foi enviada ao reino para ensiná-la a controlá-lo), aí com a imposição do pai as confusões em sua cabeça só aumentam! É tenso!

"Towers of Darkover" by Richard Hescox
Como "Rainha da Tempestade" é o primeiro livro que se passa na Era do Caos, ele mostra várias tradições nos reinos, algumas politicagens (sempre!) e várias estratégias de guerra. Os darkovanos também usavam seu laran para fins indiscriminados. Por exemplo, fabricar o chamado "fogo viscoso", uma substância que queimava tudo que via pela frente, inclusive pedras. E enquanto não consumisse o que atingiu, continuava queimando. Em contra partida, conheci coisas boas, como as chamadas "Torres", que serão comuns em todas as histórias de Darkover, uma espécie de escola para onde são enviados darkovanos para serem treinados a controlar seu laran. De lá saem principalmente, monitores e guardiões, que me impressionaram pela sua capacidade de trabalhar com o mundo psíquico, inclusive se comunicando a distância ou teletransportando pessoas. 

Sim, Darkover tem histórias com um bocado de informações. Mas como comentei, é um universo único, criado genialmente por uma autora considerada por muitos como feminista. Pode até ser, mas eu acho bem interessante reparar nas personagens femininas, seus questionamentos e o fato de não entenderem porque não tem o direito de escolher e tomar decisões. E aquelas que não se submetem às regras descobrem que seus poderes vão além do que imaginam. Marion enfatiza muito o poder da mulher, valoriza sua capacidade e não deixa a desejar em seus personagens. Eu gosto disso.

"Darkover Idyll" - via Pyracantha
"Rainha da Tempestade" foi escrito em 1978 e reparei que é um dos livros mais queridos pelos fãs de Darkover. Levando em conta essa informação, acho que vale a pena a quem interessar experimentar a leitura. É uma história independente, se não gostar é só não ler os demais. Embora o próximo aqui no blog, "A Dama do Falcão", eu sinceramente gostei ainda mais do que este. Aff! Tá bom, eu sei, eu sou suspeita né? (rs).

Beijos!

4 de agosto de 2015

Eu li #16 - Darkover #1 - A chegada em Darkover

Oi gente!

Então eis que cheguei disposta a iniciar uma nova série de postagens para complementar a já existente "EU LI", onde escrevo algumas resenhas e opiniões sobre os livros que leio. Para quem me acompanha nas leituras, não é novidade que sou fã dos livros da Marion Zimmer Bradley (autora do conhecido "As Brumas de Avalon") e principalmente, da sua série de livros entitulada DARKOVER. E é dela que vou falar um pouquinho hoje.

A coleção completa possui 47 livros (sim!! sendo 12 antologias), mas eu considerei como meta os 20 livros mais citados como componentes da saga, sendo que três ainda não tem tradução para o português, e ao contrário do que muitos acham, não é puramente ficção científica não! Exceto por esse primeiro livro focado nisso, a série toda é uma mistura de ficção científica com fantasia medieval. Bom, aí fica fácil entender porque gosto tanto né? Outra característica é que a série não foi escrita em ordem cronológica. Isso faz com que a gente perceba a evolução da escritora, quando se opta como eu, a ler na ordem cronológica da história e não na ordem em que os livros foram escritos. 



"A chegada em Darkover" é o primeiro livro da série, mas quando foi escrito pela Marion em 1972, já existiam oito livros sobre a história. Foi um pedido dos fãs que gostariam de saber como tudo havia começado. Essa característica eu acho legal, porque os livros podem ser lidos em qualquer ordem, embora cada história tenha ligação com outra, são independentes. Você não depende de continuações a não ser que vire fã da série, mas aí com certeza vai preferir ler em ordem cronológica, como eu. É comum um livro contar uma história e no próximo a história já está acontecendo séculos depois da anterior. Parece confuso mas eu acho o máximo! :-)

Na época em que se passa a história nosso planeta Terra já tinha tecnologia para explorar outros planetas. Naves com equipes especializadas saíam pelo universo colonizando planetas com características similares ao nosso. Porém, a saga começa quando uma destas nave colonizadora cai acidentalmente em um planeta desconhecido, que apesar da gravidade ser menor do que a Terra e o oxigênio mais leve, possibilitava aos humanos a sobrevivência. Uma das características mais marcantes do planeta: o sol vermelho!

Fonte: Comingsoon.net

Depois dos diagnóticos dos danos na nave, os sobreviventes chegaram a conclusão que estavam abandonados à própria sorte, e sua sobrevivência dependia da capacidade de colonização de um mundo novo. Iniciaram análises das características do planeta e tentaram organizar equipes dependendo das funções e conhecimentos de cada um, não sem antes passarem por várias discussões, obviamente compreendidas em uma situação como aquela. Embora similar a Terra em alguns aspectos, em outros era totalmente diferente e algumas estranhezas deixam o livro com ares de suspense em alguns capítulos. Por exemplo, havia algo no ar que deixava as pessoas fora de si, fazendo com que em algumas ocasiões, algumas atitudes bizarras, críticas, violentas e até safadas (rs), aconteçam.

Fonte: Comingsoon.net

O fato é que essas pessoas, obrigadas a permanecer em um planeta onde uma das características geológicas era de que não havia metal, a única opção era se adaptar com o que ele oferecia. Por isso eles acabam desenvolvendo ao longo dos séculos uma sociedade semelhante ao período medieval da nossa história. Mas isso é detalhe para outros livros! 

Em "A chegada em Darkover", você vai conhecer, além das dificuldades de adaptação, particularidades do planeta (como as estranhezas!) e da equipe de tripulantes, principalmente de Rafael MacAran, Camilla Del Rey e o comandante Leichester, destaques junto com alguns outros personagens que mais tarde, dentro da saga Darkover, irão tornar-se personagens lendários, que chegam a ser vistos como semi-deuses. Eles aparecem representados em uma versão das capas do livro, mas essa eu não consegui. Aliás, uma particularidade dos livros da saga que pode desanimar um pouco aos que gostaram. É extremamente difícil encontrar alguns, o meu por exemplo, da primeira foto da postagem, só encontrei em sebo.


Então, para finalizar o que você encontra na saga. O fato é que essas pessoas, obrigadas a permanecer em um planeta onde uma das características geológicas era de que não havia metal, a única opção era se adaptar com o que ele oferecia. Por isso eles acabam desenvolvendo ao longo dos séculos uma sociedade semelhante ao período medieval da nossa história. Outro ponto interessante que aparece na série todo é que em Darkover, algumas pessoas desenvolvem habilidades psíquicas, uma espécie de telepatia, que em sua cultura é chamada de "laran". Essa habilidade se torna a base para todas as evoluções tecnológicas, políticas e sociais do planeta. Mas estes são detalhes para outros livros e consequentemente, para outras resenhas!

Fonte: Wikipédia
Que tal sabermos um pouco mais sobre Darkover? Uma das peculiaridades que me encanta, é que o planeta imaginado por Marion, tem quatro luas. E eu, como fã incondicional da nossa Lua, claro que amo essa característica! É isso mesmo! Darkover tem quatro luas: Liriel, Kyrridis, Irdriel e Mormallor. Todas elas são distintas por cor e tamanho. A maior é Liriel e sua tonalidade é violeta. Depois vem Kyrridis que é azul brilhante. Idriel possui um tamanho médio e tem tonalidade verde marítimo. E por fim, Mormallor é a menor e branca. Exatamente do jeito que trata essa figura representativa, que a gente encontra na Wikipédia. O livro "A Chegada em Darkover" não descreve tantos detalhes, mas no decorrer das histórias percebemos o apego dos personagens a elas, assim como suas presenças em vários acontecimentos importantes. 

Taí então um pouquinho do que é esse universo gigantesco de Darkover, que me fez fã depois de ler um dos livros da série, "Cidade da Magia", e que logo resenho aqui. E isso é, na verdade, o que mais me encantou em Marion Zimmer Bradley. Ela criou, assim como J. R. Tolkien (que sou fã incondicional), autor de "O Senhor dos Anéis", um universo inteiro de raças, crenças, mitos, culturas e histórias. E no caso dela, todas advindas de um pequeno grupo de terráqueos que certo dia caiu, quase que literalmente, "de pára-quedas" em um planeta desconhecido. 

E para quem curtiu e sentiu um pouco mais de curiosidade, logo mais resenhas da série!

Beijos!