25 de maio de 2016

Eu li #69 - O Mandarim

Oi gente!

Hoje vamos falar mais um pouco de um tema frequente por aqui nesse semestre. Literatura Portuguesa! Simplesmente porque é uma das matérias que estou fazendo na faculdade e para cumprí-la precisei da leitura e releitura de algumas obras de autores portugueses. Comento sobre outras obras aqui nesse link. E o livro da vez é "O Mandarim", de Eça de Queirós, com essa edição linda (com ilustrações fantásticas de Alberto Cedrón) que adquiri em uma banca de revistas aqui no centro de Curitiba, cuja dica falei nesse vídeo aqui.


"O Mandarim" trata do tema escolhas e consequências, mas por meio de uma narrativa fantasiosa (que eu particularmente amo!), espiritualista e filosófica. Basicamente vai contar a história de Teodoro, um senhor de classe média que levava uma vida relativamente normal, não era ambicioso ao extremo e curava seu tédio lendo livros que comprava no sebo da cidade. Até que certa noite, lendo uma obra chamada "Brecha das Almas", deparou-se com um trecho que lhe informava o seguinte: quem tocasse a campainha que apareceria ao seu lado, mataria um mandarim na distante China e herdaria toda a sua fortuna.


Teodoro é claro desdenhou da mensagem. Porém, descrente como era de Deus e do Diabo, do Céu e do Inferno, embora rezasse vez em quando, acabou prestando atenção quando surgiu diante dele um homem vestido de preto, insistindo que apertasse a campainha. E embora tenha refletido um pouco, decidiu tocar a tal sineta, esperou um pouco sem notar nada diferente e finalmente decidiu dormir. Tempos depois, recebeu um telegrama informando que herdou uma herança de um mandarim chinês e tornou-se milionário. Então ele finalmente consegue aproveitar o "regalo" de uma vida de riquezas e luxúrias! Mas não dura muito, pois começa a ser atormentado pelo fantasma do mandarim, se enche de remorsos e decide ir à China em busca dos verdadeiros herdeiros do falecido. E agora "José", ou melhor, e agora "Teodoro"?


"O Mandarim" foi uma de minhas leituras portuguesas preferidas. Achei que a obra é uma reflexão muito bem escrita sobre a ambição e o desejo imediato de coisas fáceis e futilidades, que podem nos proporcionar felicidade momentânea, por um alto preço de infelicidade eterna. Me remeteu ao filme "A Caixa", de 2009, cuja protagonista era Cameron Diaz. Uma mistura de ficção científica, terror, suspense e drama em um conceito exatamente igual: escolhas e consequências. Alguém viu? 


Agora, voltando ao livro, um conselho. Você aí, ou fica imaginando o que aconteceu com Teodoro, a fortuna e o fantasma do mandarim, ou trata de ler logo o livro porque ele é curtinho e muito bem escrito! Pudera, o escritor português também é autor de obras como "O crime do Padre Amaro", "O Primo Basílio", "Os Maias"(que aliás tem uma edição linda nos clássicos da Zahar!). E nem precisa comprar o livro, porque a obra é de domínio público e está na internet. 

Beijos!

1 comentários:

Monalise Nogueira disse...

Que legal Ale, juro. Leio porque consulto resenhas e opniões sobre o livro, gosto disso, gosto realmente de compartilhar conhecimento, sobretudo em livros. Li o primo basília há uns 10 anos, e gostei. vou colocar na minha listinha de leitura. Beijos Mona
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