17 de fevereiro de 2016

Eu li #47 - O Velho e o Mar

Oi gente!

Seguindo firme na proposta de conhecer escritores que ganharam o Nobel de Literatura, há algum tempo queria ler Heminway, até que no mês passado a amiga Lu Yaros deixou lá em casa uma caixa de livros para doação. E no meio deles, uma edição de "O Velho e o Mar"! É uma edição antiga, da Editora Civilização Brasileira, com uma apresentação do editor Ênio Silveira, que já de cara o classifica como uma das mais belas obras da literatura contemporânea. Já adianto. Não é para menos.



Claro que lá fui eu intercalá-lo entre minhas leituras. Devorei o livro em duas horas, em uma de minhas leituras noturnas. E não acredito que alguém largue esse livro depois de ler as primeiras páginas gente. A leitura flui muito rapidamente. Na minha edição, foram aproximadamente 120 páginas, com letras grandes e ilustrações, de um romance curto e sem muitas tramas. Mas a escrita de Heminway prende a gente de um jeito que só experimentando para saber. Suas palavras tem o dom de despertar sentimentos profundos em nós.

"O Velho e o Mar" foi indicado para o Nobel de Literatura no ano de 1954 e é uma das obras mais famosas de Ernest Heminway. Foi publicado em 1952 e até hoje as opiniões sobre ele se dividem. Foi a última obra de ficção de Heminway publicada em vida e permanece como referência aos seus livros.

Ilustração de "O Velho e o Mar"

O livro conta a história de um velho pescador, o Santiago. Ele se encontra em uma "maré de azar", como as pessoas de seu vilarejo denominam. Há 84 dias sem pescar absolutamente nada. E de todas as pessoas, apenas um único amigo o incentiva a não desistir. Manolim, um garoto que era seu aprendiz, mas cujos pais o probiram de o acompanhar ao mar, é quem fica ao seu lado, o ajudando na humilde rotina de pescador, solitária, sem ter o que comer e dormindo em jornais.



No 85º. dia, Santiago vai ao mar novamente em busca de uma esperança. E encontra nada mais do que um espadarte gigante, tão grande que ele mesmo nunca tinha visto. Aí começa a saga do velho no mar, sua batalha contra o peixe, que é forte o bastante para levá-lo ao alto mar por vários dias. Será que o velho resistirá? Nessa hora percebemos que a batalha não será só contra o peixe. Por trás da luta entre o homem e a natureza, também existe uma batalha contra si mesmo.



A história é narrada em terceira pessoa e gira em torno dessa situação. A escrita da obra é bem direta. E ao mesmo tempo, mostra muita expressão. A escrita é dura, mas a mensagem é perfeita. O livro não trata só da história de um pescador, abrange metáforas referentes ao orgulho, esperança, perseverança. Quando o velho Santiago se agarra àquele peixe, fica claro que a batalha só terminará com a morte de um dos dois. E nesse meio tempo, quanta história em tão pouca escrita! Eu viajei com Heminway e me senti lá, em alto mar, junto com Santiago, sofrendo e me alegrando com ele. 




A obra já tem duas versões cinematográficas, uma de 1958 e outra de 2000, que ganhou o Oscar. Não conheço nenhuma, mas estou curiosa. Ainda assim, recomendo o livro antes, é uma leitura única na vida. Heminway é brilhante! O livro me empolgou demais. Na minha opinião, "O Velho e o Mar' é uma leitura obrigatória. Não tem grandes reviravoltas na trama, mas é tocante no que se refere a mensagens de auto-conhecimento, desafios, superação, entre outros.


Versão para o cinema de John Sturges, 1958, com a interpretação de Spencer Tracy.

"O Velho e o Mar"trata de muitos temas universais que geram reflexão, então acredito que a excelência dessa obra de Heminway é justamente deixar um tom pessoal para cada leitor. Acho que cada um que ler o livro, absorverá de uma forma mais intensa um pedacinho da história. Não se trata apenas da história do pescador, mas do que se absorve dela.

Sendo assim, o exemplar agora volta para a caixa de doações para outro leitor felizardo. =)

Beijos!

3 comentários:

Unknown disse...

Muito boa resenha, vou procurar hoje mesmo para comprar. Bjs Ale, continue na missão.

Patricia Dias disse...

Preciso ler novamente, pois não lembro muita coisa. Especialmente detalhes da escrita do autor - apreciar esse lado!
A resenha ficou ótima , serve como um incentivo à mais para a leitura.

Bjs,

Tays Rocha disse...

Ale, estou lendo dele "Por quem os sinos dobram e é muito bom, tenho a mesma impressão que você teve quanto à escrita. Embora seja através de metáforas, as mensagens ficam bastante evidentes.
Ainda não li esse, mdeixei anotado aqui nas minhas sugestões.

Beijos ♥