11 de janeiro de 2016

Eu li #41 - Mansfield Park

Oi gente!

Hoje vou falar de outra obra de Jane Austen, cuja leitura terminei em dezembro e estava inclusa nas metas de leitura do grupo Heroínas de Jane Austen, que faço parte junto com outras amigas fãs da autora. E ainda que sejamos fãs de Austen e suas obras, confesso que iniciar até mesmo a releitura de um de seus livros é sempre uma expectativa. Nesse caso, a minha duplicou pois Mansfield Park era uma das histórias que eu ainda não conhecia. Escolhi essa linda edição da Penguin. O número de páginas assusta um pouco, 608! Mas para quem gosta de Austen, a leitura flui que é uma beleza!

Mansfield Park é a terceira das seis obras publicadas de Jane Austen. O livro nos conta a história de Fanny Price, filha de pais humildes e com muitos filhos, que foi acolhida generosamente na casa de seus tios, Lady Bertram e Sir Thomas Bertram, quando tinha dez anos. Embora criada em um ambiente familiar e finos costumes, junto aos filhos do casal (Maria, Julia, Tom e Edmund) nunca a deixam esquecer do favor que lhe fazem e o quanto custa financeiramente para mantê-la na casa. 


Apesar de ser tratada com indiferença pela maioria dos familiares, Fanny se esforça para agradar a todos. Diferencia-se pelo seu comportamento reservado e, enquanto Tom, o filho mais velho, esbanja o dinheiro dos pais, e as irmãs Maria e Julia empolgam-se com futilidades, nutre um grande carinho por seu primo Edmund, que sempre zelou por ela de maneira especial. O comportamento cuidadoso e ajuizado de Edmund, tranforma o sentimento de Fanny com o passar dos anos em um grande amor.

A partir daí, grande parte dos eventos da história giram em torno da chegada dos Irmãos Crawford, que tornam-se vizinhos dos Bertram. Então começam as "paixonites", sonhos e desilusões à moda Austeniana (rs). E em Mansfield Park, Jane Austen não economiza ênfase nos defeitos de seus personagens, expondo sem dó a arrogância, o desprezo, a irresponsabilidade, a inveja, a futilidade, a insegurança, entre outros, construídos em cima de contrastes de personalidades. Mais uma vez, Austen cria personagens queridos, mas também alguns bem detestáveis.


Procurei uma versão cinematográfica da obra e encontrei "O palácio das ilusões", filmado em 1999 e dirigido por Patricia Rozema. Não é fiel à obra pois Fanny no filme é uma mistura da personagem com a autora (ela é destacada no filme por seu dom da escrita), mas completa a leitura pelo requinte de detalhes e costumes da época. 

A atriz Frances O'Connor consegue representar muito bem a personalidade de Fanny, que na minha opinião, é sem graça e irritante em alguns momentos. E aí começa minha crítica ao livro que menos gostei até agora. Achei Mansfield Park uma boa história e claro que recomendo a todos os fãs de Jane Austen e de romances de época. Porém, não me senti tão envolvida como nos anteriores, "Razão e Sensibilidade" e "Orgulho e Preconceito". Primeiro, pelo fato de que achei Fanny muito apagada para uma protagonista. E também porque em alguns momentos, a trama me deixou confusa, diante de tantas desconfianças de uns com relação ao caráter de outros, um exagero de suposições.

Jonny Lee Miller e Embeth Davidtz, interpretando respectivamente, Edmund Bertram e Mary Crawford.
Em se falando de Jane Austen, minha humilde opinião de leitora não conta tanto, porque Mansfield Park foi apontado pelos críticos como a obra mais complexa de Jane Austen. E concordo nesse ponto, pelo enorme número de personagens que no começo da história até escondem a protagonista, pela pegada ideológica e moralista e pela sempre lindíssima escrita de Jane Austen. 

Mas enfim, preciso ser sincera e dizer que "Mansfield Park" não será meu preferido. Apesar de toda essa complexidade e da narrativa onisciente que consegue nos adentrar nos pensamentos de Fanny, sua personalidade exageradamente introspectiva e vulnerável decididamente não me conquistou. Mas recomendo a leitura sim! Porque me encantei igualmente com os diálogos e ambientes que nada deixaram a desejar comparado aos outros livros da autora que li.

Beijos!

1 comentários:

Patricia Dias disse...

Temos opiniões bem semelhantes, Ale. A heroína realmente não empolga o leitor! Rsrsr mas o livro tem seus méritos! Os personagens bonzinhos são muito apagados , mas os " malvados" são ótimos ! Rsrsrs
Bjs,